ANÁLISE DO DESEMPENHO NO TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA DE 2 MINUTOS EM IDOSAS ATIVAS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA REGULAR

Publicado em 07/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2313-9

Título do Trabalho
ANÁLISE DO DESEMPENHO NO TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA DE 2 MINUTOS EM IDOSAS ATIVAS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA REGULAR
Autores
  • Daniel Joppert
  • Sara Lucia Silveira de Menezes
  • Marilia Salete Tavares
  • Bernardo Brutt Joppert
  • Emanuel Davi Farias Ribeiro
  • Fernando Silva dos Santos
  • Fernanda de Moraes Brum
  • Adalgiza Mafra Moreno
Modalidade
Resumo
Área temática
Fisioterapia
Data de Publicação
07/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1345387-analise-do-desempenho-no-teste-de-marcha-estacionaria-de-2-minutos-em-idosas-ativas-praticantes-e-nao-praticante
ISBN
978-65-272-2313-9
Palavras-Chave
Envelhecimento ativo, Benefícios da atividade física na terceira idade, Capacidade funcional.
Resumo
Introdução: O envelhecimento está associado a alterações na capacidade funcional, e a avaliação rotineira do desempenho física é essencial para identificar precocemente declínios físicos. O Teste de Marcha Estacionária de 2 Minutos (TME2M) é uma ferramenta simples e de fácil aplicação, idealizada para avaliar a resistência aeróbia em idosos. Este estudo, aprovado pelo comitê de ética da Universidade Iguaçu 67496423.6.0000.8044, comparou o desempenho de idosas ativas e sedentárias nesse teste, buscando identificar diferenças no número de passos realizados. Objetivos: Comparar o número médio de passos entre idosas ativas praticantes e não praticantes de atividade física regular no TME2M, analisando as respostas cardiovascular, respiratória e metabólica, nos momentos pré, peri e pós-teste. Material e Métodos: Estudo transversal com 30 idosas ativas de acordo com a escala de Katz, divididas em Grupo Controle (GC: não praticantes de atividade física, n=15) e Grupo Ativo (GA: praticantes, n=15). Todas realizaram o teste TME2M por 2 minutos, em ritmo autosselecionado, com registro do total de passos (ciclos completos de elevação dos joelhos alternadamente, utilizando como base o membro inferior direito). A temperatura ambiente foi controlada (24°C) e os participantes estavam com vestimenta adequada. Os resultados foram submetidos à análise estatística utilizando o software SPSS versão 17.0. Para comparar os grupos independentes, verificou-se a normalidade dos dados pelo teste de Shapiro-Wilk. Para dados normais, utilizou-se o teste t de Student*, reportando a diferença das médias com intervalo de confiança de 95%. Para dados não normais, aplicou-se o teste de Mann-Whitney**, expressando os resultados em mediana e intervalo interquartil [IQR]. Em todos os casos, adotou-se um nível de significância de p<0,05. Resultados: Os grupos analisados não apresentaram diferenças nas características antropométricas significativas entre si (p>0,05). As características evidenciadas foram: idade (GC=64,07anos ±3,06*; GA=63,93anos ±2,94*); estatura (GC=156,2cm ±7,18*; GA=157,8cm ±7,14*); massa corporal (GC=68,4kg ±13,7*; GA=65,4kg ±12,9*); IMC (GC=29,4 kg/m² [23,9-32,3]**; GA=26,1 kg/m² [23,8-29,1]**); % gordura total (GC=43,0% [35,1-46,8]**; GA=38,8% [34,7-43,6]**); % massa muscular esquelética (GC=41,0% [36,9-45,5]**; GA=42,0% [38,8-44,9]**); assim como em relação à quantidade de comorbidades presentes (GC=2-comorbidades [2-4]**; GA=3-comorbidades [2-3]**) e administração de medicamentos de uso contínuo (GC=2-fármacos [1-3]**; GA=3-fármacos [2-4]**). Ainda assim, o GA apresentou desempenho significativamente superior no TME2M, com mediana de 101 elevações [82-116]** versus 71 [65-82]** no GC, representando uma diferença de 30 pontos (p=0,001**). A percepção subjetiva de esforço, mesurada pela Escala de Borg Modificada, também foi significativamente menor no GA (GC=4,0 [3,0-5,5]**; GA=3,0 [2,0-4,5]**; p=0,028**). Não houve diferenças significativas nas respostas cardiovascular (frequência cardíaca, pressão arterial sistólica e duplo produto), respiratória (frequência respiratória e volume minuto) e metabólica (consumo de oxigênio), todos com p>0,05. Embora não significativa, observou-se uma tendência de melhor recuperação do consumo de oxigênio no GA 6,4% maior (GC=62,8% [64,3-55,6]**; GA=69,2% [71,0-65,1]**; p=0,080**). Conclusão: O TME2M mostrou-se uma ferramenta prática para avaliar a capacidade aeróbia de idosas. O grupo ativo apresentou desempenho físico superior com menor percepção de esforço que o controle, evidenciando os benefícios da atividade física regular para a capacidade funcional. Estudos futuros com amostras maiores são necessários para conferir robustez estatística a essas conclusões.
Título do Evento
Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX 2025 - Nova Iguaçu
Cidade do Evento
Nova Iguaçu
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

JOPPERT, Daniel et al.. ANÁLISE DO DESEMPENHO NO TESTE DE MARCHA ESTACIONÁRIA DE 2 MINUTOS EM IDOSAS ATIVAS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA REGULAR.. In: Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX. Anais...Nova Iguaçu(RJ) Universidade Iguaçu, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1345387-ANALISE-DO-DESEMPENHO-NO-TESTE-DE-MARCHA-ESTACIONARIA-DE-2-MINUTOS-EM-IDOSAS-ATIVAS-PRATICANTES-E-NAO-PRATICANTE. Acesso em: 12/06/2026

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