RISCO CARDIOVASCULAR E CONDIÇÃO CARDIORRESPIRATÓRIA EM IDOSAS ATIVAS EM PROGRAMAS DE ATENÇÃO AO IDOSO: ESTUDO DE COORTE TRANSVERSAL

Publicado em 07/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2313-9

Título do Trabalho
RISCO CARDIOVASCULAR E CONDIÇÃO CARDIORRESPIRATÓRIA EM IDOSAS ATIVAS EM PROGRAMAS DE ATENÇÃO AO IDOSO: ESTUDO DE COORTE TRANSVERSAL
Autores
  • Isabelle Godinho Tuza
  • Ana Carolina Marinho de Carvalho
  • Emanuelly da Cruz e Silva Abreu
  • Walter Cascardo
  • Elaine Aparecida Pedrozo Azevedo
  • Terezinha Veronette Fiirst
  • Fábio Augusto d´Alegria Tuza
Modalidade
Resumo
Área temática
Fisioterapia
Data de Publicação
07/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1325183-risco-cardiovascular-e-condicao-cardiorrespiratoria-em-idosas-ativas-em-programas-de-atencao-ao-idoso--estudo-de
ISBN
978-65-272-2313-9
Palavras-Chave
Idosas, risco cardiovascular, condicionamento cardiorrespiratório
Resumo
Introdução: Desde a década de 1960, o Brasil passa por um processo acelerado de envelhecimento populacional, marcado pela queda da taxa de fecundidade e pelo estreitamento da base da pirâmide etária. Nesse cenário, as doenças cardiovasculares se destacam como principais causas de morte, associadas a fatores como sedentarismo, idade avançada, hipertensão arterial, diabetes, dieta inadequada e excesso de peso. A saúde do idoso resulta da interação entre aspectos físicos, mentais e sociais, sendo a incapacidade funcional um marcador importante de perda de independência. A avaliação da fragilidade vem ganhando espaço na prática clínica, e testes de desempenho, como o de caminhada de 6 minutos (TC6), têm se mostrado ferramentas seguras, eficazes e representativas da funcionalidade. Objetivo: Avaliar o risco cardiovascular e o condicionamento cardiorrespiratório em idosas praticantes de atividade física. Material e Métodos: Trata-se de uma coorte transversal, realizada com mulheres com 60 anos ou mais, participantes regulares de programas de atividades físicas, que assinaram o termo de consentimento. Foram excluídas aquelas com condições impeditivas para os testes. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Iguaçu (CAAE Nº 75555623.2.0000.8044). As participantes foram submetidas a ficha de identificação e anamnese, além da mensuração de peso, estatura, índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura, glicemia capilar, frequência cardíaca, pressão arterial e flexibilidade do tronco pelo Banco de Wells. O condicionamento cardiorrespiratório foi avaliado pelo TC6 em percurso de 30 metros. Os dados foram analisados pelo software OriginLab Origin® 8.0, utilizando testes paramétricos ou não paramétricos, conforme a distribuição das amostras, com significância de p < 0,05. Resultados: A amostra foi composta por 25 idosas com idade média de 70,5 ± 5,8 anos. A glicemia média foi de 91,1 ± 18,2 mg/dL, dentro da faixa de normalidade. Entretanto, o IMC médio de 27,6 ± 5,3 kg/m², a circunferência abdominal de 99,9 ± 11 cm, a relação cintura/estatura de 0,62 ± 0,08 e o índice de conicidade de 1,41 ± 0,08 indicaram risco cardiovascular aumentado, principalmente por adiposidade central. No TC6, a distância média percorrida foi de 397 ± 47 metros, valor inferior ao esperado para a faixa etária (aproximadamente 500–600 m), sugerindo condicionamento cardiorrespiratório reduzido. A resposta fisiológica ao esforço foi considerada adequada, mas a pressão arterial sistólica média pós-teste (149,6 ± 26,7 mmHg) merece atenção clínica. A flexibilidade do tronco foi de 25 ± 6 cm, classificada como regular a boa para idosas, indicando preservação funcional satisfatória. O perfil epidemiológico revelou massa corporal média de 66,4 kg, estatura de 154,7 cm, gordura corporal de 29% e massa muscular de 38,6 kg, sugerindo reserva muscular preservada, mas risco cardiometabólico aumentado. Conclusão: Embora praticantes de atividade física, as idosas avaliadas apresentaram sobrepeso, adiposidade abdominal elevada e condicionamento cardiorrespiratório abaixo do esperado. Esses achados reforçam a importância do monitoramento contínuo da saúde cardiovascular e funcional, bem como da adoção de estratégias de prevenção e promoção da saúde para reduzir complicações associadas ao envelhecimento.
Título do Evento
Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX 2025 - Nova Iguaçu
Cidade do Evento
Nova Iguaçu
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TUZA, Isabelle Godinho et al.. RISCO CARDIOVASCULAR E CONDIÇÃO CARDIORRESPIRATÓRIA EM IDOSAS ATIVAS EM PROGRAMAS DE ATENÇÃO AO IDOSO: ESTUDO DE COORTE TRANSVERSAL.. In: Anais da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPEX. Anais...Nova Iguaçu(RJ) Universidade Iguaçu, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sepex-2025-ni/1325183-RISCO-CARDIOVASCULAR-E-CONDICAO-CARDIORRESPIRATORIA-EM-IDOSAS-ATIVAS-EM-PROGRAMAS-DE-ATENCAO-AO-IDOSO--ESTUDO-DE. Acesso em: 30/05/2026

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