BLOQUEIO ECOGUIADO DO TRONCO LOMBOSSACRAL POR ABORDAGEM PARASSACRAL, ASSOCIADO AO TAP BLOCK BILATERAL, EM CADELA SUBMETIDA Á CISTOTOMIA: RELATO DE CASO

Publicado em 07/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2313-9

Título do Trabalho
BLOQUEIO ECOGUIADO DO TRONCO LOMBOSSACRAL POR ABORDAGEM PARASSACRAL, ASSOCIADO AO TAP BLOCK BILATERAL, EM CADELA SUBMETIDA Á CISTOTOMIA: RELATO DE CASO
Autores
  • Raissa Nascimento de Souza
  • Thayane Sant'Ana Ribeiro de Carvalho
  • Nathália Gomes Paiva
  • Eduardo Marques Zago Oliveira da Silva
  • Maria Eduarda Nascimento Bastos
  • Gabrielle Sardinha Sant'Anna da Fonseca
  • Luiz Marcelo Silva Lima
  • YASMIN SANTOS KAULICH DE SOUZA
  • Rômulo Ferreira de Assunção
  • Gustavo Nunes de Santana Castro
Modalidade
Resumo
Área temática
Medicina Veterinária
Data de Publicação
07/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1352541-bloqueio-ecoguiado-do-tronco-lombossacral-por-abordagem-parassacral-associado-ao-tap-block-bilateral-em-cadela
ISBN
978-65-272-2313-9
Palavras-Chave
Bloqueio parassacral, TAP Block, Cistotomia, Anestesia locorregional
Resumo
Introdução: A anestesia locorregional em pequenos animais é fundamental na rotina do anestesiologista, destacando-se pelo controle eficaz da dor e redução de anestésicos gerais no transoperatório. Entre as afecções comuns no sistema urinário e que demandam intervenções cirúrgicas e analgesia eficaz, destaca-se a urolitíase. O tratamento cirúrgico é indicado quando o manejo clínico-nutricional não é resolutivo ou diante de obstrução urinária. Para este procedimento, a peridural é considerada padrão-ouro, porém contraindicada na presença de infecções cutâneas pelo risco de contaminação. Diante disso, torna-se essencial buscar alternativas analgésicas. Este relato descreve o uso do bloqueio troncolombossacral por abordagem parassacral associado ao bloqueio do plano transverso abdominal (TAP block), que promovem analgesia do nervo ilio-hipogástrico, pudendo e da parede abdominal, em cadela submetida à cistotomia, técnica escolhida devido à dermatite generalizada que impossibilitou a peridural. Relato de Caso: Foi atendida na Clínica Escola UNIG uma cadela Yorkshire, castrada, diagnosticada com urolitíase por exames clínicos e ultrassonográficos, encaminhada para cistotomia. Na avaliação pré-anestésica apresentava normotermia, mucosas normocoradas, dermatite generalizada, frequências respiratória e cardíaca normais e sopro grau III/VI. Avaliação cardiológica revelou endocardiose leve. Exames laboratoriais estavam normais. Classificada como ASA II. O protocolo incluiu pré-medicação com acepromazina (0,03 mg/kg) intramuscular, indução com propofol (4 mg/kg) e lidocaína (2 mg/kg) intravenosa, manutenção com isoflurano em circuito semiaberto, Ringer lactato (2 ml/kg/h) e infusão contínua com lidocaína (2 mg/kg/h). O bloqueio parassacral bilateral, ecoguiado, foi realizado com 0,3 ml/kg de bupivacaína 0,3%, o transdutor foi posicionado sobre a região glútea dorsal, a agulha foi introduzida “no plano” de medial para lateral, através dos ventres dos músculos glúteo e piriforme, sendo feita a deposição do anestésico . Em seguida, realizou-se o TAP block bilateral com 0,2 ml/kg de bupivacaína 0,25%, por meio da deposição do anestésico local no plano fascial entre os músculos oblíquo interno e transverso abdominal. O procedimento cirúrgico durou 1h30. O pós-operatório incluiu dexametasona (0,5 mg/kg) subcutâneo, dipirona (25 mg/kg) intravenosa e cuidados domiciliares. Resultados: Houve discreta instabilidade hemodinâmica 15 minutos após o bloqueio, com aumento transitório da pressão arterial média (90 mmHg) e da frequência cardíaca (100 bpm). Porém os parâmetros se estabilizaram durante o procedimento, sem necessidade de resgate anestésico. Paciente apresentou boa recuperação anestésica, mantendo-se confortável após a extubação. Para avaliação da analgesia no pós-operatório, utilizou-se a escala de Glasgow (CMPS-SF), aplicada aos 15 e 30 minutos após extubação, com ambas pontuações inferiores a 6, que de acordo com CMPS-SF não necessita de intervenção analgésica. Conclusão: O bloqueio ecoguiado do tronco lombossacral por abordagem parassacral, associado ao TAP block bilateral, mostrou-se eficaz na analgesia trans e pós-operatória em cadela submetida à cistotomia, sem necessidade de intervenção. Além de reduzir anestésicos gerais e estabilidade hemodinâmica. Ressalta-se sua importância como alternativa segura quando a peridural é contraindicada, reforçando a individualização e da ampliação das opções anestésicas na veterinária.
Título do Evento
Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX 2025 - Nova Iguaçu
Cidade do Evento
Nova Iguaçu
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Raissa Nascimento de et al.. BLOQUEIO ECOGUIADO DO TRONCO LOMBOSSACRAL POR ABORDAGEM PARASSACRAL, ASSOCIADO AO TAP BLOCK BILATERAL, EM CADELA SUBMETIDA Á CISTOTOMIA: RELATO DE CASO.. In: Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX. Anais...Nova Iguaçu(RJ) Universidade Iguaçu, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1352541-BLOQUEIO-ECOGUIADO-DO-TRONCO-LOMBOSSACRAL-POR-ABORDAGEM-PARASSACRAL-ASSOCIADO-AO-TAP-BLOCK-BILATERAL-EM-CADELA. Acesso em: 12/06/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes