PROBIÓTICOS E PREBIÓTICOS COMO SUBSTITUTOS AOS ANTIBIÓTICOS PROMOTORES DE CRESCIMENTO NA AVICULTURA

Publicado em 01/08/2025 - ISSN: 2675-3731

Título do Trabalho
PROBIÓTICOS E PREBIÓTICOS COMO SUBSTITUTOS AOS ANTIBIÓTICOS PROMOTORES DE CRESCIMENTO NA AVICULTURA
Autores
  • Beatriz Ferreira Barbosa
Modalidade
Fase 1 - Resumo Expandido
Área temática
Ciências Agrárias
Data de Publicação
01/08/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/secap/1046585-probioticos-e-prebioticos-como-substitutos-aos-antibioticos-promotores-de-crescimento-na-avicultura
ISSN
2675-3731
Palavras-Chave
Aditivos Zootécnicos; Nutrição de Aves; Saúde Intestinal.
Resumo
1 INTRODUÇÃO A avicultura é uma das principais atividades do agronegócio e se destaca na economia do país. De acordo com Carvalho (2022), o ovo é uma das principais fontes de proteína na alimentação humana, assim como a carne de frango. Em meados da década de 1950, os aditivos mais utilizados na avicultura eram os antibióticos, que reduzem inflamações entéricas e melhoram os índices zootécnicos (Borges, 2022). Devido a isso, houve o uso indiscriminado, o que levou à proibição do seu uso em vários países. Como alternativa, podem ser utilizados aditivos alternativos como probióticos e prebióticos. Os probióticos são microrganismos vivos não patogênicos que beneficiam a saúde dos hospedeiros e atuam na integridade intestinal (Brasil, 2015). Já os prebióticos são substratos, ou seja, atuam como alimento para os probióticos. O objetivo deste trabalho foi explorar evidências científicas recentes sobre a aplicação de probióticos e prebióticos na nutrição de aves de produção, tanto de corte, quanto de postura, com foco em seus benefícios e efeitos para a indústria avícola. 2 METODOLOGIA Para a realização deste trabalho foi realizado um levantamento bibliográfico, que buscou produções relacionadas à utilização de probióticos e prebióticos na nutrição de aves. A pesquisa foi realizada nas seguintes plataformas de dados online e gratuitas: PubMed, SciELO e Google Scholar. Foram utilizadas as seguintes palavras-chave: “probióticos para aves”, “prebióticos na nutrição de aves”; “probióticos e prebióticos na alimentação de frangos de corte e poedeiras”, “poultry probiotics”; “probiotics for chickens”; “probiotics in layer feeding”; “poultry additives”. Como critérios para incluir nesta revisão, foram considerados trabalhos que abordassem o tema, publicados entre os anos de 2018 e 2024, por mostrarem dados mais atualizados. A pesquisa foi realizada de janeiro à maio de 2024. 3 RESULTADOS E DISCUSSOES O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango, a região Sul é a que se destaca como principal produtora, sendo responsável por 60% do total de abates no país em 2023 (Associação Brasileira de Proteína Animal- ABPA, 2024). Dessa maneira, a avicultura brasileira tem um papel fundamental no mercado global e na economia do país. No Nordeste, Pernambuco é o estado que mais se destaca. Em 2023 ele foi responsável por 1,22% do total de abates do país (ABPA, 2024). Na produção de ovos, os estados com maior destaque são Pernambuco,São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo (ABPA, 2024). Dessa forma, Pernambuco se consolida como o principal produtor de ovos do país, com destaque para o município de São Bento do Una, como afirma a Avisite. A Instrução Normativa (IN) Nº 44 de 15 de dezembro de 2015, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), define aditivos como substâncias, microrganismos ou outro produto formulado, adicionado intencionalmente aos produtos. Seu objetivo é melhorar as características dos produtos destinados à alimentação animal, melhorar o desempenho dos animais ou atender às necessidades nutricionais. Por muito tempo, os avicultores utilizaram antibióticos para melhorar o desempenho e manter a saúde do trato gastrointestinal das aves, tendo indices zootécnicos satisfatórios (Pamplona et al., 2020; Borges, 2022). No entanto, seu uso prolongado e indiscriminado pode estar associado ao desenvolvimento da resistência antimicrobiana, fato que resultou na proibição destes compostos como aditivos em vários países. O Brasil não proibiu totalmente o uso de antibióticos como promotores de crescimento (Reis; Vietes, 2019), porém, ao longo dos anos, foram feitas algumas restrições relativas ao uso de alguns antibióticos realizadas pelo MAPA. Os probióticos são cepas de microrganismos vivos que auxiliam na recomposição da microbiota do trato digestório dos animais, contribuindo para o seu equilíbrio (IN/MAPA Nº44 de 15 de dezembro de 2015). Eles são culturas, únicas ou mistas de microrganismos que beneficiam o animal hospedeiro, o seu objetivo é aumentar as bactérias benéficas do intestino, facilitar a absorção dos nutrientes e melhorar a produção (Mohamed, 