DA TRIAGEM NEONATAL À INTERVENÇÃO PRECOCE: RELATO DE CASO DE PERDA AUDITIVA PROFUNDA BILATERAL COM ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
DA TRIAGEM NEONATAL À INTERVENÇÃO PRECOCE: RELATO DE CASO DE PERDA AUDITIVA PROFUNDA BILATERAL COM ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA
Autores
  • Maria Beatriz Ambrósio Albuquerque Bezerra
  • Ana Maria Lima de Aguiar
  • Sabrina Souza da Silva
  • Jaírle Laís Alves do Nascimento
  • Rogeria Cristina Toscano Dias
  • Gizele Francisco Ferreira do Nascimento
Modalidade
Resumo - Pesquisa Científica
Área temática
Tecnologias Leves e Humanização do Cuidado
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1567178-da-triagem-neonatal-a-intervencao-precoce--relato-de-caso-de-perda-auditiva-profunda-bilateral-com-abordagem-cen
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Perda auditiva neurossensorial; Estimulação precoce; Cuidado centrado no paciente.
Resumo
INTRODUÇÃO: A Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) consiste em um procedimento realizado, preferencialmente, no primeiro mês de vida, fundamentando-se na importância da detecção e intervenção das Perdas Auditivas, no período crítico de maturação do sistema auditivo, garantindo o desenvolvimento da audição e da linguagem de maneira satisfatória. Atualmente, as diretrizes internacionais recomendam o modelo que preconiza triagem até um mês, diagnóstico até três meses e início da intervenção até seis meses, favorecendo um melhor prognóstico. MÉTODOS: O presente estudo caracteriza-se como um relato de caso de abordagem quali-quantitativa, realizado em um Centro Especializado em Reabilitação aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer nº 7.890.476. RELATO DE CASO CLÍNICO: Paciente, com um mês de vida, foi encaminhado ao serviço de audiologia para realização do reteste da TANU após apresentar falha bilateral no teste realizado na maternidade. A família procurou o serviço motivada pela preocupação da falha e o impacto da mesma no desenvolvimento da criança. No levantamento de indicadores de risco, foram identificados diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, além de internação em UTIN por três dias para fototerapia. No reteste, manteve-se a falha bilateral, sendo a família orientada quanto à necessidade de investigação complementar. Aos dois meses, foram realizados exames audiológicos, no qual foi observado em ambas as orelhas: meatoscopia sem alterações; Timpanometria com Pico Positivo; Emissões Otoacústicas Evocadas por Estímulo Transiente e por Produto de Distorção com respostas ausentes; Avaliação Auditiva Comportamental sem respostas a estímulos sonoros instrumentais, Sons de Ling e fala (voz materna e do avaliador); Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) por estímulo clique, com ausência de ondas I, III e V a 90dBnNa e PEATE por frequência específica e Estado Estável com ausência de resposta nas frequências de 500Hz, 1000Hz, 2000Hz e 4000Hz; Potencial Evocado Miogênico Vestibular Cervical, também foi observada ausência respostas, sugerindo disfunção bilateral, achado frequentemente associado a perdas auditivas sensorioneurais profundas. Os achados foram discutidos com os responsáveis, incluindo prognóstico, implicações funcionais e possibilidades terapêuticas. O processo diagnóstico e intervenção seguiu as diretrizes do Joint Committee on Infant Hearing, conforme o modelo 1-3-6. Após decisão compartilhada com a família, iniciou-se o uso de aparelho de amplificação sonora individual aos seis meses de idade, associado ao acompanhamento fonoaudiológico, com orientação para estimulação auditiva no ambiente domiciliar. Apesar da adesão ao uso e ao seguimento terapêutico, os ganhos auditivos restringiram-se à detecção de sons ambientais, sem respostas consistentes à fala. Diante da evolução do caso, a indicação de implante coclear foi conduzida em conjunto com a família, considerando os benefícios esperados e as expectativas quanto ao desenvolvimento comunicativo. Atualmente, com 1 ano e 4 meses, a criança encontra-se em processo preparatório para o procedimento. CONCLUSÃO: A identificação precoce da perda auditiva, associada à intervenção oportuna e ao cuidado centrado na família, favorece melhores desfechos no desenvolvimento auditivo e de linguagem. A participação dos cuidadores no processo diagnóstico e terapêutico contribuiu para a adesão às intervenções e para o encaminhamento adequado à tecnologia assistiva, ampliando as perspectivas de desenvolvimento global da criança.
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BEZERRA, Maria Beatriz Ambrósio Albuquerque et al.. DA TRIAGEM NEONATAL À INTERVENÇÃO PRECOCE: RELATO DE CASO DE PERDA AUDITIVA PROFUNDA BILATERAL COM ABORDAGEM CENTRADA NA FAMÍLIA.. In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1567178-DA-TRIAGEM-NEONATAL-A-INTERVENCAO-PRECOCE--RELATO-DE-CASO-DE-PERDA-AUDITIVA-PROFUNDA-BILATERAL-COM-ABORDAGEM-CEN. Acesso em: 01/11/2026

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