RACISMO AMBIENTAL NO SERTÃO PERNAMBUCANO: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA E EMANCIPATÓRIA NA ZONA RURAL DE PETROLINA

Publicado em 26/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2695-6

Título do Trabalho
RACISMO AMBIENTAL NO SERTÃO PERNAMBUCANO: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA E EMANCIPATÓRIA NA ZONA RURAL DE PETROLINA
Autores
  • Aleff Hernandes Bezerra Barbosa
  • Guilherme José Ferreira de Araújo
Modalidade
SUBMISSÃO / RESUMO-EDITAIS (PROPEGI/PROEC/PROGRAD)
Área temática
Trabalhos Locais - Extensão
Data de Publicação
26/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/semana-universitaria-upe-2025/1316985-racismo-ambiental-no-sertao-pernambucano--praticas-pedagogicas-para-uma-educacao-antirracista-e-emancipatoria-na
ISBN
978-65-272-2695-6
Palavras-Chave
Educação Antirracista, Petrolina-PE, Racismo Ambiental, Práticas Pedagógicas
Resumo
O tema das mudanças climáticas é uma questão central nos mais recentes debates de desenvolvimento global, no entanto, faz-se necessário a compreensão de que os seus efeitos não são homogêneos em todas as sociedades. O racismo ambiental, apresenta-se como consequência primeira das degradações provocadas no ambiente, indo muito além de um conceito abstrato. O conceito não apenas descreve, como ilustra, a realidade concreta na qual grupos racializados e comunidades pobres são desproporcionalmente sobrecarregados com os impactos negativos do desenvolvimento, como poluição, escassez de água e degradação dos seus territórios, em resumo é a injustiça espacial que torna determinados corpos e lugares mais vulneráveis. A modernização do Vale do São Francisco, impulsionada pela fruticultura irrigada para exportação, criou um cenário de profundas disparidades. Essa realidade não é por acaso, é um projeto político-econômico que materializa o racismo na qual, a população majoritariamente negra e parda da zona rural carregam o fardo da dificuldade de acesso à água potável de qualidade, contrastando com a abundância nos perímetros irrigados, a proximidade com os latifúndios expondo as comunidades à deriva de venenos, contaminando o ar, o solo e a água, com sérios riscos à saúde resultando com a monocultura exportadora substituindo os cultivos tradicionais de subsistência fragilizando a autonomia alimentar das famílias. Sugere-se algumas práticas como cartografia social e o mapeamento comunitário, rodas de memória e agroecologia, produção audiovisual comunitária, júri simulado com temática local e elaboração de cartas e manifestos. Os mais recentes estudos preliminares mostram que o racismo ambiental em Petrolina é uma ferramenta de opressão, mas que pode ser desconstruído através da organização comunitária e da educação como ferramenta de libertação.
Título do Evento
Semana Universitária da Universidade de Pernambuco 2025 (SU-2025)
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana Universitária 2025: Trabalhos Locais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BARBOSA, Aleff Hernandes Bezerra; ARAÚJO, Guilherme José Ferreira de. RACISMO AMBIENTAL NO SERTÃO PERNAMBUCANO: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA E EMANCIPATÓRIA NA ZONA RURAL DE PETROLINA.. In: Anais da Semana Universitária 2025: Trabalhos Locais. Anais...Recife(PE) Universidade de Pernambuco, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/semana-universitaria-upe-2025/1316985-RACISMO-AMBIENTAL-NO-SERTAO-PERNAMBUCANO--PRATICAS-PEDAGOGICAS-PARA-UMA-EDUCACAO-ANTIRRACISTA-E-EMANCIPATORIA-NA. Acesso em: 12/10/2026

Trabalho

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