LIMITAÇÕES DA AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA NOS PACIENTES FELV POSITIVOS, RELATO DE CASO LIMITATIONS OF ULTRASOUND EVALUATION IN FELV-POSITIVE PATIENTS, CASE REPORT

Publicado em 13/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2577-5

Título do Trabalho
LIMITAÇÕES DA AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA NOS PACIENTES FELV POSITIVOS, RELATO DE CASO LIMITATIONS OF ULTRASOUND EVALUATION IN FELV-POSITIVE PATIENTS, CASE REPORT
Autores
  • Lara da Silva Franco
  • Giuli Dobal Emanoelli
  • Iago Portela Liparotti
  • Ingrid Rios Lima Machado
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Diagnóstico por Imagem em Medicina Veterinária
Data de Publicação
13/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1523815-limitacoes-da-avaliacao-ultrassonografica-nos-pacientes-felv-positivos-relato-de-caso-limitations-of-ultrasound
ISBN
978-65-272-2577-5
Palavras-Chave
leucemia, neoplasia mieloproliferativa, oncologia felina
Resumo
Introdução: A infecção por FeLV (vírus da leucemia felina) está associada a diversas afecções hematopoiéticas, acompanhadas por sinais clínicos inespecíficos. Essa condição dificulta o diagnóstico clínico, tornando indispensável o uso de exames para o adequado direcionamento do diagnóstico. Nesse contexto, associação de exames complementares pode contribuir de forma significativa para o diagnóstico dessa doença. Sendo assim, o propósito deste relato é apresentar principais achados ultrassonográficos e laboratoriais, em um paciente positivo para FeLV e sua contribuição no direcionamento diagnóstico do caso. Relato de Caso: Um felino, macho, não castrado, com dois anos de idade, FeLV positivo, foi atendido no Hospital Universitário Veterinário (HUVet) da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). O motivo da consulta foi o acompanhamento clínico do paciente, devido ao quadro de FeLV. No exame físico a única alteração encontrada foi a presença de linfonodos levemente aumentados. Foi solicitado hemograma cujo resultado evidenciou leucocitose, eosinofilia e trombocitopenia. No exame bioquímico os níveis de fosfatase alcalina estavam aumentados. A partir desses achados as suspeitas foram de distúrbios mieloproliferativos e linfoma eosinofílico.No exame ultrassonográfico, os rins direito e esquerdo apresentaram áreas pontuais de aumento de ecogenicidade na forma de cunha na cortical renal, sugestivas de infartos renais. No baço foram evidenciados contornos irregulares e aumentados, com parênquima heterogêneo com pequenos focos hipoecogênicos distribuídos de forma difusa. As demais estruturas abdominais não apresentaram alterações significativas ao exame. Discussão: As alterações esplênicas observadas no paciente, caracterizadas por esplenomegalia e heterogenicidade parenquimatosa, são compatíveis com processos infiltrativos, incluindo distúrbios mieloproliferativos, especialmente em animais positivos para FeLV. As alterações renais evidenciadas sugestivas de infarto, indicam comprometimento vascular possivelmente relacionado ao quadro de FeLV podendo estar relacionado a linfoma renal, deposição de imunocomplexos ou a doença renal crônica secundária. Quando analisados os achados no baço, principalmente o padrão em favo de mel, em conjunto com a eosinofilia persistente e a positividade para FeLV, esses achados reforçam a suspeita de uma afecção mieloproliferativa, tendo como diagnósticos diferenciais esplenite, hiperplasia linfóide, sendo a leucemia eosinofílica um dos principais diferenciais. Embora o exame ultrassonográfico possa contribuir na elucidação do diagnóstico, isoladamente não é suficiente para confirmá-lo, sendo necessária a realização de demais exames complementares como a citologia ou a histopatologia esplênica. A presença de eosinofilia associada à FeLV, direciona a suspeita para uma afecção de origem hematopoiética. Além disso, o envolvimento multissistêmico evidenciado pelas alterações ultrassonográficas, incluindo o comprometimento esplênico e renal, não elimina a possibilidade de um processo neoplásico sistêmico. Nesse contexto, o exame de ultrassonografia não é capaz realizar um direcionamento diagnóstico claro e assertivo, uma vez que estes achados são inespecíficos em relação às alterações esplênicas encontradas. Apenas com a realização de exames histológicos os diferenciais diagnósticos podem ser realizados em casos como este. O diagnóstico definitivo é essencial para direcionar a abordagem clínica e terapêutica adequada para o paciente. Conclusão: A relevância da ultrassonografia é inquestionável no diagnóstico de muitas patologias, entretanto é importante lembrar de que em muitas situações os achados ultrassonográficos são inespecíficos, não sendo suficientes para direcionar um diagnóstico definitivo. É um elo indispensável para justificar a necessidade de métodos diagnósticos invasivos. Nesse contexto, a associação com achados laboratoriais é fundamental para a construção do raciocínio clínico, reforçando a importância de uma abordagem integrada na investigação de afecções sistêmicas.
Título do Evento
PAMPA VET - Congresso de Pequenos Animais do Pampa
Cidade do Evento
Uruguaiana
Título dos Anais do Evento
Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FRANCO, Lara da Silva et al.. LIMITAÇÕES DA AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA NOS PACIENTES FELV POSITIVOS, RELATO DE CASO LIMITATIONS OF ULTRASOUND EVALUATION IN FELV-POSITIVE PATIENTS, CASE REPORT.. In: Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa. Anais...Uruguaiana(RS) UNIPAMPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1523815-LIMITACOES-DA-AVALIACAO-ULTRASSONOGRAFICA-NOS-PACIENTES-FELV-POSITIVOS-RELATO-DE-CASO-LIMITATIONS-OF-ULTRASOUND. Acesso em: 22/09/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes