MENSURAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DO TENDÃO DE INSERÇÃO DO MÚSCULO INFRAESPINHAL EM CADÁVERES CANINOS

Publicado em 13/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2577-5

Título do Trabalho
MENSURAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DO TENDÃO DE INSERÇÃO DO MÚSCULO INFRAESPINHAL EM CADÁVERES CANINOS
Autores
  • Elisa Beatriz Ourique dos Santos
  • AMIR ALI VELOSO YASIN
  • Maria Eduarda de Moraes Guerra
  • Etiele Maldonado
  • MARIA LIGIA DE ARRUDA MESTIERI
  • JOAO PEDRO SCUSSEL FERANTI
Modalidade
Pesquisa
Área temática
Diagnóstico por Imagem em Medicina Veterinária
Data de Publicação
13/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1523652-mensuracao-ultrassonografica-do-tendao-de-insercao-do-musculo-infraespinhal-em-cadaveres-caninos
ISBN
978-65-272-2577-5
Palavras-Chave
Ultrassonografia, infraespinhal e mensuração.
Resumo
Introdução: A ultrassonografia musculoesquelética é um método de diagnóstico por imagem de extrema importância na medicina veterinária, destacando-se por ser não invasivo e por oferecer uma excelente avaliação das estruturas de tecidos moles. Na rotina ortopédica, a avaliação do ombro exige precisão, especialmente no que tange ao músculo infraespinhal, cuja integridade é vital para a biomecânica articular. Para que as avaliações clínicas e as intervenções ecoguiadas sejam seguras e precisas, é imperativo o mapeamento e a determinação de parâmetros biométricos normais das estruturas tendíneas, permitindo assim a clara distinção entre um tecido saudável e um tecido patológico. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo central realizar a mensuração ultrassonográfica minuciosa (espessura e largura) do tendão de inserção do músculo infraespinhal em cadáveres caninos, a fim de estabelecer valores de referência anatômica e biométrica fidedignos para a espécie. Metodologia: O delineamento experimental foi conduzido utilizando 6 cadáveres da espécie canina. Para preservar ao máximo as características acústicas dos tecidos, os corpos foram submetidos a um processo de descongelamento em temperatura ambiente. Todos os animais possuíam histórico de óbito estritamente não relacionado a afecções musculoesqueléticas ou ao escopo do experimento, tendo sido legalmente cedidos para a pesquisa mediante a assinatura de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Numa fase preliminar, procedeu-se à recolha sistemática dos dados demográficos de cada animal, registando-se o peso e o sexo. Para garantir a higidez da amostra, estabeleceu-se um rigoroso critério de inclusão: foram admitidos para avaliação exclusivamente os membros torácicos que não apresentavam qualquer evidência de lesões, traumas ou cicatrizes macroscópicas na região do ombro, e cujo aparato tenomuscular de interesse se revelasse completamente isento de alterações prévias na avaliação ultrassonográfica inicial. O preparo para a aquisição das imagens envolveu o posicionamento dos cadáveres em decúbito lateral. O membro torácico a ser avaliado foi previamente tricotomizado para garantir o contacto ideal do transdutor com a pele, sendo mantido numa posição anatómica neutra durante todo o exame. As avaliações e mensurações ultrassonográficas foram executadas com recurso a um equipamento de alta resolução, utilizando um transdutor linear multifrequencial de 12 MHz (modelo LOGIQ™ P9, GE HealthCare®). Após uma varredura completa da musculatura e do tendão infraespinhal para atestar a normalidade, o foco foi direcionado para o tendão de inserção. As medidas do tendão foram obtidas na região logo após a junção musculotendínea. Foram aferidas a espessura no plano longitudinal e a largura no plano transversal, em milímetros (mm), de todos os membros, tanto esquerdos quanto direitos, de cada animal. O tratamento estatístico consistiu no cálculo da média e do desvio padrão do peso da amostra, bem como dos dados biométricos do tendão (espessura e largura), analisados tanto de forma global (todos os membros) quanto estratificados isoladamente em membros direitos e esquerdos. Resultados: A análise demográfica da amostra revelou total homogeneidade em relação ao sexo, sendo constituída em 100% por fêmeas caninas. O peso corporal dos animais registou uma média de 12,3 Kg, com um desvio padrão de ± 6,0 Kg. No que diz respeito à biometria tendínea geral, englobando a totalidade dos membros avaliados, a espessura média do tendão de inserção foi de 2,29 ± 0,22 mm. A estratificação destes dados evidenciou uma espessura média de 2,35 ± 0,22 mm para os membros esquerdos, e de 2,23 ± 0,23 mm para os membros direitos. Quanto à mensuração da largura do tendão, a análise geral de todos os membros resultou num valor médio de 6,67 ± 1,21 mm. Quando analisados lateralmente, os membros esquerdos apresentaram uma largura de 6,63 ± 1,0 mm, enquanto os membros direitos registaram uma largura de 6,70 ± 1,48 mm, demonstrando os padrões de variação morfológica da amostra. Conclusão: O estudo concluiu com sucesso o mapeamento biométrico do tendão de inserção do músculo infraespinhal, permitindo estabelecer médias e desvio padrão de espessura e largura para fêmeas caninas. Estes dados podem fornecer um referencial anatómico para avaliação ultrassonográfica dessa estrutura, essencial para otimizar a precisão do diagnóstico por imagem e servir de base estrutural para futuras intervenções ortopédicas.
Título do Evento
PAMPA VET - Congresso de Pequenos Animais do Pampa
Cidade do Evento
Uruguaiana
Título dos Anais do Evento
Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Elisa Beatriz Ourique dos et al.. MENSURAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DO TENDÃO DE INSERÇÃO DO MÚSCULO INFRAESPINHAL EM CADÁVERES CANINOS.. In: Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa. Anais...Uruguaiana(RS) UNIPAMPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1523652-MENSURACAO-ULTRASSONOGRAFICA-DO-TENDAO-DE-INSERCAO-DO-MUSCULO-INFRAESPINHAL-EM-CADAVERES-CANINOS. Acesso em: 22/09/2026

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