INFLUÊNCIA DE FATORES CLIMÁTICOS E AMBIENTAIS NA DINÂMICA DA DENGUE EM ANGRA DOS REIS NO ANO DE 2024

Publicado em 07/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2313-9

Título do Trabalho
INFLUÊNCIA DE FATORES CLIMÁTICOS E AMBIENTAIS NA DINÂMICA DA DENGUE EM ANGRA DOS REIS NO ANO DE 2024
Autores
  • Letícia Macário Barros
  • Caroline Baena Fernandes
  • Djelany Moté de Souza
  • Rodrigo Cardoso Ramos
  • Jacenir Reis dos Santos Mallet
  • Paula Fernanda Chaves Soares
Modalidade
Resumo
Área temática
Medicina Veterinária
Data de Publicação
07/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1331220-influencia-de-fatores-climaticos-e-ambientais-na-dinamica-da-dengue-em-angra-dos-reis-no-ano-de-2024
ISBN
978-65-272-2313-9
Palavras-Chave
Dengue, Epidemia, Vigilância em Saúde.
Resumo
Introdução: A dengue é uma arbovirose de significativa relevância para a saúde pública, estando influenciada diretamente por condições ambientais e climáticas. Em regiões tropicais como o Brasil, a interação entre urbanização, fatores socioeconômicos e variáveis meteorológicas criam um cenário propício para a proliferação do vetor, o Aedes aegypti. Angra dos Reis, um município litorâneo do Rio de Janeiro, apresenta características geográficas e sociais que potencializam o risco de epidemias, tornando urgente a investigação dessas correlações para embasar ações de controle. Considerando esse contexto, a pesquisa atende ao ODS 3- Saúde e Bem-Estar: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Objetivo: Este estudo teve como objetivo principal analisar a correlação entre a ocorrência de casos de dengue em Angra dos Reis no ano de 2024 e variáveis climáticas (precipitação, temperatura média e umidade relativa do ar). Testou-se a hipótese de que áreas com menor grau de urbanização e maior preservação de vegetação apresentariam menor incidência da doença, devido à possível presença de predadores naturais do vetor, presença de outras espécies e menor impacto humano e consequentemente menor disponibilidade de criadouros artificiais. Material e Métodos: Foi conduzido um estudo epidemiológico transversal, utilizando dados secundários obtidos junto à Secretaria Municipal de Saúde de Angra dos Reis (registros de casos de dengue) e ao Instituto Nacional de Meteorologia (dados climáticos). A amostra compreendeu todos os casos confirmados de dengue no município no período de janeiro a dezembro de 2024. Para análise estatística, aplicou-se o teste de correlação de Pearson para avaliar a relação entre variáveis climáticas e a incidência mensal de casos, e a Análise de Componentes Principais (PCA) para reduzir a dimensionalidade dos dados ambientais e espaciais. Todas as análises foram realizadas no software R, versão 4.3.1. Resultados: Foram registrados 1.248 casos de dengue em Angra dos Reis em 2024, com distribuição espacial heterogênea, concentrando-se principalmente nos distritos centrais e áreas periféricas com precariedade no saneamento. A análise de correlação identificou uma associação positiva e estatisticamente significativa entre o número de casos e o volume mensal de precipitação (r = 0,78; p < 0,01). Temperatura e umidade também apresentaram correlação positiva, porém com menor magnitude. A PCA demonstrou que variáveis relacionadas à urbanização e precipitação explicaram 67% da variância nos dados. Conclusão: Existe forte influência das condições climáticas, especialmente da pluviosidade, na dinâmica de transmissão da dengue em Angra dos Reis. A hipótese de menor incidência em áreas menos urbanizadas foi parcialmente sustentada, embora fatores como saneamento básico são relevantes. Os resultados não são definitivos e destacam a necessidade de integrar vigilância ambiental e ações de controle vetorial adaptadas às características locais, além de reforçar políticas públicas direcionadas a regiões com maior vulnerabilidade socioambiental. Há a necessidade de criação de um plano municipal específico para o controle da dengue em Angra dos Reis considerando as características de cada distrito sanitário, o mesmo deve atender ao ODS 3- Saúde e Bem-Estar: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
Título do Evento
Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX 2025 - Nova Iguaçu
Cidade do Evento
Nova Iguaçu
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BARROS, Letícia Macário et al.. INFLUÊNCIA DE FATORES CLIMÁTICOS E AMBIENTAIS NA DINÂMICA DA DENGUE EM ANGRA DOS REIS NO ANO DE 2024.. In: Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX. Anais...Nova Iguaçu(RJ) Universidade Iguaçu, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1331220-INFLUENCIA-DE-FATORES-CLIMATICOS-E-AMBIENTAIS-NA-DINAMICA-DA-DENGUE-EM-ANGRA-DOS-REIS-NO-ANO-DE-2024. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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