RETALHO AXIAL DA ARTÉRIA ILÍACA CIRCUNFLEXA PROFUNDA NA RECONSTRUÇÃO APÓS EXÉRESE DE MASTOCITOMA EM MEMBRO PÉLVICO DE CÃO

Publicado em 13/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2577-5

Título do Trabalho
RETALHO AXIAL DA ARTÉRIA ILÍACA CIRCUNFLEXA PROFUNDA NA RECONSTRUÇÃO APÓS EXÉRESE DE MASTOCITOMA EM MEMBRO PÉLVICO DE CÃO
Autores
  • Emillin Reis Bermudez
  • Julia Fagundes Franco
  • Ingrid Bete Palmeira
  • Luiza Pitta Pinheiro Collares
  • Maria Eduarda Rodrigues Costa
  • JOAO PEDRO SCUSSEL FERANTI
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais
Data de Publicação
13/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1523053-retalho-axial-da-arteria-iliaca-circunflexa-profunda-na-reconstrucao-apos-exerese-de-mastocitoma-em-membro-pelvi
ISBN
978-65-272-2577-5
Palavras-Chave
Mastocitoma, cirurgia reconstrutiva, tumoral
Resumo
Introdução: O mastocitoma é uma das neoplasias malignas mais frequentes em cães, sendo o tratamento de eleição a exérese cirúrgica com margens amplas. Entretanto, esse procedimento pode resultar em defeitos extensos, muitas vezes não passíveis de fechamento por simples aproximação das bordas, tornando necessária a utilização de técnicas reconstrutivas. Dentre essas, destaca-se o retalho axial da artéria ilíaca circunflexa profunda como uma alternativa viável para a correção de defeitos amplos na região caudal do membro pélvico. O presente trabalho tem como objetivo relatar o uso dessa técnica como método reconstrutivo após exérese de mastocitoma em membro pélvico de um cão. Relato de caso: Foi atendido uma cadela, Dogo Argentino, com 10 anos de idade e pesando 34 kg, com queixa de nodulação em região caudal do membro pélvico direito, apresentando crescimento progressivo há aproximadamente um ano. Durante o exame físico, à palpação, observou-se um nódulo subcutâneo bem delimitado na região posterior da coxa, de consistência firme, aspecto pendular, associado a desconforto. Diante disso, foram solicitados exames complementares, incluindo hemograma, perfil bioquímico e citopatologia do nódulo. O exame citopatológico foi sugestivo de mastocitoma. Adicionalmente, realizaram-se ultrassonografia abdominal e radiografia torácica para estadiamento, não sendo encontrados indícios de metástase à distância. Dessa forma, a paciente foi encaminhada para exérese da nodulação associada à cirurgia reconstrutiva. Com o animal anestesiado e posicionado em decúbito lateral esquerdo, realizou-se antissepsia do campo operatório, seguida da colocação dos campos cirúrgicos. Iniciou-se o procedimento com incisão elíptica ao redor do nódulo na face caudal da coxa/glúteo direito, respeitando margem cirúrgica de 3 cm em todas as direções. O tecido subcutâneo e a musculatura foram divulsionados com tesoura de Metzenbaum, sendo observado sangramento difuso. As hemorragias foram controladas com auxílio de energia bipolar e ligaduras com fio de ácido poliglicólico (PGA) 2-0. Após a remoção da massa, o leito cirúrgico foi lavado com solução fisiológica estéril. Procedeu-se à troca de instrumentais e luvas estéreis, dando início à etapa reconstrutiva com a confecção do retalho axial baseado na artéria circunflexa ilíaca profunda (ventral). Para delimitação do retalho, a linha cranial foi demarcada tendo como referência o trocânter maior do fêmur, enquanto a linha caudal correspondeu à borda do defeito cirúrgico. O limite ventral foi determinado com base no diâmetro do defeito a ser recoberto, respeitando a proporção de 1:1 entre a largura da base e o comprimento do retalho. Foram posicionadas duas suturas de sustentação no ápice do retalho para facilitar a manipulação. Em seguida, realizou-se a divulsão do tecido subcutâneo e a mobilização do retalho, com rotação caudal para cobertura do defeito A síntese foi realizada com suturas simples de nylon 3-0 na pele e subcutâneo em padrão contínuo simples com poliglactina 910 3-0. Não houve intercorrências no transoperatório, e o animal manteve-se estável no pós-operatório, recebendo alta médica após dois dias de internação. Discussão: Os retalhos axiais são descritos como técnicas reconstrutivas que apresentam vascularização superior quando comparados aos retalhos subdérmicos, reduzindo significativamente o risco de necrose tecidual. São especialmente indicados para defeitos extensos, como no presente caso, em que o fechamento primário não seria possível após a exérese do mastocitoma. Apesar de suas vantagens, complicações como deiscência, edema e necrose parcial do retalho podem ocorrer. A excisão do mastocitoma com margens cirúrgicas amplas (3 cm) é fundamental para reduzir o risco de recidiva tumoral. Nesse contexto, a escolha do retalho axial baseado na artéria circunflexa ilíaca profunda mostrou-se apropriada para a reconstrução do defeito. Conclusão: O retalho axial da artéria ilíaca profunda é uma opção eficaz para reconstrução de defeitos extensos em membro pélvico, com bons resultados funcionais e adequada viabilidade tecidual.
Título do Evento
PAMPA VET - Congresso de Pequenos Animais do Pampa
Cidade do Evento
Uruguaiana
Título dos Anais do Evento
Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BERMUDEZ, Emillin Reis et al.. RETALHO AXIAL DA ARTÉRIA ILÍACA CIRCUNFLEXA PROFUNDA NA RECONSTRUÇÃO APÓS EXÉRESE DE MASTOCITOMA EM MEMBRO PÉLVICO DE CÃO.. In: Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa. Anais...Uruguaiana(RS) UNIPAMPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1523053-RETALHO-AXIAL-DA-ARTERIA-ILIACA-CIRCUNFLEXA-PROFUNDA-NA-RECONSTRUCAO-APOS-EXERESE-DE-MASTOCITOMA-EM-MEMBRO-PELVI. Acesso em: 22/09/2026

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