ETIQUETA ANTICAPACITISTA NA FORMAÇÃO EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM METODOLOGIAS ATIVAS EM UM CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO (CER IV)

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
ETIQUETA ANTICAPACITISTA NA FORMAÇÃO EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM METODOLOGIAS ATIVAS EM UM CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO (CER IV)
Autores
  • Joice Lorena Lima Vieira
  • Emille Estefanne Cruz Silva Araújo
  • Debora Pereira Pinheiro
  • Samantha Maranhão
Modalidade
Resumo - Estudos Teóricos, Documentais e Relatos de Experiência
Área temática
Educação Permanente e Continuada Anticapacitista
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1563083-etiqueta-anticapacitista-na-formacao-em-saude--relato-de-experiencia-com-metodologias-ativas--em-um-centro-espec
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Pessoa com deficiência, Educação permanente, Capacitismo, Biopsicossocial, Inclusão.
Resumo
INTRODUÇÃO: A formação em saúde demanda não apenas domínio técnico, mas também sensibilidade ética e social frente à diversidade humana. Nesse cenário, o capacitismo, caracterizado pela discriminação contra pessoas com deficiência, ainda se configura como um desafio no âmbito da saúde. Superar o modelo estritamente biomédico e incorporar uma perspectiva biopsicossocial, que reconheça as potencialidades e singularidades dessas pessoas, é essencial para a construção de práticas mais inclusivas. Assim, torna-se fundamental investir em estratégias educativas dentro dos espaços formativos em saúde, que promovam reflexão crítica sobre competências profissionais, em especial, no eixo atitudinal, fortalecendo o cuidado em saúde da pessoa com deficiência de maneira humanizada, integral e centrada na pessoa. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma oficina educativa voltada à promoção da etiqueta anticapacitista entre estudantes e profissionais da saúde, utilizando metodologias ativas em um Centro Especializado em Reabilitação (CER IV). RELATO DE EXPERIÊNCIA: A oficina é desenvolvida para todos os estudantes que passam pelo CER IV, abrangendo diferentes áreas da saúde. A dinâmica dura cerca de 1 hora e é conduzida por residentes multiprofissionais do serviço, sob orientação de uma preceptora da instituição. Inicialmente, realiza-se uma contextualização sobre a rede de cuidados à pessoa com deficiência no Rio Grande do Norte, desde a Atenção Primária até os serviços especializados, destacando a importância da promoção e prevenção em saúde, bem como o papel do CER IV nesse processo. Em seguida, utiliza-se uma abordagem ativa e interativa por meio de uma roleta virtual, contendo questões sobre mitos e verdades e situações-problema relacionadas ao cotidiano das pessoas com deficiência. A dinâmica estimula os participantes a identificar práticas capacitistas, refletir sobre barreiras atitudinais e discutir alternativas baseadas em uma postura ética e inclusiva. A partir da promoção de debates interdisciplinares e troca de saberes, a atividade possibilita a problematização de concepções errôneas enraizadas socialmente, inclusive no campo da saúde. Além disso, contribui para o desfoque do olhar centrado na limitação para uma abordagem que valorize as potencialidades, autonomia e protagonismo da pessoa com deficiência, alinhada ao modelo biopsicossocial. Ao término da oficina, os participantes relatam percepções positivas sobre as discussões, ressaltando a relevância do tema para sua formação e prática profissional, bem como a aplicabilidade do aprendizado em diferentes contextos. Também observa-se nesse processo, a ressignificação de comportamentos previamente naturalizados, evidenciando a importância de tais espaços formativos e sua contribuição para mudanças atitudinais e, consequentemente, para redução de práticas discriminatórias. CONCLUSÃO: A experiência demonstra que metodologias ativas são eficazes na abordagem de temas complexos como o capacitismo, favorecendo o desenvolvimento de competências atitudinais essenciais à prática em saúde e cidadania. A incorporação de uma perspectiva biopsicossocial contribui para a construção de um cuidado mais inclusivo, que reconhece as potencialidades das pessoas com deficiência e supera a limitação imposta pelo modelo biomédico. Reforça-se a necessidade de inserir, de forma contínua, discussões sobre etiqueta anticapacitista nos processos formativos educacionais e sociais, visando à transformação das práticas em saúde e à garantia dos direitos dessa população.
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VIEIRA, Joice Lorena Lima et al.. ETIQUETA ANTICAPACITISTA NA FORMAÇÃO EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM METODOLOGIAS ATIVAS EM UM CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO (CER IV).. In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1563083-ETIQUETA-ANTICAPACITISTA-NA-FORMACAO-EM-SAUDE--RELATO-DE-EXPERIENCIA-COM-METODOLOGIAS-ATIVAS--EM-UM-CENTRO-ESPEC. Acesso em: 01/11/2026

Trabalho

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