DETERMINANTES DE PREMATURIDADE: IMPACTO DOS AGRAVOS RELACIONADOS À INFECÇÃO URINÁRIA, DIABETES, SÍFILIS E HIPERTENSÃO ARTERIAL SOBRE A SAÚDE MATERNA E FETAL NO HOSPITAL MATERNIDADE MARIANA BULHÕES, NOVA IGUAÇU, RJ

Publicado em 07/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2313-9

Título do Trabalho
DETERMINANTES DE PREMATURIDADE: IMPACTO DOS AGRAVOS RELACIONADOS À INFECÇÃO URINÁRIA, DIABETES, SÍFILIS E HIPERTENSÃO ARTERIAL SOBRE A SAÚDE MATERNA E FETAL NO HOSPITAL MATERNIDADE MARIANA BULHÕES, NOVA IGUAÇU, RJ
Autores
  • LETICIA MOREIRA LEITAO
  • Lorena Pellegrini
  • ANA CAROLINA SILVA DE LIMA
  • Maria da Penha Laprovita
  • Mariana Lima Gomes
  • Maria Estela Diniz Ramos
  • Marilia Salete Tavares
  • Fábio Augusto D´Alegria Tuza
Modalidade
Resumo
Área temática
Fisioterapia
Data de Publicação
07/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1345345-determinantes-de-prematuridade--impacto-dos-agravos-relacionados-a-infeccao-urinaria-diabetes-sifilis-e-hipert
ISBN
978-65-272-2313-9
Palavras-Chave
Infecção urinária; diabetes; sífilis; hipertensão arterial.
Resumo
Introdução: A prematuridade é uma das principais causas de mortalidade neonatal e está associada a complicações no desenvolvimento infantil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 15 milhões de nascimentos prematuros ocorrem anualmente, resultando em cerca de 1 milhão de mortes nos primeiros dias de vida. Agravos maternos durante a gravidez contribuem significativamente para morbidade grave, incapacidade prolongada e morte materna e neonatal. Objetivo: Identificar agravos maternos (infecção urinária, sífilis, diabetes e hipertensão) relacionados a partos prematuros na Maternidade Mariana Bulhões, analisando comorbidades, assistência pré-natal e condições sociodemográficas. Material e Métodos: Estudo de coorte prospectivo, exploratório e descritivo, com abordagem quali-quantitativa. Incluiu análise de prontuários de recém-nascidos prematuros (RNPT) e entrevistas com suas mães para investigar determinantes da prematuridade. A participação exigiu Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Os dados foram tabulados no Excel e analisados. O protocolo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Iguaçu (CAEE: 68184423.9.0080.8044).Resultados: A amostra consistiu em 48 puérperas e 48 prematuros. A idade materna variou de 14 a 39 anos (média 28). A etnia foi distribuída em 27,08% brancas, 33,33% pardas e 39,58% pretas. A maioria era solteira (64,58%), com ensino médio completo (50%) e donas de casa (45,83%). Baixa condição socioeconômica foi observada em 77,08%. Complicações maternas incluíram infecção urinária (61,1%), sífilis (16,7%),diabetes (11,1%), diabetes gestacional (5,6%) e hipertensão (33,3%), com sobreposição em 19,4%. Do total, 30,6% tiveram parto vaginal e 69,4% cesariana. Embora 94,4% tenham realizado pré-natal, apenas 55,6% cumpriram sete ou mais consultas. Orientações sobre infecções e nutrição foram recebidas por 61,1% das mães. O uso de cigarro/álcool foi de 8,3% e drogas ilícitas de 2,08%. Quanto à paridade, 33,3% eram primíparas e 66,7% multíparas; 38,9% tinham histórico de aborto e 13,9% de prematuridade. Uso de medicamentos na gestação ocorreu em 63,9%. A maioria (64,58%) residia em Nova Iguaçu. A idade gestacional dos prematuros variou de 24 a 36 semanas (média 30,6): 25% muito pré-termo, 22,2% moderadamente pré-termo e 52,8% pré-termo tardio. Em relação ao peso, 22,2% apresentaram baixo peso extremo, 38,9% baixo peso, 27,8% muito baixo peso e 11,1% peso adequado. 52,8% eram do sexo feminino. No Apgar, 58,3% apresentaram boa vitalidade no 1º minuto, e 80,6% no 5º minuto. Complicações neonatais incluíram cianose (72,2%), sofrimento fetal (33,3%) e necessidade de reanimação (41,7%). Alterações respiratórias ocorreram em 77,8%, com 46,7% necessitando ventilação não invasiva e 33,3% ventilação mecânica.Conclusão: O estudo destaca a importância da assistência pré-natal e do cuidado neonatal para mães e recém-nascidos pré-termo. Observou-se alta incidência de complicações respiratórias e necessidade de suporte ventilatório, além de significativa prevalência de agravos maternos (hipertensão e infecção urinária).Apesar da maioria das mães ter participado de consultas pré-natais, houve elevada taxa de prematuridade e baixo peso ao nascer.
Título do Evento
Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX 2025 - Nova Iguaçu
Cidade do Evento
Nova Iguaçu
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LEITAO, LETICIA MOREIRA et al.. DETERMINANTES DE PREMATURIDADE: IMPACTO DOS AGRAVOS RELACIONADOS À INFECÇÃO URINÁRIA, DIABETES, SÍFILIS E HIPERTENSÃO ARTERIAL SOBRE A SAÚDE MATERNA E FETAL NO HOSPITAL MATERNIDADE MARIANA BULHÕES, NOVA IGUAÇU, RJ.. In: Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX. Anais...Nova Iguaçu(RJ) Universidade Iguaçu, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1345345-DETERMINANTES-DE-PREMATURIDADE--IMPACTO-DOS-AGRAVOS-RELACIONADOS-A-INFECCAO-URINARIA-DIABETES-SIFILIS-E-HIPERT. Acesso em: 12/06/2026

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