ASSOCIAÇÃO DO BLOQUEIO IPACK E BLOQUEIO DO CANAL ADUTOR, GUIADOS POR ULTRASSOM, EM CÃO SUBMETIDO A OSTEOTOMIA DE NIVELAMENTO DO PLATÔ TIBIAL MODIFICADA (TPLOM) E TROCLEOPLASTIA: RELATO DE CASO

Publicado em 07/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2313-9

Título do Trabalho
ASSOCIAÇÃO DO BLOQUEIO IPACK E BLOQUEIO DO CANAL ADUTOR, GUIADOS POR ULTRASSOM, EM CÃO SUBMETIDO A OSTEOTOMIA DE NIVELAMENTO DO PLATÔ TIBIAL MODIFICADA (TPLOM) E TROCLEOPLASTIA: RELATO DE CASO
Autores
  • Eduardo Marques Zago Oliveira da Silva
  • Gabrielle Sardinha Sant'Anna da Fonseca
  • Luiz Marcelo Silva Lima
  • Nathália Gomes Paiva
  • Raissa Nascimento de Souza
  • Thayane Sant'Ana Ribeiro de Carvalho
  • YASMIN SANTOS KAULICH DE SOUZA
  • André William Masseaux Vidal Junior
  • Gustavo Nunes de Santana Castro
Modalidade
Resumo
Área temática
Medicina Veterinária
Data de Publicação
07/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1343244-associacao-do-bloqueio-ipack-e-bloqueio-do-canal-adutor-guiados-por-ultrassom-em-cao-submetido-a-osteotomia-de
ISBN
978-65-272-2313-9
Palavras-Chave
Analgesia, Anestésicos, Nociceptividade
Resumo
Introdução: A insuficiência do ligamento cruzado cranial é a principal afecção de membros posteriores, ligada a outras condições, como a hipoplasia do sulco troclear. Cirurgias ortopédicas demandam manejo eficaz da dor perioperatória, e técnicas locorregionais são eficientes para analgesia. Enquanto o bloqueio ciático-femoral é comum na TPLO, a combinação iPACK e bloqueio do adutor se destaca como alternativa promissora, preservando o tônus muscular com analgesia satisfatória. Relato de Caso: Foi atendido na Clínica Escola UNIG um cão da raça Yorkshire, 11 meses, 3,5kg, encaminhado para TPLO modificada e trocleoplastia direita. O paciente era dócil, sem alterações laboratoriais, entretanto apresentava ruptura no ligamento cruzado cranial e colapso de traqueia. O animal foi avaliado e pré-medicado com acepromazina 0,03mg/kg via intramuscular, após 20 minutos, avaliou-se o nível de sedação pela escala de Murrell, obtendo escore 1. Foi realizada a punção da veia cefálica para indução anestésica com propofol (1 mg/kg, em titulação, até perda dos reflexos laríngeo e palpebrais), e lidocaína 2mg/kg IV. Para a intubação, foi realizado anestesia periglótica com lidocaína. A manutenção foi conduzida em circuito anestésico inalatório com isoflurano diluído em oxigênio 100%. Em ambos os bloqueios foi utilizado bupivacaina 0,25% 0,3mL/kg/ponto. Para a realização do bloqueio iPACK após tricotomia e antissepsia do membro, o transdutor linear foi posicionado até que a artéria poplítea fosse visualizada, então a agulha foi introduzida e o anestésico foi injetado depois de teste de pressão negativa, mirando o espaço entre a artéria poplítea e a capsula posterior do joelho. Para o bloqueio do canal adutor, o transdutor linear foi posicionado até que a artéria safena fosse visualizada, então a agulha foi introduzida, com a seringa contendo o anestésico, a aspiração para teste de pressão negativa foi realizada, assim o anestésico foi administrado próximo ao nervo safeno. No transoperatório, realizou-se fluidoterapia 2mL/kg/h, infusão contínua de lidocaína 4mg/kg/h para manejo multimodal da dor e cefazolina 30mg/kg como antimicrobiano pré-cirúrgico. A nocicepção transoperatória foi monitorada pela variação aguda de 20% nos parâmetros fisiológicos, como frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial não invasiva. Não houve necessidade de resgate analgésico. No pós-operatório, a qualidade da recuperação foi avaliada pela escala de Rioja (escore 3) e a qualidade analgesia foi avaliada pela Glasgow (escore 1), sem necessidade de analgesia adicional. O paciente recebeu alta após administração de dipirona 25mg/kg e dexametasona 0,5mg/kg por via subcutânea e foi liberado. Resultados: Registrou-se estabilidade hemodinâmica e respiratória durante o procedimento, com manutenção dos sinais vitais em níveis satisfatórios e ausência de descompensações. A analgesia pós-operatória foi considerada adequada, baseada na resposta clínica e no conforto expresso pelo paciente, sem requerer complementação nos 30 minutos iniciais. Considerações Finais: A associação ultrassonográfica dos bloqueios iPACK e do canal adutor demonstrou ser uma técnica eficaz, prática e segura para TPLO modificada e trocleoplastia em cães, fornecendo sedação e analgesia perioperatórias. O bloqueio do nervo safeno garantiu analgesia satisfatória e preservou o tônus motor pós-cirúrgico imediato, reduzindo estresse e desconforto do animal. Isso confirma seu potencial como alternativa promissora às técnicas locorregionais convencionais.
Título do Evento
Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX 2025 - Nova Iguaçu
Cidade do Evento
Nova Iguaçu
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Eduardo Marques Zago Oliveira da et al.. ASSOCIAÇÃO DO BLOQUEIO IPACK E BLOQUEIO DO CANAL ADUTOR, GUIADOS POR ULTRASSOM, EM CÃO SUBMETIDO A OSTEOTOMIA DE NIVELAMENTO DO PLATÔ TIBIAL MODIFICADA (TPLOM) E TROCLEOPLASTIA: RELATO DE CASO.. In: Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX. Anais...Nova Iguaçu(RJ) Universidade Iguaçu, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1343244-ASSOCIACAO-DO-BLOQUEIO-IPACK-E-BLOQUEIO-DO-CANAL-ADUTOR-GUIADOS-POR-ULTRASSOM-EM-CAO-SUBMETIDO-A-OSTEOTOMIA-DE. Acesso em: 12/06/2026

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