ULTRASSONOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO E AUXÍLIO INTRAOPERATÓRIO NA REMOÇÃO DE CORPO ESTRANHO EM MUSCULATURA DE CÃO; ULTRASOUND IN DIAGNOSIS AND INTRAOPERATIVE GUIDANCE FOR REMOVAL OF FOREIGN BODY IN CANINE MUSCULATURE

Publicado em 13/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2577-5

Título do Trabalho
ULTRASSONOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO E AUXÍLIO INTRAOPERATÓRIO NA REMOÇÃO DE CORPO ESTRANHO EM MUSCULATURA DE CÃO; ULTRASOUND IN DIAGNOSIS AND INTRAOPERATIVE GUIDANCE FOR REMOVAL OF FOREIGN BODY IN CANINE MUSCULATURE
Autores
  • AMIR ALI VELOSO YASIN
  • LUAN PABLO PROVIN
  • Carlos Filipe dos Santos Cunha
  • Luiza Pitta Pinheiro Collares
  • JOAO PEDRO SCUSSEL FERANTI
  • Maria Eduarda Rodrigues Costa
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais
Data de Publicação
13/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1523743-ultrassonografia-no-diagnostico-e-auxilio-intraoperatorio-na-remocao-de-corpo-estranho-em-musculatura-de-cao-ul
ISBN
978-65-272-2577-5
Palavras-Chave
corpo estranho vegetal; membro pélvico; tecidos moles
Resumo
Introdução: Corpos estranhos em tecidos moles são frequentemente observados na clínica de pequenos animais, estando os fragmentos de origem vegetal, como madeira, entre os mais comumente envolvidos. Esses materiais são capazes de induzir intensa reação inflamatória e infecciosa, podendo evoluir para quadros crônicos e formação de trajetos fistulosos. Além disso, apresentam capacidade de migração ao longo dos planos musculares, dificultando significativamente sua localização, principalmente quando se encontram em regiões profundas. Por serem radiotransparentes, esses corpos estranhos não são adequadamente visualizados em exames radiográficos convencionais, que geralmente evidenciam apenas alterações secundárias, como aumento de volume de tecidos moles, lise óssea ou sinais sugestivos de infecção. Nesse contexto, a ultrassonografia destaca-se como método diagnóstico, permitindo a identificação precisa do corpo estranho, incluindo seu tamanho, formato, localização e relação com estruturas adjacentes. Assim, o presente trabalho relata um caso de corpo estranho vegetal em musculatura de membro pélvico de cão, destacando o uso da ultrassonografia no diagnóstico e como ferramenta intraoperatória. Relato de caso: Foi atendida uma cadela sem raça definida, com 1 ano de idade e 19 kg, apresentando claudicação grave em membro pélvico esquerdo após histórico de trauma perfurante durante atividade ao ar livre. O animal evoluiu com dor intensa à palpação, limitação funcional do membro e formação de fístula com drenagem contínua de secreção, sugerindo processo infeccioso persistente. A radiografia evidenciou alterações compatíveis com processo infeccioso articular e atrofia muscular. A ultrassonografia permitiu a visualização de um fragmento de madeira com aproximadamente 10 cm de extensão localizado no músculo vasto intermédio, estendendo-se do terço médio do fêmur até a região articular, além de outro fragmento menor, medindo cerca de 2,4 cm, em íntima proximidade com a articulação e com a artéria femoral. Inicialmente, foi realizada intervenção cirúrgica com remoção parcial do material, limitada pela intensa reação inflamatória e fibrose local, que dificultaram a identificação completa dos fragmentos. Devido à persistência dos sinais clínicos no pós-operatório, incluindo dor e manutenção da fístula, foi indicada nova abordagem cirúrgica. Nessa segunda intervenção, utilizou-se a ultrassonografia em tempo real no transoperatório, possibilitando a localização precisa dos fragmentos remanescentes, orientação das incisões e dissecções, além da preservação de estruturas nobres, como vasos e nervos. Essa abordagem permitiu a remoção completa do material. O paciente apresentou evolução clínica favorável, com regressão do processo inflamatório, resolução da infecção, cicatrização adequada da ferida e recuperação funcional completa do membro acometido. Discussão: Corpos estranhos de origem vegetal representam um desafio diagnóstico e terapêutico na medicina veterinária, principalmente devido à sua natureza radiotransparente e capacidade de migração nos tecidos, o que pode resultar em quadros crônicos e de difícil resolução. A radiografia apresenta utilidade limitada nesses casos, sendo mais indicada para avaliação de alterações secundárias, como comprometimento ósseo ou articular. A ultrassonografia, por sua vez, demonstra elevada sensibilidade e especificidade na identificação desses materiais em tecidos moles, permitindo não apenas sua detecção, mas também a avaliação da extensão da lesão e da relação com estruturas adjacentes. Além disso, seu uso intraoperatório tem se mostrado uma ferramenta valiosa, auxiliando na localização precisa dos fragmentos e aumentando a segurança do procedimento, reduzindo o tempo cirúrgico e a necessidade de novas intervenções. Conclusão: A ultrassonografia mostrou-se essencial na abordagem de corpos estranhos vegetais em tecidos moles, tanto no diagnóstico quanto como guia intraoperatório, permitindo a remoção completa e segura dos fragmentos. Seu uso contribui significativamente para melhores desfechos clínicos, redução de complicações e recuperação funcional satisfatória dos pacientes.
Título do Evento
PAMPA VET - Congresso de Pequenos Animais do Pampa
Cidade do Evento
Uruguaiana
Título dos Anais do Evento
Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

YASIN, AMIR ALI VELOSO et al.. ULTRASSONOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO E AUXÍLIO INTRAOPERATÓRIO NA REMOÇÃO DE CORPO ESTRANHO EM MUSCULATURA DE CÃO; ULTRASOUND IN DIAGNOSIS AND INTRAOPERATIVE GUIDANCE FOR REMOVAL OF FOREIGN BODY IN CANINE MUSCULATURE.. In: Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa. Anais...Uruguaiana(RS) UNIPAMPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1523743-ULTRASSONOGRAFIA-NO-DIAGNOSTICO-E-AUXILIO-INTRAOPERATORIO-NA-REMOCAO-DE-CORPO-ESTRANHO-EM-MUSCULATURA-DE-CAO-UL. Acesso em: 22/09/2026

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