ANÁLISE DA OBRA TRATADO DESCRITIVO DO BRASIL EM 1587, DE GABRIEL DE SOUSA, NA PERSPECTIVA ECOCRÍTICA

Publicado em 26/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2695-6

Título do Trabalho
ANÁLISE DA OBRA TRATADO DESCRITIVO DO BRASIL EM 1587, DE GABRIEL DE SOUSA, NA PERSPECTIVA ECOCRÍTICA
Autores
  • Fabiane Jerônimo Quirino
  • Josivaldo Custódio da Silva
  • Maria Alexsandra Barbosa Da Silva Santos
Modalidade
SUBMISSÃO / RESUMO-EDITAIS (PROPEGI/PROEC/PROGRAD)
Área temática
Trabalhos Locais - Graduação
Data de Publicação
26/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/semana-universitaria-upe-2025/1331230-analise-da-obra-tratado-descritivo-do-brasil-em-1587-de-gabriel-de-sousa-na-perspectiva-ecocritica
ISBN
978-65-272-2695-6
Palavras-Chave
Ecocrítica; Natureza; Literatura; Homem;
Resumo
Introdução A natureza sempre ocupou lugar central na Literatura Brasileira, seja como cenário, seja como recurso de exploração. No Tratado Descritivo do Brasil em 1587, Gabriel Soares de Sousa apresenta rios, florestas e terras sob ótica utilitária, ligada ao projeto colonial. Este trabalho analisa a obra pela ecocrítica (Garrard, 2006), que questiona visões antropocêntricas e suas permanências. Metodologia Pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, com foco em trechos do Tratado. A fundamentação teórica inclui Garrard (2006), Mendes (2020) e Guimarães (2024). Análise e Discussão A ecocrítica, surgida no fim do século XX, investiga como a literatura representa o meio ambiente. Para Mendes (2020), revela discursos de exploração; Guimarães (2024) propõe a natureza como sujeito de direitos. No Tratado, a terra é descrita como fonte de riquezas, apagando cosmologias indígenas. O rio Grande, por exemplo, aparece pela utilidade para engenhos e extração de madeira, evidenciando a lógica predatória. Essa visão ecoou em fases posteriores: no Romantismo, a natureza foi exaltada, mas subordinada à identidade nacional; no Realismo, tratada como força hostil. Em ambos os casos, prevaleceu a instrumentalização. Considerações Finais O Tratado consolidou um imaginário de dominação ambiental que ainda ressoa no Brasil. A ecocrítica permite problematizar essas representações e valorizar visões alternativas, sobretudo indígenas, que compreendem a natureza como parte inseparável da vida. Referências GARRARD, Greg. Ecocrítica. Brasília: UnB, 2006. GUIMARÃES, J. A. O que critica a ecocrítica? ELBC, n. 72, 2024. MENDES, M. do C. No princípio era a Natureza. Anthropocenica, 2020. SOUSA, G. S. Tratado Descritivo do Brasil em 1587. Hedra, 2001.
Título do Evento
Semana Universitária da Universidade de Pernambuco 2025 (SU-2025)
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Universitária 2025: Trabalhos Locais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

QUIRINO, Fabiane Jerônimo; SILVA, Josivaldo Custódio da; SANTOS, Maria Alexsandra Barbosa Da Silva. ANÁLISE DA OBRA TRATADO DESCRITIVO DO BRASIL EM 1587, DE GABRIEL DE SOUSA, NA PERSPECTIVA ECOCRÍTICA.. In: Anais da Semana Universitária 2025: Trabalhos Locais. Anais...Recife(PE) Universidade de Pernambuco, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/semana-universitaria-upe-2025/1331230-ANALISE-DA-OBRA-TRATADO-DESCRITIVO-DO-BRASIL-EM-1587-DE-GABRIEL-DE-SOUSA-NA-PERSPECTIVA-ECOCRITICA. Acesso em: 10/09/2026

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