CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA EM GRUPO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOCOMUNICATIVO INFANTIL: RELATO DE CASO.

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA EM GRUPO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOCOMUNICATIVO INFANTIL: RELATO DE CASO.
Autores
  • Maria Beatriz Ambrósio Albuquerque Bezerra
  • Ana Maria Lima de Aguiar
  • Gabriel Araújo de Farias
  • Rosiane Oliveira Santos
  • Yoshie Kanegane
  • Mirelly Danglês de Oliveira Ferreira
Modalidade
Resumo - Pesquisa Científica
Área temática
Tecnologias Leves e Humanização do Cuidado
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1567186-contribuicoes-da-terapia-em-grupo-para-o-desenvolvimento-sociocomunicativo-infantil--relato-de-caso
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Estimulação precoce; Interação Social; Emoção expressa; Desempenho psicomotor.
Resumo
INTRODUÇÃO: O desenvolvimento infantil está intrinsecamente relacionado às experiências de interação social e trocas comunicativas estabelecidas com o ambiente e com outros indivíduos, especialmente pares da mesma faixa etária. A restrição dessas experiências pode comprometer a aquisição de habilidades sociocomunicativas, favorecendo manifestações de insegurança, evitação, reatividade ao novo e dificuldades na formação de vínculos, frequentemente expressas por choro e comportamentos de esquiva. Nesse contexto, intervenções grupais com enfoque psicomotor configuram-se como estratégias terapêuticas relevantes, por integrarem componentes motores, gestuais e relacionais, promovendo a ampliação da comunicação funcional. Tais intervenções favorecem o desenvolvimento de habilidades pragmáticas, simbólicas e socioemocionais, por meio de atividades mediadas pelo corpo, movimento e interação, contribuindo para uma abordagem integral em crianças com desenvolvimento típico ou atípico. MÉTODOS: Trata-se de um relato de caso, de abordagem quali-quantitativa, realizado em um Centro Especializado em Reabilitação, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer nº 8.052.150. RELATO DE CASO CLÍNICO: Criança com histórico perinatal sem intercorrências, acompanhada em ambulatório de intervenção e estimulação precoce. Aos dois anos, foi submetida à triagem fonoaudiológica, na qual se evidenciou repertório interacional restrito, limitado à mãe e à avó, associado a predomínio de brincadeira solitária e uso frequente de dispositivos eletrônicos. Inicialmente encaminhada para grupo de intervenção em linguagem e literacia familiar, apresentou baixa adesão, com dependência de figura de apego, choro persistente e dificuldade de permanência autônoma, motivando reavaliação e redirecionamento para Grupo de Intervenção em Psicomotricidade (GIP). Na avaliação pré-intervenção, por meio do PROC, obteve escore de 5/15 em Função Comunicativa, indicando prejuízo na funcionalidade da linguagem, apesar da presença de fala. Observou-se limitação no uso de atos comunicativos, como iniciar interações, realizar comentários, formular perguntas e empregar expressões sociais. No Denver II, evidenciou-se desempenho motor grosso próximo ao esperado, com dificuldade em tarefas de equilíbrio unipodal. No domínio da linguagem, identificou-se atraso mais significativo, associado à baixa exposição interacional, com presença de vocabulário expressivo (>6 palavras e combinações), porém com prejuízo na compreensão de comandos simples e na consciência corporal. Ao longo das sessões do GIP, observou-se evolução progressiva no comportamento sociocomunicativo. Inicialmente, a criança apresentava melhor engajamento em atividades motoras e maior resistência em situações que demandavam atenção compartilhada e interação social, como a roda de música, utilizando o choro como principal recurso comunicativo. Após dez sessões, aos dois anos e seis meses, verificou-se redução significativa da evitação social, com maior regulação emocional e ampliação do repertório comunicativo. A criança passou a utilizar expressões sociais convencionais (“oi”, “tchau”), realizar comentários espontâneos como estratégia de iniciação interacional, participar de atividades coletivas, engajar-se em coreografias e demonstrar intencionalidade comunicativa ao solicitar músicas de preferência. CONCLUSÃO: A intervenção grupal com enfoque psicomotor favoreceu a ampliação da competência comunicativa e a redução de comportamentos de evitação social, promovendo maior segurança nas interações e fortalecimento de vínculos. A experiência precoce em contexto grupal contribuiu para o desenvolvimento da comunicação funcional e para a prevenção da cristalização de dificuldades sociocomunicativas, evidenciando a relevância da intervenção interdisciplinar na promoção do desenvolvimento infantil.
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BEZERRA, Maria Beatriz Ambrósio Albuquerque et al.. CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA EM GRUPO PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOCOMUNICATIVO INFANTIL: RELATO DE CASO... In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1567186-CONTRIBUICOES-DA-TERAPIA-EM-GRUPO-PARA-O-DESENVOLVIMENTO-SOCIOCOMUNICATIVO-INFANTIL--RELATO-DE-CASO. Acesso em: 01/11/2026

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