2019; Reis; Vietes, 2019; Abd El-Hack et al., 2022; Borges, 2022; Ray et al., 2022; Dong et al., 2024). Os probióticos surgiram como uma alternativa promissora aos antibióticos na indústria avícola, oferecendo maiores taxas de crescimento e redução na incidência de doenças (Nadhifah et al., 2020; Dong et al., 2024). Birmani et al. (2018) relatam que os probióticos foram utilizados pela primeira vez em 1954 com a finalidade de aumentar o ganho de peso e a conversão alimentar. Os gêneros utilizados como probióticos são Lactobacillus, Enterococcus, Streptococcus, Bífido e Bacillus (Popov et al., 2021; Carvalho, 2022; Ray et al., 2022; Dong, 2024). As características desejáveis para serem considerados probióticos são: ser espécie-específica da microbiota intestinal; ser capaz de sobreviver e metabolizar o intestino; beneficiar o animal-hospedeiro; permanecer viável por longos períodos de armazenamento; ser produzido em larga escala de maneira econômica; não ser tóxico nem patogênico (FAO/WHO ,2002 apud Carvalho, 2022; Sousa ,2019). Os probióticos podem ser administrados de diversas formas, como na ração, água de bebida, pulverização sobre as aves, inoculação em ovos embrionados, cápsulas gelatinosas na cama e via oroesofagiana (Soares et al., 2023). O fornecimento via ração é a mais comum devido à facilidade de utilização, baixo risco de infecção e melhor custo-benefício (Berto et al., 2023). Os benefícios dos probióticos conforme Birmani et al. (2019); Zulquifar Ahmed et al. (2019); Krysiak, Konkol e Korczyński (2021); Abd El-Hack et al. (2022); Borges (2022); Cirilo et al. (2022); Mohsin, Zhang e Yin (2022); Berto et al. (2023); Soares (2023); Dong et al. (2024) são os seguintes: Exclusão de cepas patogênicas; Produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC); Melhoram a conversão alimentar e o desempenho animal devido ao aumento da altura das vilosidades e criptas; Estimulam a microflora intestinal e a imunidade; Melhoram a fisiologia intestinal, aumentando a produção de mucina que atua como barreira da mucosa; Reduz processos inflamatórios na mucosa intestinal; Melhora a qualidade e eliminam resíduos nos produtos; Reduz o estresse, favorecendo o bem-estar; Tem efeito antioxidante; Reduz a produção de metabólitos prejudiciais, como aminas, sulfeto de hidrogênio, indol e odores fecais do trato gastrointestinal. A definição original de prebióticos foi proposta por Gibson e Robertfroid em 1995, como compostos não são digeridos pelo hospedeiro, mas beneficiam as bactérias não patogênicas do trato gastrointestinal (Ricke, 2021). Eles não são degradados por enzimas endógenas, nem absorvidos pelo trato gastrointestinal, atuando como substrato para as bactérias não patogênicas, promovendo a saúde do animal (Abd El-Hack et al., 2020; Dong et al., 2024). Eles alteram a composição da microbiota intestinal, aumentando a abundância de bactérias benéficas (Khan et al., 2020). Inicialmente, os compostos considerados prebióticos foram frutooligossacarídeos (FOS), galactooligossacarídeos (GOS) e mananoligossacarídeos (MOS) (Ricke, 2021). O MOS pode atuar de duas formas:pela adesão às bactérias patogênicas impedindo que estas iniciem um processo infeccioso ou modulando e preparando o sistema imune para o processo infeccioso (Reis; Vietes, 2019; Cirilo, 2021). A ação dos prebióticos ocorre através da interação com a microbiota e seus metabólitos (Silva et al., 2022).Os mesmos autores afirmam que, ao chegar no intestino eles são fermentados pela microbiota e liberam AGCC, que reduzem o pH do lúmen intestinal. 4 CONCLUSÕES A inclusão de probióticos e prebióticos, de maneira isolada ou conjunta, apresenta diversos benefícios, incluindo melhora na saúde intestinal, qualidade dos produtos, redução da mortalidade e promoção do bem estar. A utilização desses aditivos, pode oferecer uma solução eficaz e sustentável, reduzindo ou até substituindo o uso de antibióticos na produção, visto que reduzem a incidência de doenças. No entanto, é importante abordar os desafios na produção e aplicação desses aditivos, a fim de garantir seus benefícios máximos e promover práticas sustentáveis na avicultura.
Título do Evento
VI Semana Científica do Agreste Pernambucano
Título dos Anais do Evento
Semana Científica do Agreste Pernambucano
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BARBOSA, Beatriz Ferreira. PROBIÓTICOS E PREBIÓTICOS COMO SUBSTITUTOS AOS ANTIBIÓTICOS PROMOTORES DE CRESCIMENTO NA AVICULTURA.. In: Semana Científica do Agreste Pernambucano. Anais...Garanhuns(PE) Universidade de Pernambuco - UPE, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/secap/1046585-PROBIOTICOS-E-PREBIOTICOS-COMO-SUBSTITUTOS-AOS-ANTIBIOTICOS-PROMOTORES-DE-CRESCIMENTO-NA-AVICULTURA. Acesso em: 08/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes