DETERMINANTES SOCIAIS E O MODELO SOCIAL DA DEFICIÊNCIA: DESCONSTRUINDO A CONCEPÇÃO INDIVIDUALIZANTE DE ADESÃO AO TRATAMENTO NA REABILITAÇÃO VISUAL

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
DETERMINANTES SOCIAIS E O MODELO SOCIAL DA DEFICIÊNCIA: DESCONSTRUINDO A CONCEPÇÃO INDIVIDUALIZANTE DE ADESÃO AO TRATAMENTO NA REABILITAÇÃO VISUAL
Autores
  • Alessandra da Silva Pereira
  • Anna Waleska
  • Anna Waleska Nobre Cunha de Menezes
Modalidade
Resumo - Estudos Teóricos, Documentais e Relatos de Experiência
Área temática
Tecnologias Leves e Humanização do Cuidado
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1568541-determinantes-sociais-e-o-modelo-social-da-deficiencia--desconstruindo-a-concepcao-individualizante-de-adesao-ao
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Serviço Social, Reabilitação Visual, Adesão ao Tratamento, Determinantes Sociais da Saúde, Modelo Social de Deficiência.
Resumo
INTRODUÇÃO: Os determinantes sociais de saúde (DSS) impactam o processo saúde-doença, de modo que imprimem no usuário a demarcação das possibilidades do autocuidado. Não diferentemente, na reabilitação visual, a adesão ao tratamento possui uma interferência direta das condições sociais em que está inserido, de modo que não se pode reduzir a uma perspectiva exclusivista médica ou individualizada. É necessário compreender que as múltiplas barreiras se apresentam como fatores que impossibilitam, por vezes, o êxito do acompanhamento. Dessa maneira, sob a ótica do Serviço Social e do modelo social de deficiência, não se deve reforçar o estigma da negligência do usuário, de modo a culpabilizá-lo, mas entender que a barreiras de acesso, a negação de direitos, a falta de assistência na Atenção Primária e a ausência do apoio familiar são os verdadeiros empecilhos para o seguimento do acompanhamento clínico. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma reflexão teórico-prática acerca dos determinantes sociais que interferem na adesão ao tratamento de reabilitação visual, com o objetivo de desconstruir a culpabilização do usuário. RELATO DE EXPERIÊNCIA: Durante o debate com a preceptoria no âmbito da formação profissional, pautou-se a análise no Modelo Social da Deficiência, compreendendo que esta não reside no impedimento visual em si, mas na interação entre as limitações funcionais e as barreiras sociais que impedem a participação plena. Assim, pôde-se observar que o estigma do 'não-cuidar' é reflexo do contexto social em que o usuário, bem como seus familiares, estão inseridos, o qual se apresenta como barreiras. Sendo elas: a fragilidade da Estratégia Saúde da Família (ESF), que frequentemente não possui fluxos de encaminhamento eficientes; a falta de recursos financeiros para transporte; o baixo nível de letramento em saúde; condição emocional, e a ausência de apoio familiar. Assim, pudemos perceber a importância do acolhimento e da escuta qualificada para compreender que a ausência nas consultas, por vezes, não indica desinteresse, mas a escassez de condições materiais para o acesso, de modo que demanda da rede estratégias que considerem a vulnerabilidade social. CONCLUSÕES: Diante disso, podemos depreender que a adesão ao tratamento transcende a individualidade e abrange a dimensão macrossocial. Sob a ótica do modelo social, entende-se que a deficiência é produzida pela interação entre as barreiras (atitudinais, institucionais e econômicas) e os impedimentos sensoriais, e não apenas por uma condição clínica isolada. Portanto, o acesso efetivo aos serviços e as condições materiais para a permanência são os fatores que definem o êxito da reabilitação. Nesse sentido, faz-se necessário fortalecer tecnologias leves, como a escuta qualificada e o acolhimento, estabelecendo o vínculo necessário para compreender o contexto social do usuário e fomentar a humanização. Tal processo redireciona a análise para a responsabilidade do Estado, resultando em uma assistência mais justa, equânime e humanizada no Sistema Único de Saúde (SUS).
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PEREIRA, Alessandra da Silva; WALESKA, Anna; MENEZES, Anna Waleska Nobre Cunha de. DETERMINANTES SOCIAIS E O MODELO SOCIAL DA DEFICIÊNCIA: DESCONSTRUINDO A CONCEPÇÃO INDIVIDUALIZANTE DE ADESÃO AO TRATAMENTO NA REABILITAÇÃO VISUAL.. In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1568541-DETERMINANTES-SOCIAIS-E-O-MODELO-SOCIAL-DA-DEFICIENCIA--DESCONSTRUINDO-A-CONCEPCAO-INDIVIDUALIZANTE-DE-ADESAO-AO. Acesso em: 01/11/2026

Trabalho

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