PREDITORES CLÍNICOS DO USO DE TECNOLOGIAS ASSISTIVAS PARA LOCOMOÇÃO NA ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
PREDITORES CLÍNICOS DO USO DE TECNOLOGIAS ASSISTIVAS PARA LOCOMOÇÃO NA ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA
Autores
  • Vanessa Oliveira Dias
  • Larissa Coutinho De Lucena
  • Tatiana Souza Ribeiro
Modalidade
Resumo - Pesquisa Científica
Área temática
Tecnologias Assistivas no SUS
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1567306-preditores-clinicos-do-uso-de-tecnologias-assistivas-para-locomocao-na-esclerose-lateral-amiotrofica
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Tecnologia Assistiva, Esclerose Lateral Amiotrófica, Estado Funcional, Dor
Resumo
Introdução: No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), as Tecnologias Assistivas (TA) configuram-se como uma estratégia transversal da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, sendo essencial para a promoção da autonomia e funcionalidade dessas pessoas, especialmente de indivíduos com doenças de rápida progressão, como a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Compreender quais indicadores clínicos da ELA se relacionam e atuam como preditores para o uso de TA é fundamental para o planejamento assistencial e a otimização dos recursos públicos. Objetivos: Analisar os preditores clínicos para o uso de TA para locomoção e sua associação com as características clínicas de indivíduos com ELA. Métodos: Este estudo transversal, aprovado pelo Comitê de Ética (parecer 4.972.816), avaliou adultos com ELA em um ambulatório especializado. A coleta de dados abrangeu o fenótipo clínico inicial, uso e tipo de TA, além dos instrumentos Amyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale–Revised (funcionalidade), Escala Visual Analógica e Diagrama Corporal (dor), Escala de Severidade da Fadiga (Fadiga) e Amyotrophic Lateral Sclerosis Cognitive Behavioral Screen (cognição). O uso de TA (sim/não e por categorias: nenhum, dispositivo auxiliar de marcha [DAM] ou cadeira de rodas) foi a variável dependente. As variáveis independentes incluíram o fenótipo clínico (bulbar/espinhal/misto), funcionalidade, dor (intensidade e localização), fadiga e cognição. Para encontrar o modelo de predição do uso de TA utilizou-se Regressão Logística Binária, com ajuste validado pelos testes de Hosmer-Lemeshow e R² de Nagelkerke. Para análise da associação entre as variáveis independentes e os três tipos de TA, utilizou-se o teste de Qui-quadrado ou Teste exato de Fisher com análise dos resíduos ajustados. Resultados: A funcionalidade (p<0,001; OR:0,79), intensidade da dor (p=0,044; OR:1,29) e fenótipo espinal (p=0,004; OR:84,28) foram os preditores significativos para o uso de TA. Na escala de funcionalidade, cada ponto perdido eleva em 21% a chance de uso de TA, enquanto níveis maiores de dor aumentam esse risco em 30%. Adicionalmente, o início espinal da ELA eleva a probabilidade de necessidade de TA em comparação à forma mista. Houve associação significativa entre o tipo de TA e fenótipo clínico (p=0,040), funcionalidade (p<0,001) e quantidade de locais dolorosos (p=0,046). A análise de resíduos ajustados revelou que a ausência de dispositivos associou-se ao fenótipo bulbar (88,9%), alta funcionalidade (74,1%) e ausência de dor (78,9%). O uso de DAM foi prevalente no fenótipo espinal (23,7%), enquanto a cadeira de rodas correlacionou-se ao fenótipo misto (47,8%) e à baixa funcionalidade (73,9%). Conclusão: Para o SUS, esses dados indicam que a dispensação de TA não deve ser reativa, mas estratégica. A associação entre a forma mista/baixa funcionalidade e o uso de cadeiras de rodas sugere a necessidade de fluxos acelerados de concessão para evitar a imobilidade. Já o papel da dor como preditor reforça que o manejo deste sintoma na atenção especializada é essencial para prolongar a funcionalidade. Portanto, o planejamento da assistência no SUS deve ser personalizado conforme o início clínico da doença, garantindo que a tecnologia certa chegue ao paciente antes que o declínio funcional gere isolamento social.
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DIAS, Vanessa Oliveira; LUCENA, Larissa Coutinho De; RIBEIRO, Tatiana Souza. PREDITORES CLÍNICOS DO USO DE TECNOLOGIAS ASSISTIVAS PARA LOCOMOÇÃO NA ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA.. In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1567306-PREDITORES-CLINICOS-DO-USO-DE-TECNOLOGIAS-ASSISTIVAS-PARA-LOCOMOCAO-NA-ESCLEROSE-LATERAL-AMIOTROFICA. Acesso em: 01/11/2026

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