INJUSTIÇA HÍDRICA, GESTAÇÃO E DEFICIÊNCIA: REFLEXÕES SOBRE RISCOS SOCIOAMBIENTAIS

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
INJUSTIÇA HÍDRICA, GESTAÇÃO E DEFICIÊNCIA: REFLEXÕES SOBRE RISCOS SOCIOAMBIENTAIS
Autores
  • Rita de Cássia Pontes da Silva
  • Roberto Marinho Alves da Silva
Modalidade
Resumo - Pesquisa Científica
Área temática
Intersetorialidade na RCPD
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1566986-injustica-hidrica-gestacao-e-deficiencia--reflexoes-sobre-riscos-socioambientais
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Injustiça hídrica, Deficiência, Saúde mateno-infantil
Resumo
Introdução: O acesso adequado à água impacta diretamente as condições de vida e saúde da população, apesar disso sua distribuição ocorre de forma desigual ao redor do mundo. Tal situação de injustiça hídrica reflete as iniquidades no acesso desse recurso para além da sua disponibilidade, mas que se relacionam com o contexto econômico, social e geográfico da população. Dentre os grupos mais vulneráveis estão as gestantes que durante o período gravídico necessitam de condições adequadas de acesso à água, sob risco de repercussões para a saúde materna, o desenvolvimento infantil e a ocorrência de danos que podem resultar em deficiência na criança. Objetivo: Refletir sobre os impactos da injustiça hídrica na gestação e possíveis riscos para o desenvolvimento infantil e a ocorrência de deficiências. Métodos: Pesquisa qualitativa realizada por meio de entrevistas sob o parecer n.º 7.652.654 (CAAE: 87589125.0.0000.5568). Foram entrevistadas 9 mulheres de comunidades da zona rural. Resultados: A água utilizada pelas mulheres para uso doméstico é disponibilizada pela prefeitura sendo proveniente de açude, poço ou carro-pipa. Pelos relatos coletados, foi identificada a situação de injustiça hídrica vivenciada por elas, uma vez que a água é em quantidade, qualidade e regularidade insatisfatória. Já a água para consumo humano é comprada e, quando não se tem condições financeiras para adquirir esse bem, ocorre o racionamento da quantidade utilizada ou busca-se ferver a água disponibilizada pela prefeitura, mas que não passa por nenhum tipo de tratamento prévio para torná-la adequada ao consumo. Tal realidade causa impactos no cotidiano dessas mulheres, uma vez que elas precisam se preocupar sobre quais estratégias de armazenamento, economia e adaptações serão adotadas pela família diante da insegurança hídrica. Dessa forma, a insegurança do acesso regular, a baixa qualidade e a quantidade limitada de água potável afetam diretamente o cuidado materno infantil, acentuando vulnerabilidades e riscos que podem comprometer a saúde materna e causar repercussões ao desenvolvimento infantil. Conclusão: O estudo realizado explicita que a injustiça hídrica impacta na gestação e nos cuidados materno-infantis, configurando-se como fator de risco socioambiental para danos que podem repercutir em atrasos no desenvolvimento ou deficiência na criança. Ademais, mesmo sendo um direito humano, a desigualdade no acesso à água é um problema que persiste e compromete as necessidades básicas de saúde e reprodução da vida para bilhões de pessoas no planeta.
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Rita de Cássia Pontes da; SILVA, Roberto Marinho Alves da. INJUSTIÇA HÍDRICA, GESTAÇÃO E DEFICIÊNCIA: REFLEXÕES SOBRE RISCOS SOCIOAMBIENTAIS.. In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1566986-INJUSTICA-HIDRICA-GESTACAO-E-DEFICIENCIA--REFLEXOES-SOBRE-RISCOS-SOCIOAMBIENTAIS. Acesso em: 01/11/2026

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