FATORES AMBIENTAIS E NÃO AMBIENTAIS QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE DO SONO EM PACIENTES EM TERAPIA INTENSIVA

Publicado em 07/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2313-9

Título do Trabalho
FATORES AMBIENTAIS E NÃO AMBIENTAIS QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE DO SONO EM PACIENTES EM TERAPIA INTENSIVA
Autores
  • Mirna da Silva Oliveira
  • Adalgiza Mafra Moreno
  • Paula Fernanda Chaves Soares
  • Marilia Salete Tavares
Modalidade
Resumo
Área temática
Mestrado - Vigilância em Saúde - Turmas 2 e 3
Data de Publicação
07/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1345093-fatores-ambientais-e-nao-ambientais-que-influenciam-na-qualidade-do-sono-em-pacientes-em-terapia-intensiva
ISBN
978-65-272-2313-9
Palavras-Chave
Palavras-chave: Sono, Terapia Intensiva, Questionário Richards-Campbell.
Resumo
Introdução: Os distúrbios do sono em pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são frequentes e podem agravar desfechos clínicos por meio de alterações neuroendócrinas, inflamatórias e hemodinâmicas. Elementos ambientais (ruído, luminosidade, interrupções assistenciais) e não ambientais (dor, ansiedade, medicações) interferem no ciclo sono–vigília, tornando necessária a avaliação estruturada para orientar melhorias de cuidado. Objetivo: Determinar a qualidade do sono e identificar fatores ambientais e não ambientais associados em pacientes internados em UTI. Material e Métodos: Estudo transversal quanti-qualitativo, controlado, em hospital da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Serão incluídos adultos entre 20 e 70 anos, internados há pelo menos 3 dias e no máximo 5 dias, hemodinamicamente estáveis (sem uso contínuo de aminas vasoativas em dose crescente nas últimas 6 h), lúcidos e orientados, sem comprometimento neurológico diagnosticado, com fala compreensível e capacidade auditiva/visual suficientes para responder à escala analógica visual. Serão excluídos pacientes em ventilação mecânica invasiva, delirium, demência moderada/grave previamente conhecida, afasia grave, barreiros linguísticos sem intérprete, doenças neuromusculares que impeçam comunicação, pós-operatório imediato (<48 h), recusa em participar e transferência prevista antes de completar a janela de avaliação. Serão colhidos dados clínicos e os medicamentos em uso (analgésicos, opioides, benzodiazepínicos, hipnóticos, antidepressivos, antipsicóticos, corticosteroides, beta-bloqueadores, diuréticos e outros psicotrópicos), além de variáveis ambientais (nível de ruído estimado por registros de rotina, frequência de interrupções noturnas e intensidade luminosa ambiente quando disponível). A qualidade do sono será avaliada pelo Richards-Campbell Sleep Questionnaire (RCSQ), validado no Brasil, com cinco itens (profundidade, latência, fragmentação, tempo para retomar o sono e qualidade global), cada um em escala visual analógica de 0–100 mm; será calculado o índice global do RCSQ como média dos cinco itens (0–100). As entrevistas serão conduzidas à beira-leito por avaliadores treinados. A amostra foi dimensionada para detectar diferença mínima de 10 pontos no índice global do RCSQ entre UTI e enfermaria, assumindo desvio-padrão de 15 pontos, α=0,05 e poder de 80%, resultando em 45 participantes por grupo; adicionando 10% para perdas, pretende-se incluir 50 por grupo (total ≈100). A normalidade será verificada por Shapiro-Wilk. Para comparação entre grupos, serão usados teste t de Student ou Mann-Whitney; variáveis categóricas serão comparadas por qui-quadrado ou exato de Fisher. Para estimar associações independentes entre o índice RCSQ e exposições (fatores ambientais, dor, ansiedade, classes de fármacos), será utilizada regressão linear múltipla, com ajuste para idade, sexo, comorbidades e setor. Resultados qualitativos das entrevistas semiestruturadas serão analisados por temática. Software: SPSS/R. Ética: TCLE obtido antes das entrevistas; Resultados esperados: Espera-se observar pior índice global do RCSQ no grupo UTI versus enfermaria, com maior fragmentação e maior latência, além de associação de ruído noturno, luminosidade e número de interrupções com pior sono, mesmo após ajuste para dor, ansiedade e uso de sedativos/opioides. A análise qualitativa deverá reforçar percepções de desconforto ambiental e de rotina assistencial como barreiras ao descanso. Os achados apoiarão intervenções simples (redução de ruído, adequação de iluminação noturna, agendamento de cuidados, manejo de dor/ansiedade) e poderão orientar protocolos e treinamento de equipe para melhorar a promoção do sono.
Título do Evento
Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX 2025 - Nova Iguaçu
Cidade do Evento
Nova Iguaçu
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Mirna da Silva et al.. FATORES AMBIENTAIS E NÃO AMBIENTAIS QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE DO SONO EM PACIENTES EM TERAPIA INTENSIVA.. In: Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX. Anais...Nova Iguaçu(RJ) Universidade Iguaçu, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1345093-FATORES-AMBIENTAIS-E-NAO-AMBIENTAIS-QUE-INFLUENCIAM-NA-QUALIDADE-DO-SONO-EM-PACIENTES-EM-TERAPIA-INTENSIVA. Acesso em: 12/06/2026

Trabalho

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