ARQUIVOS DE ARTISTAS E A EXPERIÊNCIA DA FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE): REFLEXÕES E PROPOSTAS METODOLÓGICAS

Publicado em 21/06/2021 - ISBN: 978-65-991726-4-9

Título do Trabalho
ARQUIVOS DE ARTISTAS E A EXPERIÊNCIA DA FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE): REFLEXÕES E PROPOSTAS METODOLÓGICAS
Autores
  • Caroline Cantanhede Lopes
  • Renato de Mattos
Modalidade
Comunicação
Área temática
6. Arquivos pessoais
Data de Publicação
21/06/2021
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
www.even3.com.br/Anais/simposiointernacionaldearquivos/289532-ARQUIVOS-DE-ARTISTAS-E-A-EXPERIENCIA-DA-FUNDACAO-NACIONAL-DE-ARTES-(FUNARTE)--REFLEXOES-E-PROPOSTAS-METODOLOGICAS
ISBN
978-65-991726-4-9
Palavras-Chave
Centro de Documentação e Pesquisa da Fundação Nacional de Artes, Arquivos pessoais, Arquivos de artistas, Arquivo Família Oduvaldo Vianna.
Resumo
O presente trabalho propõe uma reflexão sobre as práticas empregadas na organização dos arquivos pessoais de personalidades ligadas às artes cênicas, artes visuais e música custodiados pelo Centro de Documentação e Pesquisa da Fundação Nacional de Artes, órgão responsável, no âmbito da administração pública federal, pelo desenvolvimento de políticas de fomento às artes visuais, à música, ao teatro, à dança e ao circo. O Centro de Documentação tem como finalidade reunir, organizar, disponibilizar e disseminar documentos e informações que apoiem e incentivem a produção artística, cultural e as pesquisas em arte e cultura, além de subsidiar atividades desenvolvidas pela própria instituição. Seu acervo é resultado de uma longa trajetória de sucessão institucional, iniciada ainda nos anos 1930. Em relação aos arquivos pessoais de artistas, ainda que existam evidências de sua aquisição desde a década de 1970, foi apenas em 2005 que sua natureza arquivística passou a orientar as metodologias empregadas em seu processamento técnico. Desde então, foram realizadas diversas ações com o intuito de consolidar o lugar específico dos arquivo pessoais dentro do contexto do Centro de Documentação. No entanto, apesar de preservada a proveniência, nem sempre a organização empregada privilegiava uma abordagem contextual dos arquivos, fundamental para uma eficiente compreensão dos documentos e de suas inter-relações com o conjunto ao qual pertence. Por isso, desejamos aqui contribuir para o prosseguimento dos esforços iniciados em meados dos anos 2000, no sentido de dotar os arquivos pessoais sob a guarda da Fundação Nacional de Artes de maior consistência teórico-metodológica, com o intuito de oferecer ao seu pesquisador a potencialidade informativa que a devida abordagem desses arquivos podem proporcionar. Identificamos, assim, a necessidade de elaboração de diretrizes capazes de orientar as ações dos profissionais junto aos arquivos pessoais de artistas. Com efeito, devido à inexistência de um manual ou instrumento similar, os arquivos pessoais atualmente disponíveis ao público refletem as distintas perspectivas adotadas pelos profissionais que estiveram à frente da sua organização. Como consequência, observamos desde a descontextualização dos documentos iconográficos (fotografias, negativos, cartazes, croquis de cenários e figurinos, desenhos) – processados como itens bibliográficos –, bem como a multiplicidade de instrumentos de pesquisa gerados, bastante distintos entre si quanto à forma, o que certamente dificulta o acesso do usuário ao acervo. Selecionamos, a fim de explorar algumas dessas problemáticas, o caso do Arquivo Família Oduvaldo Vianna – constituído por três fundos distintos: Oduvaldo Vianna, Deocélia Vianna e Oduvaldo Viana Filho (Vianninha) – adquirido na década de 1980 mas totalmente organizado apenas em 2006. Apesar de ser um dos primeiros conjuntos documentais de artistas reconhecidos enquanto arquivos, certas escolhas metodológicas empregadas acabaram por alienar determinados registros de seu devido contexto de produção. De fato, não podemos perder de vista que esta representa uma experiência pioneira no Centro de Documentação da Funarte. Porém, passados quase 15 anos, ainda não foi realizado um investimento de formalização dessas práticas junto aos seus arquivos pessoais. Possivelmente devido a inúmeras circunstâncias do próprio quotidiano, mas que acabou por perpetuar a empiria em detrimento do rigor técnico e científico. Desejamos, assim, com o nosso estudo de caso, tecer algumas proposições para esse imperativo inadiável: a elaboração de um documento que paute boas práticas para o processamento técnico de tais arquivos pessoais e que assegure a observância de suas especificidades, oriundas de cada um dos campos em que se dá a atividade do artista. Tal iniciativa visa garantir que, a despeito das alternâncias político-administrativas ou das modificações no corpo técnico, os arquivos pessoais sob a guarda do Centro de Documentação e Pesquisa da Fundação Nacional de Artes desfrutem de condições mais estáveis de preservação e de acesso, devidamente respaldadas pela teoria arquivística.
Título do Evento
Simpósio Internacional de Arquivos
Título dos Anais do Evento
Arquivo, Documento e Informação em Cenários Híbridos: anais do Simpósio Internacional de Arquivos
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI
LinkObter o DOI

Como citar

LOPES, Caroline Cantanhede; MATTOS, Renato de. ARQUIVOS DE ARTISTAS E A EXPERIÊNCIA DA FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE): REFLEXÕES E PROPOSTAS METODOLÓGICAS.. In: Arquivo, documento e informação em cenários híbridos: anais do Simpósio Internacional de Arquivos. Anais...Sao Paulo(SP) Eventus, 8, 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiointernacionaldearquivos/289532-ARQUIVOS-DE-ARTISTAS-E-A-EXPERIENCIA-DA-FUNDACAO-NACIONAL-DE-ARTES-(FUNARTE)--REFLEXOES-E-PROPOSTAS-METODOLOGICAS. Acesso em: 24/04/2024

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