POSTOPLASTIA PARA CORREÇÃO DE PARAFIMOSE EM CANINO: RELATO DE CASO POSTOPLASTY FOR THE CORRECTION OF PARAPHIMOSIS IN A CANINE PATIENT: A CASE REPORT

Publicado em 13/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2577-5

Título do Trabalho
POSTOPLASTIA PARA CORREÇÃO DE PARAFIMOSE EM CANINO: RELATO DE CASO POSTOPLASTY FOR THE CORRECTION OF PARAPHIMOSIS IN A CANINE PATIENT: A CASE REPORT
Autores
  • Luciana Paim Trindade
  • Letiele Oliveira Da Silveira
  • Gabrielle Caon de Almeida
  • Bruna Borges Vaz
  • Adriana Lucke Stigger
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais
Data de Publicação
13/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1522724-postoplastia-para-correcao-de-parafimose-em-canino--relato-de-caso-postoplasty-for-the-correction-of-paraphimosi
ISBN
978-65-272-2577-5
Palavras-Chave
Necrose tecidual; Afecção urogenital; Edema peniano.
Resumo
Introdução: A parafimose é uma afecção urogenital caracterizada pela incapacidade de retração do pênis para o interior do prepúcio, podendo evoluir para edema, comprometimento vascular e necrose tecidual quando não tratada precocemente. Em cães, essa condição pode estar associada a traumas, alterações anatômicas ou fatores ambientais, sendo considerada uma emergência clínica em casos avançados. O manejo terapêutico varia conforme a gravidade, incluindo desde medidas conservadoras para a redução do edema, quando diagnosticado precocemente, até intervenções cirúrgicas simples, como o desbridamento e técnicas de contenção prepucial em quadros de mucosa íntegra, e procedimentos mais complexos, como penectomia e uretrostomia, em casos que apresentem necrose tecidual. Dessa forma, a abordagem rápida e adequada é essencial para a preservação tecidual e a prevenção de complicações mais severas. Relato de caso: Foi atendido um canino, macho, sem raça definida (SRD), 2 anos de idade, castrado e com 22kg de massa corpórea, cujo qual apresentava exposição completa do pênis há 5 dias, característico de um quadro de parafimose total, com sinais de inflamação e isquemias pela mucosa exposta, bem como pontos de necrose leve. Inicialmente, o paciente foi sedado para elaboração de técnicas para redução manual e conservadora do pênis, associada a aplicação de gelo e açúcar em decorrência do edema considerável da mucosa. Em virtude do fato, procedeu-se à intervenção cirúrgica em bloco, com anestesia geral, antissepsia da região para elaboração do desbridamento peniano e postoplastia para evitar recidivas. Para o desbridamento, utilizou-se curetagem com bisturi associado à irrigação com solução fisiológica e compressas, com o objetivo de remover áreas inviáveis e preservar ao máximo o tecido saudável. Após a estabilização local, o prepúcio foi tracionado e reposicionado, recobrindo completamente o pênis e a glande. Para manutenção da redução e prevenção de recidiva da parafimose, foi realizada sutura no óstio prepucial fixando o mesmo na glande peniana, garantindo a permeabilidade uretral, adequada cicatrização da região e pexia do órgão temporária. No pós-operatório, foram realizadas compressas frias com gelo na região, objetivando minimizar a formação de edema e contribuir para a recuperação tecidual. Discussão: A parafimose, conforme descrito na literatura, constitui uma emergência clínica quando associada a edema acentuado e comprometimento vascular, podendo evoluir rapidamente para necrose da mucosa peniana, como observado no presente caso, mesmo que de forma leve. A progressão do quadro reforça a importância da intervenção precoce, uma vez que a exposição prolongada do pênis favorece o ressecamento tecidual, contaminação e agravamento das lesões. Inicialmente, medidas conservadoras, como a aplicação de gelo e substâncias osmóticas como o açúcar, são recomendadas com o objetivo de reduzir o edema e possibilitar a retração manual do pênis. No entanto, em situações como a relatada, onde há presença de tecido necrótico, o desbridamento torna-se indispensável para remoção de áreas inviáveis, estimulação da cicatrização local e prevenção de infecções secundárias. A redução prepucial associada à sutura no óstio prepucial, conforme realizada neste caso, é uma técnica amplamente descrita para evitar a recidiva da parafimose, promovendo contenção adequada do pênis sem comprometer a micção. O sucesso da abordagem adotada evidencia que, mesmo em casos com comprometimento tecidual significativo, é possível optar por manejo conservador-cirúrgico, evitando procedimentos mais radicais. Adicionalmente, o manejo pós-operatório com crioterapia contribui para o controle do edema e inflamação local, favorecendo a cicatrização. Conclusão: O manejo clínico-cirúrgico instituído, com associação de medidas para redução do edema, desbridamento do tecido necrótico e redução prepucial com sutura no óstio prepucial, mostrou-se eficaz na preservação funcional do órgão e prevenção de recidivas. Dessa forma, destaca-se a importância do diagnóstico precoce e da escolha terapêutica baseada na viabilidade tecidual e na gravidade da lesão, sendo fundamental a associação entre técnicas conservadoras e cirúrgicas para a obtenção de resultados favoráveis e desfechos satisfatórios.
Título do Evento
PAMPA VET - Congresso de Pequenos Animais do Pampa
Cidade do Evento
Uruguaiana
Título dos Anais do Evento
Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TRINDADE, Luciana Paim et al.. POSTOPLASTIA PARA CORREÇÃO DE PARAFIMOSE EM CANINO: RELATO DE CASO POSTOPLASTY FOR THE CORRECTION OF PARAPHIMOSIS IN A CANINE PATIENT: A CASE REPORT.. In: Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa. Anais...Uruguaiana(RS) UNIPAMPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1522724-POSTOPLASTIA-PARA-CORRECAO-DE-PARAFIMOSE-EM-CANINO--RELATO-DE-CASO-POSTOPLASTY-FOR-THE-CORRECTION-OF-PARAPHIMOSI. Acesso em: 21/09/2026

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