SUTURA DE FLESSA MODIFICADA PARA CORREÇÃO DE HIPERPLASIA VAGINAL EM CADELA: RELATO DE CASO MODIFIED FLESSA SUTURE FOR THE CORRECTION OF VAGINAL HYPERPLASIA IN A BITCH: CASE REPORT

Publicado em 13/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2577-5

Título do Trabalho
SUTURA DE FLESSA MODIFICADA PARA CORREÇÃO DE HIPERPLASIA VAGINAL EM CADELA: RELATO DE CASO MODIFIED FLESSA SUTURE FOR THE CORRECTION OF VAGINAL HYPERPLASIA IN A BITCH: CASE REPORT
Autores
  • Gabrielle Caon de Almeida
  • Luciana Paim Trindade
  • Letiele Oliveira Da Silveira
  • Adriana Lucke Stigger
  • Bruna Borges Vaz
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais
Data de Publicação
13/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1522650-sutura-de-flessa-modificada-para-correcao-de-hiperplasia-vaginal-em-cadela--relato-de-caso-modified-flessa-sutur
ISBN
978-65-272-2577-5
Palavras-Chave
Prolapso, ovário-histerectomia, caninos.
Resumo
Introdução: A hiperplasia vaginal é uma afecção do trato reprodutivo feminino, ocasionada por desequilíbrio hormonal, principalmente pela estimulação estrogênica durante o proestro ou estro. Caracteriza-se pelo edema da mucosa vaginal, que em graus elevados pode resultar na exteriorização vulvovaginal. O tecido exposto sofre processos inflamatórios decorrentes da exposição ao ambiente e raios UV, apresentando sinais de isquemia e necrose, além da predisposição a traumas e contaminações. Esta patologia é classificada em três graus de acordo com a extensão da protrusão de tecido: Grau I, apresenta eversão discreta da mucosa vulvar, não visível externamente; Grau II, o prolapso vaginal é visível pela fenda vulvar; Grau III, ocorre a exposição total da circunferência vaginal. O diagnóstico é realizado através dos sinais clínicos e exame físico, podendo ser complementado por citologia vaginal. O tratamento depende da gravidade do quadro e individualidade do paciente, podendo variar de manejo conservador até intervenções cirúrgicas, tendo em vista que em alguns casos pode haver a regressão espontânea após redução dos níveis de estrogênio ou recidiva em casos em que não houve o tratamento cirúrgico. Relato de caso: Foi atendida uma canina, fêmea, não castrada, de 2 anos de idade com 32 kg de massa corpórea, sem raça definida (SRD), com fenótipo semelhante à raça Pitbull, caracterizada como animal comunitário. Apresentava massa rósea e edemaciada em região vulvar, compatível com hiperplasia vaginal grau III. Ao exame físico, os parâmetros vitais encontravam-se alterados, possivelmente em decorrência de estresse. Como terapêutica, optou-se pela ovário-histerectomia (OVH) associada à redução da hiperplasia e sutura de Flessa modificada, com o objetivo de eliminar a fonte hormonal, prevenir recidivas e corrigir o prolapso no devido momento. Durante a OVH, a inspeção macroscópica revelou corpos lúteos no ovário direito, confirmando o metaestro. No transoperatório, foi aplicado açúcar sobre a mucosa vaginal para redução do edema, facilitando o reposicionamento tecidual posteriormente. Ao final da OVH, realizou-se a manobra de redução do prolapso hiperplásico e síntese vulvar por meio de sutura de Flessa modificada, realizada com padrão captonado tipo Wolff e utilização de anteparos de sondas, promovendo adequada distribuição de tensão e contenção do tecido, sem obstrução da patência uretral. O pós-operatório incluiu anti-inflamatório, analgésico e antibiótico, bem como o uso contínuo do colar elizabetano para proteger o local das suturas, as quais foram removidas após cinco dias, com cicatrização completa e remissão do edema, permitindo a alta clínica. Discussão: A literatura descreve que intervenções conservadoras, como o manejo hormonal (GnRH e hCG) e inseminação artificial, podem ser empregadas com o objetivo de preservar a fertilidade, principalmente em animais de interesse reprodutivo. No entanto, essas abordagens estão associadas a taxas de recidiva superiores a 66%, além de não atuarem sobre a causa primária da afecção. Ademais, considerando os indícios de predisposição hereditária, a manutenção de animais afetados em programas reprodutivos pode contribuir para a perpetuação da condição na linhagem. No presente caso, optou-se pela realização da OVH, que atuou na causa primária e também no controle populacional. A aplicação de açúcar como agente osmótico é indicada para a redução atraumática de edemas. A sutura de Flessa modificada é utilizada principalmente na resolução de prolapso uterino em grandes animais, todavia, por se tratar de um quadro semelhante em cadela, a opção pelo uso do fio inabsorvível nylon 2-0 captonado em padrão Wolff e anteparos de sonda evitou recidiva imediata em decorrência da inflamação tecidual. Conclusão: A intervenção cirúrgica da hiperplasia vaginal de grau III associada à OVH demonstrou-se eficaz na resolução do quadro e na prevenção de recidivas. O açúcar facilitou a redução do edema, enquanto a sutura de Flessa modificada permitiu a contenção segura, prevenindo deiscências em tecidos friáveis. Em animais comunitários, a castração é indispensável para o controle populacional e responsabilidade ética, impedindo a propagação de patologias hereditárias e garantindo o bem-estar animal e a saúde pública.
Título do Evento
PAMPA VET - Congresso de Pequenos Animais do Pampa
Cidade do Evento
Uruguaiana
Título dos Anais do Evento
Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALMEIDA, Gabrielle Caon de et al.. SUTURA DE FLESSA MODIFICADA PARA CORREÇÃO DE HIPERPLASIA VAGINAL EM CADELA: RELATO DE CASO MODIFIED FLESSA SUTURE FOR THE CORRECTION OF VAGINAL HYPERPLASIA IN A BITCH: CASE REPORT.. In: Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa. Anais...Uruguaiana(RS) UNIPAMPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1522650-SUTURA-DE-FLESSA-MODIFICADA-PARA-CORRECAO-DE-HIPERPLASIA-VAGINAL-EM-CADELA--RELATO-DE-CASO-MODIFIED-FLESSA-SUTUR. Acesso em: 21/09/2026

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