PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE IGUAÇU

Publicado em 07/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2313-9

Título do Trabalho
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE IGUAÇU
Autores
  • Emanuelly da Cruz e Silva Abreu
  • Ana Carolina Marinho de Carvalho
  • Isabelle Godinho Tuza
  • Nataly Souza Machado
  • Bianca Waleska Costa Farias
  • Walter Cascardo
  • Elaine Aparecida Pedrozo Azevedo
  • Fábio Augusto d´Alegria Tuza
Modalidade
Resumo
Área temática
Fisioterapia
Data de Publicação
07/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1325201-perfil-epidemiologico-de-pacientes-pediatricos-atendidos-na-clinica-escola-de-fisioterapia-da-universidade-iguac
ISBN
978-65-272-2313-9
Palavras-Chave
perfil epidemiológico, fisioterapia, pediatria
Resumo
Introdução: A análise do perfil epidemiológico de pacientes pediátricos em clínicas-escola de fisioterapia é essencial para compreender a prevalência de condições que afetam o desenvolvimento motor infantil e, assim, aprimorar estratégias de prevenção e tratamento. Atrasos motores podem estar relacionados a fatores de risco como prematuridade, síndromes genéticas e doenças neurológicas, além de aspectos sociais e ambientais. Nesse contexto, a fisioterapia tem papel fundamental tanto na reabilitação quanto na promoção da saúde, pois intervenções precoces, sobretudo em fases de maior plasticidade cerebral, favorecem o desenvolvimento adequado e podem reduzir padrões atípicos de movimento. Além disso, a caracterização desse perfil contribui para políticas públicas e para a formação de futuros fisioterapeutas. Objetivo: Identificar e descrever o perfil epidemiológico dos pacientes pediátricos atendidos na clínica-escola de fisioterapia da Universidade Iguaçu. Material e Métodos: Trata-se de estudo observacional, descritivo, retrospectivo e transversal, baseado na análise de prontuários de pacientes atendidos entre 2022 e 2024. Foram incluídos indivíduos menores de 18 anos, com registros completos. Os dados foram submetidos a análises estatísticas descritivas, contemplando frequências, médias e prevalências das patologias. Resultados: Foram avaliados 32 prontuários, sendo 59,4% do sexo feminino e 40,6% do masculino, com média de idade de 7,3 anos. A maioria nasceu a termo (59,4%), por cesárea (59,4%), e 34,4% eram prematuros. Quanto à alimentação, metade utilizou mamadeira, apenas 9,4% receberam aleitamento materno exclusivo e 40,6% não responderam. O acompanhamento médico foi relatado em 90,6% dos casos. Em relação à procedência, 78,1% residiam em Nova Iguaçu, e o restante distribuía-se entre municípios vizinhos. Quanto à cor/raça, 43,8% foram classificados como brancos, 31,2% pardos e 25% pretos. Os diagnósticos mais prevalentes foram encefalopatia crônica não progressiva (18,8%), síndrome de Down (12,5%), hidrocefalia (9,4%), pé torto congênito (6,2%) e lesão de plexo braquial (6,2%). Condições como distrofia muscular de Duchenne, epilepsia, escoliose e artrogripose apareceram em menor frequência (3,1% cada). As principais intervenções fisioterapêuticas foram alongamento (87,5%), cinesioterapia (68,7%), treino de marcha (62,5%) e exercícios de equilíbrio e controle postural (56,2%). Métodos neuroevolutivos foram aplicados em 37,5% dos casos, enquanto terapias respiratórias (25%) e atividades lúdicas (31,2%) também foram utilizadas, auxiliando no engajamento infantil. O número médio de atendimentos foi 19, com média de 10 faltas por paciente. Quanto ao desfecho, 75% permaneceram em tratamento, 15,6% desistiram e 9,4% receberam alta. Conclusão: O perfil epidemiológico revelou predomínio de condições neurológicas e congênitas, como encefalopatia crônica não progressiva e síndrome de Down, além de forte representatividade de pacientes residentes em Nova Iguaçu. As intervenções mais utilizadas focaram no treino motor e funcional, especialmente alongamento, cinesioterapia e marcha. Apesar da alta taxa de permanência no tratamento, o número expressivo de faltas comprometeu resultados clínicos. Os achados reforçam a importância das intervenções precoces, da adesão ao acompanhamento e do papel da clínica-escola tanto na assistência especializada à população infantil quanto na formação prática dos acadêmicos.
Título do Evento
Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX 2025 - Nova Iguaçu
Cidade do Evento
Nova Iguaçu
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ABREU, Emanuelly da Cruz e Silva et al.. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE IGUAÇU.. In: Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX. Anais...Nova Iguaçu(RJ) Universidade Iguaçu, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1325201-PERFIL-EPIDEMIOLOGICO-DE-PACIENTES-PEDIATRICOS-ATENDIDOS-NA-CLINICA-ESCOLA-DE-FISIOTERAPIA-DA-UNIVERSIDADE-IGUAC. Acesso em: 30/05/2026

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