A GALINHA ZEZÉ E A FADA PETITA: LIVROS MULTIFORMATOS E O PROTAGONISMO DE MULHERES COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
A GALINHA ZEZÉ E A FADA PETITA: LIVROS MULTIFORMATOS E O PROTAGONISMO DE MULHERES COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Autores
  • Kely Juliana Ferreira de Araújo
  • Débora Greyce Palmeira de Souza
  • Jefferson Fernandes Alves
Modalidade
Resumo - Estudos Teóricos, Documentais e Relatos de Experiência
Área temática
Educação Permanente e Continuada Anticapacitista
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1569923-a-galinha-zeze-e-a-fada-petita--livros-multiformatos-e-o-protagonismo-de-mulheres-com-deficiencia-visual
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Deficiência visual, Educação continuada, protagonismo.
Resumo
Este trabalho apresenta um relato de experiência realizada na Clínica Professor Heitor Carrilho (CER IV), que oferece serviços de reabilitação a pessoas com deficiência física, intelectual, visual e auditiva. A atividade foi desenvolvida por meio de uma parceria entre o atendimento de reabilitação visual e o de artes, com foco na construção de dois livros multiformatos, protagonizados por duas participantes com deficiência visual, uma adulta e outra idosa. O objetivo deste relato é apresentar as etapas do processo desenvolvido, com a intenção de refletir sobre as estratégias pedagógicas adotadas, que resultaram de forma exitosa na educação continuada das participantes, dentro de uma perspectiva anticapacitista, que recusa a bipedia compulsória (Carmo, 2023) e centra as práticas no interesse e nas possibilidades das participantes. Nesse sentido, realizamos um recorte de 6 meses, em que atuamos na construção dos livros multiformatos, de acordo com as compreensões apresentadas por Freitas, Cardoso e Werner (2022). O percurso desenvolvido abrange as seguintes etapas: Criação das histórias; Artesania dos personagens; Construção dos livros; Versões digitais; Braille e audiodescrição. A Criação das histórias foi o ponto de partida, momento para compreendermos os temas que as participantes gostariam de explorar. Elas criaram narrativas e trouxeram histórias que desejavam contar, já surgindo em formato aproximado ao cordel. Em seguida, passamos para a Artesania dos personagens, abordando a potencialidade em artesanato que ambas as participantes apresentavam. Cada uma delas criou um personagem: a galinha Zezé e a fada Petita. Além disso, desenvolveram os tutoriais, que são disponibilizados nas versões finais dos livros, permitindo que crianças possam recriar os personagens com o auxílio dos pais. A terceira etapa, a Construção dos livros, envolveu o trabalho com aspectos como textura, formas e leitura em tinta. Cada página dos livros podia ser tocada, sentida e lida. Seguindo esse processo, dedicamo-nos à Versão digital, onde as autoras desenharam os próprios trabalhos, utilizando uma prancheta para desenho em alto relevo. Esse material foi escaneado para compor as versões digitais das histórias, narradas pelas próprias autoras. Finalmente, os livros contaram com a inserção do Braille em todas as páginas e com a audiodescrição, que narra as histórias e descreve as ilustrações, disponibilizada por meio de QR Codes nos próprios livros. O material multiformato nos convida a observar com um olhar tridimensional (Bavcar, 2015), que toca, que ouve e que sente. Todas as etapas culminaram no lançamento dos livros, realizado na própria instituição e apresentado pelas autoras. Este processo aponta para novos caminhos na reabilitação visual de adultos, atravessados pelo campo das artes, que despertam possibilidades criativas para essas pessoas, à medida que exercitam potencialidades existentes e reforçam as inúmeras possibilidades de participação. As participantes, antes desestimuladas, descobriram, ao longo do processo, novas vontades e imergiram nesse trabalho criativo. Nesse sentido, a deficiência é compreendida dentro de uma perspectiva biopsicossocial, e a prática visa a reabilitação e o enfrentamento do capacitismo, partindo dos próprios indivíduos envolvidos e alcançando as pessoas afetadas e atravessadas pela experiência (Bondía, 2002), que passam a observar outras maneiras de participação, pautada no protagonismo.
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ARAÚJO, Kely Juliana Ferreira de; SOUZA, Débora Greyce Palmeira de; ALVES, Jefferson Fernandes. A GALINHA ZEZÉ E A FADA PETITA: LIVROS MULTIFORMATOS E O PROTAGONISMO DE MULHERES COM DEFICIÊNCIA VISUAL.. In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1569923-A-GALINHA-ZEZE-E-A-FADA-PETITA--LIVROS-MULTIFORMATOS-E-O-PROTAGONISMO-DE-MULHERES-COM-DEFICIENCIA-VISUAL. Acesso em: 01/11/2026

Trabalho

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