AVALIAÇÃO FUNCIONAL E IMPACTO DA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NA FASE HOSPITALAR DA REABILITAÇÃO CARDÍACA

Publicado em 07/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2313-9

Título do Trabalho
AVALIAÇÃO FUNCIONAL E IMPACTO DA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NA FASE HOSPITALAR DA REABILITAÇÃO CARDÍACA
Autores
  • Fernando Silva dos Santos
  • Larissa Torres Da Silva
  • Camila Andrade
  • Carlos dos Santos Garcia
  • Fernanda de Moraes Brum
  • Paulo Henrique de Moura
  • Renata Rodrigues Teixeira de Castro
  • Marilia Salete Tavares
  • Adalgiza Mafra Moreno
Modalidade
Resumo
Área temática
Mestrado - Vigilância em Saúde - Turma 1
Data de Publicação
07/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1342524-avaliacao-funcional-e-impacto-da-intervencao-fisioterapeutica-em-pacientes-com-insuficiencia-cardiaca-na-fase-ho
ISBN
978-65-272-2313-9
Palavras-Chave
Reabilitação. Fisioterapia. Insuficiência
Resumo
Introdução: A insuficiência cardíaca congestiva é uma síndrome clínica que compromete a função cardíaca, repercutindo negativamente na força muscular respiratória e periférica, na capacidade funcional e na qualidade de vida, manifestando-se por dispneia, fadiga precoce e limitações nas atividades diárias. A hospitalização representa um momento crítico, pois esses pacientes já apresentam déficits funcionais significativos. A fase I da reabilitação cardíaca possibilita a introdução precoce da fisioterapia, favorecendo ganhos clínicos e funcionais ainda durante a internação. Objetivo: Analisar os efeitos da intervenção fisioterapêutica precoce sobre a força respiratória, força periférica, capacidade funcional e qualidade de vida em pacientes hospitalizados por insuficiência cardíaca. Métodos: Estudo quase experimental, longitudinal e prospectivo, realizado com 38 pacientes portadores de insuficiência cardíaca classe funcional II (NYHA), idade média 65,0 ± 7,7 anos, IMC médio 29,5 ± 6,7 kg/m² e fração de ejeção média de 43,2 ± 6,5%. Os participantes foram avaliados no primeiro dia de internação (pré) e reavaliados no terceiro dia (pós), após três sessões de fisioterapia. Os desfechos incluíram: força respiratória (PImax e PEmax por manovacuometria), força periférica (dinamometria segmentada de membros superiores e inferiores), capacidade funcional (teste de caminhada de seis minutos – TC6M) e qualidade de vida (Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire – MLHFQ). Também foram monitorados frequência cardíaca, pressão arterial e percepção de esforço pela escala de Borg. O protocolo consistiu em exercícios respiratórios com PowerBreathe e treino diafragmático (3 séries de 10 a 12 incursões), associados ao fortalecimento periférico com elásticos e pesos leves (2 a 3 séries de 8 a 12 repetições). As comparações foram realizadas pelo teste de Wilcoxon pareado, adotando nível de significância de 5% e cálculo do tamanho de efeito. Resultados: Após a intervenção, observou-se melhora significativa nos desfechos avaliados. A distância percorrida no TC6M aumentou de 162,3 m para 199,7 m (Δ +37,4 m; p < 0,001; r = 0,86). A qualidade de vida apresentou redução do escore médio do MLHFQ (60,0 para 54,4 pontos; Δ −5,6; p < 0,001; r = 0,87). A força respiratória melhorou com incremento da PImax (54,2 para 58,1 mmHg; p = 0,002; r = 0,66) e da PEmax (65,1 para 73,6 mmHg; p < 0,001; r = 0,77). Houve aumento da força periférica em todos os movimentos analisados, destacando-se a flexão de perna (18,4 para 22,6 kg; p < 0,001; r = 0,68). Do ponto de vista hemodinâmico, observou-se elevação da frequência cardíaca (76,9 para 88,3 bpm; p < 0,001) e discreto aumento da pressão arterial sistólica (131,8 para 135,9 mmHg; p = 0,014). A percepção de esforço elevou-se conforme esperado no pós-exercício (1,6 para 4,0; p < 0,001). Conclusão: Pacientes hospitalizados com insuficiência cardíaca apresentam limitações respiratórias, periféricas e funcionais relevantes já na admissão. A intervenção fisioterapêutica precoce realizada ainda na fase hospitalar mostrou-se eficaz em promover melhora da força respiratória e periférica, da capacidade funcional e da qualidade de vida em curto prazo. Esses achados reforçam a importância da fisioterapia estruturada como componente essencial do cuidado multiprofissional na reabilitação cardíaca desde a internação.
Título do Evento
Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX 2025 - Nova Iguaçu
Cidade do Evento
Nova Iguaçu
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Fernando Silva dos et al.. AVALIAÇÃO FUNCIONAL E IMPACTO DA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NA FASE HOSPITALAR DA REABILITAÇÃO CARDÍACA.. In: Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX. Anais...Nova Iguaçu(RJ) Universidade Iguaçu, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1342524-AVALIACAO-FUNCIONAL-E-IMPACTO-DA-INTERVENCAO-FISIOTERAPEUTICA-EM-PACIENTES-COM-INSUFICIENCIA-CARDIACA-NA-FASE-HO. Acesso em: 29/05/2026

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