COMUNIDADES QUILOMBOLAS E O ENFRENTAMENTO À PANDEMIA DE COVID-19: O QUE DIZEM OS VEÍCULOS DE IMPRENSA

Publicado em 23/09/2022 - ISSN: 2237-8073

Título do Trabalho
COMUNIDADES QUILOMBOLAS E O ENFRENTAMENTO À PANDEMIA DE COVID-19: O QUE DIZEM OS VEÍCULOS DE IMPRENSA
Autores
  • Estefani de Oliveira Serafim
  • Viviane Kraieski de Assunção
  • Tainá Candido
  • Andréia Gimenes Amaro
Modalidade
Pesquisa - Resumo em Andamento
Área temática
Humanidades, Ciências e Educação - Ciências Ambientais
Data de Publicação
23/09/2022
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sct2021/414953-comunidades-quilombolas-e-o-enfrentamento-a-pandemia-de-covid-19--o-que-dizem-os-veiculos-de-imprensa
ISSN
2237-8073
Palavras-Chave
Quilombolas, Território, Veículos de Comunicação.
Resumo
As primeiras definições de quilombos surgem a partir da administração colonial, que se referiram aos espaços ocupados como “toda habitação de negros fugidos, que passem de cinco, em parte despovoada, ainda que não tenham ranchos levantados e nem se achem pilões nele” (SCHMITT; TURATTI; CARVALHO, 2002, p.2). Ao longo dos séculos, tal conceito se ressignificou, passando a fundamentar movimentos de retomada da autonomia, resistência e sobrevivência, frente às injustiças cometidas durante o período da escravidão, mas que ainda ressoam na atualidade. A luta pelo território e garantia dos direitos, a exclusão, desigualdade e injustiça social fazem parte da história dos remanescentes quilombolas. Entretanto, alguns aspectos relacionados à pandemia de COVID-19 contribuíram para o agravamento da situação de vulnerabilidade dessas comunidades. Nesse contexto, a presente pesquisa buscou investigar como as comunidades quilombolas estão lidando com os desafios desencadeados pela pandemia. Como procedimentos metodológicos, foi realizada uma pesquisa documental, por meio do levantamento e análise de notícias dos principais veículos de comunicação do país. Na maioria dos sites analisados, é perceptível que, durante a pandemia, as publicações sobre quilombolas visibilizaram a luta destas comunidades pela garantia dos direitos e assistência à saúde. As notícias evidenciaram impasses envolvendo a vacinação, tendo em vista que algumas comunidades enfrentaram barreiras para serem encaixadas no programa de prioridade. Além disso, foi também identificado o adiamento da vacinação de comunidades por impasses referentes à comprovação de remanescência. Outro aspecto importante de destacar está no fato de que, mesmo com as atenções e as principais notícias voltadas para o momento atual de pandemia que vivenciamos, foram recorrentes as publicações que ressaltaram os conflitos envolvendo a regularização dos territórios quilombolas, questão que ainda hoje se configura em luta para tais comunidades e demanda a efetivação de direitos garantidos pela Constituição Federal. Neste sentido, como conclusão preliminar, concorda-se com Santos (2020) de que grupos sociais que compõem o Sul global - dentre os quais destacamos aqui as comunidades quilombolas - “têm em comum padecerem de uma especial vulnerabilidade que precede a quarentena e se agrava com ela”. Assim, reflete-se que, durante a pandemia, intensificaram-se as injustiças sociais e desigualdades raciais historicamente construídas que atingem os quilombolas no país.
Título do Evento
XII Semana de Ciência e Tecnologia
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Ciência e Tecnologia (Universidade do Extremo Sul Catarinense)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SERAFIM, Estefani de Oliveira et al.. COMUNIDADES QUILOMBOLAS E O ENFRENTAMENTO À PANDEMIA DE COVID-19: O QUE DIZEM OS VEÍCULOS DE IMPRENSA.. In: Anais da Semana de Ciência e Tecnologia (Universidade do Extremo Sul Catarinense). Anais...Criciúma(SC) UNESC, 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sct2021/414953-COMUNIDADES-QUILOMBOLAS-E-O-ENFRENTAMENTO-A-PANDEMIA-DE-COVID-19--O-QUE-DIZEM-OS-VEICULOS-DE-IMPRENSA. Acesso em: 20/06/2024

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