INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA EXÓCRINA EM UM CÃO: RELATO DE CASO; EXOCRINE PANCREATIC INSUFFICIENCY IN A DOG: CASE REPORT

Publicado em 13/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2577-5

Título do Trabalho
INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA EXÓCRINA EM UM CÃO: RELATO DE CASO; EXOCRINE PANCREATIC INSUFFICIENCY IN A DOG: CASE REPORT
Autores
  • Angélica Callegaro de Morais
  • Ânike Corrêa
  • Maria Luisa de Melo Reimundo
  • Patrick da Silva Magalhães
  • RISCIELA SALARDI ALVES DE BRITO
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Clínica Médica de Pequenos Animais
Data de Publicação
13/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1523271-insuficiencia-pancreatica-exocrina-em-um-cao--relato-de-caso-exocrine-pancreatic-insufficiency-in-a-dog--case-r
ISBN
978-65-272-2577-5
Palavras-Chave
Palavras chaves: Pâncreas, Tripsinogênio imunorreativo (TLI), Suplementação enzimática.
Resumo
Introdução: A Insuficiência pancreática exócrina em animais pode afetar diversos processos do organismo, através de inflamações graves, má absorção de nutrientes e distúrbios metabólicos, portanto, tem grande relevância na rotina veterinária. dessa forma, é necessário evidenciar os sintomas dessa afecção, e os processos para seu diagnóstico precoce, garantindo melhor prognóstico e qualidade de vida ao paciente. Relato de caso: Em outubro de 2025, no Hospital Veterinário da UNIPAMPA, foi atendida uma cadela Border Collie, fértil, seis anos, pesando 11 kg, com histórico de emagrecimento progressivo desde março de 2024, quando pesava 20 kg. Os tutores relataram polifagia, sem ganho de peso, polidipsia, polifecalia, fezes pastosas com presença ocasional de sangue e alimento não digerido, além de coprofagia. A dieta consistia em ração associada à alimentação caseira (arroz integral e frango), fornecida três vezes ao dia. Exames prévios realizados em Itaqui/RS, incluindo ultrassonografia abdominal e testes para leishmaniose, não apresentaram alterações. No exame físico, observou-se mucosas pálidas, parâmetros vitais normais, pelagem opaca, seborreia mais acentuada na região caudal e escore corporal 2. Foram solicitados hemograma, perfil bioquímico, dosagem sérica do tripsinogênio imunorreativo canino (TLI), ultrassonografia abdominal e novo teste para leishmaniose, que novamente apresentou resultado negativo. Foi prescrito à paciente o uso de suplementação enzimática com pancreatina (Creon®), administrada juntamente às refeições, bem como metronidazol na dose de 15 mg/kg. Discussão: A insuficiência pancreática exócrina (IPE) é caracterizada pela redução significativa ou completa da produção de enzimas digestivas pelo pâncreas, resultando em má digestão e má absorção de nutrientes. Essa condição leva a um quadro clássico composto por polifagia, emagrecimento progressivo, aumento do volume fecal, fezes pastosas e presença de alimento não digerido, sinais clínicos apresentados pela paciente. Cães com IPE perdem peso devido à incapacidade do organismo de utilizar adequadamente gorduras, proteínas e carboidratos, condizente com o histórico de perda de 9 kg da paciente relatada. A dermatopatia observada, como pelagem opaca e seborreia, é compatível com carências nutricionais, especialmente deficiência de ácidos graxos essenciais e vitaminas lipossolúveis, frequentemente relatadas em casos de IPE crônica. Do ponto de vista hematológico, o hemograma revelou a presença de anemia macrocítica normocrômica não regenerativa, de modo que a macrocitose sem regeneração pode indicar um quadro de deficiência nutricional. A trombocitose reativa observada sugere resposta inflamatória crônica, condizente com alterações digestivas contínuas. A presença de linfócitos reativos corrobora o quadro de doença gastrointestinal crônica, evidenciando estímulo antigênico persistente. O perfil bioquímico, apresentou hipoproteinemia, hipocolesterolemia e hipoglicemia, sendo um conjunto de alterações associado a síndromes de má digestão e má absorção. A hipocolesterolemia, pode estar relacionada à má absorção lipídica típica da IPE. O aumento de Fosfatase Alcalina e GGT sugere uma leve colestase ou indução enzimática. Os achados ultrassonográficos reforçam a cronicidade da doença. A colesterolose biliar e o possível depósito mineral são compatíveis com distúrbios metabólicos e má absorção lipídica associados à IPE. A hiperplasia linfóide reacional se alinha ao estímulo inflamatório crônico decorrente da enteropatia e possível disbiose intestinal. As alterações intestinais, sugestivas de enterite/Doença Inflamatória Intestinal, correspondem ao quadro de má digestão prolongada. Por fim, o pâncreas com aspecto de fibrose e atrofia é um achado típico de IPE crônica. O diagnóstico definitivo foi obtido pela dosagem sérica do TLI, considerado o padrão-ouro para a confirmação da doença. O valor inferior ao intervalo de referência, como encontrado neste caso, é específico para IPE. O tratamento instituído com suplementação enzimática com pancreatina durante as refeições é a terapia de escolha para restabelecer a digestão e promover ganho de peso em cães com IPE. O uso de metronidazol justificou-se pela suspeita de supercrescimento bacteriano intestinal secundário, condição frequentemente associada à IPE, sendo esse antibiótico eficaz na redução da disbiose e na consequente melhora da absorção intestinal. Houve melhora clínica significativa, com ganho de peso, redução do volume fecal, melhora da consistência das fezes e recuperação da pelagem. O manejo incluiu controle dietético e acompanhamento contínuo. Conclusão: O caso evidencia a importância do diagnóstico precoce da IPE por meio de sinais clínicos e exames específicos, como o TLI. O tratamento adequado permite controle eficaz da doença, promovendo recuperação da condição corporal, melhora da qualidade de vida e estabilidade metabólica do paciente.
Título do Evento
PAMPA VET - Congresso de Pequenos Animais do Pampa
Cidade do Evento
Uruguaiana
Título dos Anais do Evento
Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MORAIS, Angélica Callegaro de et al.. INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA EXÓCRINA EM UM CÃO: RELATO DE CASO; EXOCRINE PANCREATIC INSUFFICIENCY IN A DOG: CASE REPORT.. In: Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa. Anais...Uruguaiana(RS) UNIPAMPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1523271-INSUFICIENCIA-PANCREATICA-EXOCRINA-EM-UM-CAO--RELATO-DE-CASO-EXOCRINE-PANCREATIC-INSUFFICIENCY-IN-A-DOG--CASE-R. Acesso em: 22/09/2026

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