MEDICALIZAÇÃO E PATOLOGIZAÇÃO DA VIDA: DESAFIOS PARA UMA ABORDAGEM HUMANIZADA EM SAÚDE E EDUCAÇÃO

Publicado em 19/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2347-4

Título do Trabalho
MEDICALIZAÇÃO E PATOLOGIZAÇÃO DA VIDA: DESAFIOS PARA UMA ABORDAGEM HUMANIZADA EM SAÚDE E EDUCAÇÃO
Autores
  • Samily Ysnaria Pereira Nunes
  • Ana Vitoria
  • Maria Talita De Oliveira
  • Hudson Walker Simão Carneiro
  • Kamila Matias Virgínio
Modalidade
Resumo Simples
Área temática
GT 2: Saúde, Subjetividade e Ciências da Vida
Data de Publicação
19/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/semanafacep2025-616635/1411058-medicalizacao-e-patologizacao-da-vida--desafios-para-uma-abordagem-humanizada-em-saude-e-educacao
ISBN
978-65-272-2347-4
Palavras-Chave
Medicalização; Patologização; Saúde mental; Educação; Controle social; Humanização do cuidado.
Resumo
MEDICALIZAÇÃO E PATOLOGIZAÇÃO DA VIDA: DESAFIOS PARA UMA ABORDAGEM HUMANIZADA EM SAÚDE E EDUCAÇÃO Hudson Walker Simão Carneiro(2); Kamila Matias Virginio3); Samily Ysnaria Pereira Nunes(4); Maria Talita de Oliveira(5); Ana Vitória Félix de Mesquita(6). (1) Trabalho desenvolvido no Programa de Iniciação Científica (PIC) da FACEP através do projeto de pesquisa: Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas, Psicologia e Territorialidades (NUPSIT); (2) Professor orientador; Mestre em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido (PLANDITES/UERN); Docente de Psicologia na FACEP; Coordenador do NUPSIT; hudsonwalkerpsi@gmail.com; (3) Professora orientadora; Mestra no PLANDITES/UERN; Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA); Coordenadora do NUPSIT; kamilamvarq@gmail.com; (4) Discente do curso de Psicologia; Faculdade Evolução Alto Oeste Potiguar- FACEP; Água Nova, Rio Grande do Norte, samilynunes811@gmail.com; (5) Discente do curso de Psicologia; Faculdade Evolução Alto Oeste Potiguar- FACEP; João Dias, Rio Grande do Norte, talitaoliveirae@gmail.com; (6) Discente do curso de Psicologia; Faculdade Evolução Alto Oeste Potiguar- FACEP; Antônio Martins, Rio Grande do Norte, anyvitorya320@gmail.com RESUMO Introdução: O presente trabalho discute o crescimento expressivo da patologização e medicalização da vida cotidiana, fenômeno em que sentimentos e comportamentos naturais como tristeza, ansiedade, envelhecimento e agitação infantil passam a ser compreendidos como sinais de doenças que demandam diagnóstico e tratamento médico. Essa tendência reflete uma ampliação do poder da medicina sobre as esferas sociais, influenciando a forma como a sociedade interpreta o sofrimento e as diferenças individuais. A vida cotidiana, antes permeada por experiências subjetivas e culturais, torna-se cada vez mais regulada por saberes biomédicos, o que levanta questionamentos sobre os reais benefícios e as consequências sociais desse processo. Desse modo o objetivo deste estudo é analisar como a medicalização e patologização da vida afetam a compreensão do sofrimento nas áreas da saúde e da educação. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa realizada em bases como SciELO, LILACS e BVS, abrangendo publicações entre 2020 e 2024. Resultados e discussão: As análises indicam que a medicalização vem se intensificando em diferentes contextos, com profissionais de saúde, educadores e famílias recorrendo rapidamente a diagnósticos e medicamentos diante de dificuldades emocionais, comportamentais ou de aprendizagem. Além disso, a medicalização transforma vivências humanas complexas em problemas clínicos, simplificando as causas do sofrimento e ignorando fatores psicológicos, culturais, econômicos e estruturais que o atravessam. Assim, reforça-se uma visão reducionista e patologizante que tende a culpabilizar o indivíduo, desconsiderando o contexto social em que está inserido. Em contrapartida, práticas interdisciplinares, dialógicas e acolhedoras demonstram potencial para reduzir essa tendência, promovendo uma visão mais ampla e humanizada dos sujeitos. Conclusão: Por fim, a patologização e a medicalização constituem fenômenos complexos e multifatoriais, que reforçam a lógica biomédica e ampliam o controle institucional sobre a vida. Refletir criticamente sobre seus limites e valorizar abordagens interdisciplinares e contextualizadas são passos fundamentais para promover a autonomia, a subjetividade e o bem-estar coletivo.
Título do Evento
VI Semana Interdisciplinar da Faculdade Evolução
Cidade do Evento
Pau dos Ferros
Título dos Anais do Evento
Anais da VI Semana Interdisciplinar da Faculdade Evolução
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NUNES, Samily Ysnaria Pereira et al.. MEDICALIZAÇÃO E PATOLOGIZAÇÃO DA VIDA: DESAFIOS PARA UMA ABORDAGEM HUMANIZADA EM SAÚDE E EDUCAÇÃO.. In: Anais da VI Semana Interdisciplinar da Faculdade Evolução. Anais...Pau dos Ferros(RN) FACEP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/semanafacep2025-616635/1411058-MEDICALIZACAO-E-PATOLOGIZACAO-DA-VIDA--DESAFIOS-PARA-UMA-ABORDAGEM-HUMANIZADA-EM-SAUDE-E-EDUCACAO. Acesso em: 24/05/2026

Trabalho

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