PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS DA MPOX EM REGIÕES ENDÊMICAS E NÃO ENDÊMICAS: REVISÃO SISTEMÁTICA COM ÊNFASE EM DADOS SECUNDÁRIOS

Publicado em 07/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2313-9

Título do Trabalho
PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS DA MPOX EM REGIÕES ENDÊMICAS E NÃO ENDÊMICAS: REVISÃO SISTEMÁTICA COM ÊNFASE EM DADOS SECUNDÁRIOS
Autores
  • Eraldo Paulo Junior
  • Jonatas de Azevedo Matos
  • Letícia Dias Velôso
  • Jonathas Albertino de Souza Oliveira Carneiro
  • André Luís Souza
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas
Data de Publicação
07/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1349509-padroes-epidemiologicos-da-mpox-em-regioes-endemicas-e-nao-endemicas--revisao-sistematica-com-enfase-em-dados-se
ISBN
978-65-272-2313-9
Palavras-Chave
mpox; transmissão; epidemiologia.
Resumo
Introdução: Segundo a OMS, cerca de 75% das doenças infecciosas emergentes têm origem animal, sendo classificadas como zoonoses que impactam a saúde pública, meio ambiente e economia. Entre essas enfermidades, a mpox, causada pelo vírus MPXV, é uma zoonose de relevância global, com disseminação para países fora das regiões endêmicas africanas. A transmissão de animais para humanos ocorre por contato com tecidos, fluidos, mordidas, arranhões ou carne contaminada, enquanto entre humanos predomina o contato prolongado com secreções, lesões ou materiais contaminados. Crianças, gestantes e pessoas imunocomprometidas apresentam maior risco de formas graves e óbito. Os sintomas incluem febre, fadiga, cefaleia, mialgias, linfadenopatia e erupção cutânea, com possíveis complicações graves em múltiplos órgãos. Objetivo: Analisar a ocorrência, letalidade, distribuição e tendências epidemiológicas da mpox nas Américas e na África, comparando padrões temporais e geográficos entre casos confirmados e óbitos, considerando a maior incidência de casos nas Américas e o maior número de óbitos na África. Material e Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, fundamentada em dados disponibilizados pela OMS e CDC. Foram incluídos todos os casos confirmados entre 2022 e 2025, considerando as seguintes variáveis: região, número de casos e óbitos, data de notificação, histórico epidemiológico e letalidade. A busca bibliográfica foi conduzida na base PubMed, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Foram empregados os termos mpox, transmission e epidemiology, combinados pelo operador booleano AND, restringindo-se a publicações no período de 2020 a 2025. Resultados: A análise demonstrou que o continente africano, região endêmica da doença, notificou 53.082 casos e 225 óbitos entre 2022 e 2025, com aumento expressivo em junho de 2025, quando foram registrados 6.272 casos. Nas Américas, segunda região mais afetada, foram registrados 70.451 casos e 154 óbitos no mesmo período, apresentando tendência de queda em 2025, com 2.588 casos reportados entre janeiro e agosto. A letalidade foi superior na África (0,42%) em comparação às Américas (0,22%). Enquanto a África enfrenta uma condição endêmica, nas Américas a letalidade menor reflete a detecção mais ampla de casos e a capacidade de resposta das redes de saúde, embora persista o risco de surtos e a circulação do Clado I. Segundo o CDC, o Clado I está associado a maior gravidade clínica, com taxa de mortalidade de até 10%, enquanto o Clado II, responsável pelo surto global iniciado em 2022, geralmente provoca infecções menos graves, com mais de 99,9% dos casos resultando em sobrevivência. A análise dos quatro países com maior número de casos revela contraste entre Clados e contextos regionais: na África, a República Democrática do Congo (Clado I) apresenta alta incidência e mortalidade, enquanto a Nigéria (Clado II) registra menor letalidade. Nas Américas, Brasil e Estados Unidos (Clado II) apresentam mortalidade mais baixa, refletindo detecção precoce, embora a vigilância continue necessária. Conclusão: A mpox circula em regiões endêmicas e não endêmicas, apresentando elevada letalidade na África e incidência nas Américas. Estes padrões destacam a importância de estratégias de vigilância epidemiológica, prevenção de surtos e monitoramento contínuo do Clado I, associado a maior gravidade clínica.
Título do Evento
Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX 2025 - Nova Iguaçu
Cidade do Evento
Nova Iguaçu
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

JUNIOR, Eraldo Paulo et al.. PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS DA MPOX EM REGIÕES ENDÊMICAS E NÃO ENDÊMICAS: REVISÃO SISTEMÁTICA COM ÊNFASE EM DADOS SECUNDÁRIOS.. In: Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX. Anais...Nova Iguaçu(RJ) Universidade Iguaçu, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1349509-PADROES-EPIDEMIOLOGICOS-DA-MPOX-EM-REGIOES-ENDEMICAS-E-NAO-ENDEMICAS--REVISAO-SISTEMATICA-COM-ENFASE-EM-DADOS-SE. Acesso em: 12/06/2026

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