IMPLEMENTAÇÃO DE UM GRUPO PARA TREINO DE MARCHA EM PACIENTES COM LESÃO MEDULAR COMO ESTRATÉGIA PARA ALTA QUALIFICADA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
IMPLEMENTAÇÃO DE UM GRUPO PARA TREINO DE MARCHA EM PACIENTES COM LESÃO MEDULAR COMO ESTRATÉGIA PARA ALTA QUALIFICADA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Autores
  • Luana Beatriz de Moura Freitas
  • Inêz Catharina Ribeiro Nunes Dos Santos
  • Gabriella Fagundes Noronha Maia
  • Aline Layze Pereira da Silva
  • Liliane Santos De Vasconcellos
  • Fabíola Rodrigues de França Campos
Modalidade
Resumo - Estudos Teóricos, Documentais e Relatos de Experiência
Área temática
Tecnologias Leves e Humanização do Cuidado
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1573706-implementacao-de-um-grupo-para-treino-de-marcha-em-pacientes-com-lesao-medular-como-estrategia-para-alta-qualifi
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Lesão medular, treino de marcha, reabilitação, participação social, alta qualificada
Resumo
INTRODUÇÃO: A Lesão Medular (LM) caracteriza-se por uma condição neurológica decorrente de danos à medula espinhal, podendo resultar em comprometimentos motores, sensitivos e autonômicos de diferentes magnitudes, conforme o nível e a extensão da lesão. Entre as intervenções de reabilitação, o treino de marcha destaca-se como importante recurso para pacientes com potencial funcional para deambulação a depender do nível da lesão, contribuindo para ganhos motores, condicionamento físico e participação nas atividades cotidianas. Nesse contexto, o treino da marcha realizado em grupo pode favorecer o fortalecimento do vínculo com Centro Especializado em Reabilitação (CER) ao ser usado como estratégia de alta qualificada, que consiste em um processo de alta estruturado para promover maior autonomia, funcionalidade e continuidade do cuidado visando manutenção dos ganhos alcançados após encerramento do atendimento individual. OBJETIVO: Descrever as atividades grupais voltadas ao aprimoramento da marcha em usuários com lesão medular de um CER após alta qualificada da fisioterapia. RELATO DE EXPERIÊNCIA: Os dez participantes que compõem o grupo têm idade média de 38,4 anos, sendo três mulheres e sete homens, selecionados de acordo com o critério de inclusão de possuir capacidade para deambulação com auxílio físico, classificados com pontuação superior a 6 na escala Walking Index for Spinal Cord Injury II (WISCI II) e submetidos à avaliação da marcha no Zeno Walkway. Os encontros ocorrem semanalmente em forma de circuito pré-estabelecido com estações que incluem: exercícios aeróbicos (elíptico, bicicleta ergométrica e sentar e levantar), subir e descer degrau no step, abdução de quadril com uso de faixa elástica, agachamento com transferência de peso, marcha em diferentes direções com resistência e deslocamento entre cones a partir de estímulos visuais previamente apresentados. Dessa forma, o circuito realizado trabalha, como um todo, favorecendo o fortalecimento dos membros inferiores, equilíbrio dinâmico, coordenação e agilidade, visando potencializar a marcha apresentada pelos pacientes. Além disso, ao final, os pacientes são orientados para uma atividade de dupla tarefa cognitivo-motora onde conseguem estabelecer um momento de descontração e interação social, favorecendo a criação de vínculos entre eles. Desse modo, o grupo também atua como um mecanismo que favorece a participação social desses indivíduos, contribuindo para uma melhor qualidade de vida. CONCLUSÕES: A execução do grupo vem demonstrando ser uma estratégia relevante para a manutenção, prevenção de regressão e potencialização dos ganhos funcionais obtidos anteriormente em indivíduos com LM. Sob a perspectiva da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), a proposta favorece não apenas aspectos relacionados à função, mas também à participação social ao incentivar a relação entre pares e inserir os encontros como compromisso na rotina. A alta qualificada através desse modelo de grupo permite a continuidade da assistência ao usuário, mantendo seu vínculo com a instituição e, ao mesmo tempo, otimiza o fluxo assistencial possibilitando o acesso de novos pacientes ao atendimento individual personalizado. Paralelamente, esse acompanhamento proporciona a construção de estratégias terapêuticas que beneficiam a marcha e, em consequência, a promoção da funcionalidade, independência e qualidade de vida de pessoas com lesão medular.
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FREITAS, Luana Beatriz de Moura et al.. IMPLEMENTAÇÃO DE UM GRUPO PARA TREINO DE MARCHA EM PACIENTES COM LESÃO MEDULAR COMO ESTRATÉGIA PARA ALTA QUALIFICADA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.. In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1573706-IMPLEMENTACAO-DE-UM-GRUPO-PARA-TREINO-DE-MARCHA-EM-PACIENTES-COM-LESAO-MEDULAR-COMO-ESTRATEGIA-PARA-ALTA-QUALIFI. Acesso em: 06/11/2026

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