QUANDO OS PORTUGUESES ERAM CHAMADOS DE GALEGOS: ANÁLISE DE RELATOS COM REPRESENTAÇÕES NEGATIVAS DA IMIGRAÇÃO PORTUGUESA NO RIO DE JANEIRO

Publicado em 04/12/2025 - ISBN: 978-65-272-1875-3

Título do Trabalho
QUANDO OS PORTUGUESES ERAM CHAMADOS DE GALEGOS: ANÁLISE DE RELATOS COM REPRESENTAÇÕES NEGATIVAS DA IMIGRAÇÃO PORTUGUESA NO RIO DE JANEIRO
Autores
  • Liz Fernandes De Paula
  • Antón Corbacho Quintela
Modalidade
Comunicação em Simpósio ONLINE: Resumo
Área temática
AT 49 Portugueses de Papel (ONLINE)
Data de Publicação
04/12/2025
País da Publicação
Portugal | Portugal
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simelp2024/827365-quando-os-portugueses-eram-chamados-de-galegos--analise-de-relatos-com-representacoes-negativas-da-imigracao-port
ISBN
978-65-272-1875-3
Palavras-Chave
Imigração Portuguesa no Brasil; Xenofobia; Denotações do termo galego
Resumo
Com anterioridade à chegada em massa, no último quarto do séc. XIX, de imigrantes galegos ao Brasil e com independência da imagem de indivíduos rurais e iletrados que esses sujeitos puderam projetar de si ao se assentarem no Rio de Janeiro, o vocábulo “galego” possuía uma estável e categórica significação para os cariocas. No ensaio Mata Gallego, de 1933, Viriato Corrêa enunciou que “Mata gallego” foram as palavras de ordem na turbulenta noite de 13 de março de 1831, conhecida como a Noite das Garrafadas. Para Corrêa, a fundação revolucionária da nacionalidade foi consubstancial à simbólica sova que os nativos – os filhos da terra – deram aos portugueses durante esse conflito. Nesse confronto desatado nas ruas do Rio de Janeiro, os brasileiros eram os cabras, os bodes, os creoulos, os moleques, e os portugueses eram os marotos, os marinheiros, os pés de chumbo – os “galegos”. Na obra Mata galegos, de 1989, Gladys Sabina Ribeiro estudou a imigração portuguesa no Rio de Janeiro, entre os anos de 1820 a 1930, salientando a reação contra essa presença desde o antilusitanismo. Ela menciona o reiterado emprego do qualificativo “galego” para provocar os portugueses. Os imigrantes portugueses chegaram a constituir perto da quinta parte dos habitantes do Rio de Janeiro no início do séc. XX. Esses imigrantes, solteiros, jovens e de origem rural, mas com ânsia de obter sucesso na cidade, formaram boa parte da força de trabalho e entraram em concorrência com os brasileiros na disputa por vagas de trabalho, pois monopolizaram ramos de atividade e empregos – o comércio a retalho e o serviço atrás dos balcões – e porque aceitavam baixas remunerações. Criou-se, no Rio, a figura do “galego”, como contraponto do patriota brasileiro e do malandro carioca. O “galego” representava o afã por poupar e a assunção de trabalhos extenuantes, com vistas a retornar à sua terra como um homem enriquecido. Com esse intuito, o galego não duvidaria em lesar os fregueses brasileiros nos negócios em que se empregasse. Com base nesse contexto, nesta comunicação apresentam-se os resultados da recopilação e análise de usos do vocábulo galego, em discursos, relatos e na criação literária, com vistas a estabelecer a periodização e as conjunções em que o vocábulo foi aplicado, com um propósito difamatório e depreciativo, ao imigrante português.
Título do Evento
IX SIMELP - Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa / VI Congresso da AILP
Cidade do Evento
Funchal
Título dos Anais do Evento
IX SIMELP - Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa / VI Congresso da AILP (Textos selecionados)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PAULA, Liz Fernandes De; QUINTELA, Antón Corbacho. QUANDO OS PORTUGUESES ERAM CHAMADOS DE GALEGOS: ANÁLISE DE RELATOS COM REPRESENTAÇÕES NEGATIVAS DA IMIGRAÇÃO PORTUGUESA NO RIO DE JANEIRO.. In: IX SIMELP - Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa / VI Congresso da AILP (Textos selecionados). Anais...Recife(PE) Universidade da Madeira, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/SIMELP2024/827365-QUANDO-OS-PORTUGUESES-ERAM-CHAMADOS-DE-GALEGOS--ANALISE-DE-RELATOS-COM-REPRESENTACOES-NEGATIVAS-DA-IMIGRACAO-PORT. Acesso em: 04/04/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes