UROLITÍASE RECIDIVANTE EM CÃO: RELATO DE CASO RECURRENT UROLITHIASIS IN A DOG: A CASE REPORT.

Publicado em 13/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2577-5

Título do Trabalho
UROLITÍASE RECIDIVANTE EM CÃO: RELATO DE CASO RECURRENT UROLITHIASIS IN A DOG: A CASE REPORT.
Autores
  • André Silva Bertoncelli
  • Juliana Belmonte
  • Aline de Moura Jacques
  • Rammy Vargas Campos
  • Diens Vitor Delazenha Rodrigues
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais
Data de Publicação
13/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1520843-urolitiase-recidivante-em-cao--relato-de-caso--recurrent-urolithiasis-in-a-dog--a-case-report
ISBN
978-65-272-2577-5
Palavras-Chave
Urólitos vesicais; Estruvita; Cistotomia; Infecção urinária; Dieta terapêutica.
Resumo
Introdução: A urolitíase é uma afecção frequente na clínica de pequenos animais, caracterizada pela formação de urólitos no trato urinário. Sua ocorrência está associada a fatores como dieta, infecções urinárias, alterações no pH urinário e predisposição individual, sendo a recidiva comum quando não há controle adequado dos fatores predisponentes. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo relatar e discutir um caso de urolitíase recidivante, abordando seus aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos. Relato de caso: Foi atendida, no Centro de Práticas Veterinárias, uma paciente canina, fêmea, da raça Shih-tzu, com 5 anos e 7 meses de idade, denominada Luna. Na primeira consulta, apresentava histórico de hematúria há aproximadamente 15 dias, associada à disúria, caracterizada por esforço miccional frequente sem eliminação efetiva de urina.Exames de imagem confirmaram a presença de urólitos em bexiga urinária, estabelecendo o diagnóstico de urolitíase. Diante disso, optou-se pela realização de cistotomia associada à ovariohisterectomia, a qual transcorreu sem intercorrências, com remoção completa dos urólitos.No pós-operatório, foi instituída terapia com antibiótico e anti-inflamatório, além da recomendação de dieta terapêutica urinária específica, visando à prevenção de recidivas por meio do controle do pH urinário. Entretanto, não houve adesão do tutor à dieta prescrita. Adicionalmente, não foi realizada a análise da composição dos urólitos removidos, o que limitou a determinação da etiologia do quadro.Após aproximadamente dois anos, a paciente foi atendida em outro estabelecimento veterinário apresentando aumento da frequência urinária e sinais sugestivos de comprometimento do trato urinário inferior. Exames de imagem, incluindo ultrassonografia, evidenciaram a presença de três urólitos em bexiga urinária, caracterizando recidiva da urolitíase.A paciente foi então encaminhada ao Centro de Práticas Veterinárias, onde novos exames confirmaram a presença de urólitos vesicais. Diante do histórico clínico e da recorrência, optou-se pela realização de nova cistotomia. Durante o procedimento, foram removidos três urólitos com sucesso, sendo um deles encaminhado para análise laboratorial.No pós-operatório, foi novamente instituída terapia com antibiótico e anti-inflamatório, associada à recomendação de dieta terapêutica urinária específica. A paciente apresentou evolução clínica satisfatória, com remissão dos sinais urinários. A análise do urólito revelou composição mista, constituída por carbonato, magnésio, amônia e fosfato, compatível com urólitos do tipo estruvita. No acompanhamento clínico, a paciente apresenta-se em bom estado geral, sem recidiva dos sinais urinários até o momento. Discussão: A urolitíase em cães é uma condição multifatorial, frequentemente associada a alterações no pH urinário, dieta inadequada, baixa ingestão hídrica e infecções do trato urinário. No presente caso, a recidiva pode ser atribuída à ausência de análise da composição dos urólitos na primeira intervenção e à não adesão do tutor à dieta terapêutica recomendada, fatores que dificultaram o controle dos predisponentes.A identificação de urólitos de estruvita apresenta relevância clínica, uma vez que estes estão frequentemente associados à presença de bactérias urease-positivas, como Staphylococcus spp. e Proteus spp., que promovem a alcalinização da urina e favorecem a formação dos cálculos. Dessa forma, há suspeita de participação bacteriana na gênese do quadro.Nesse contexto, a administração de antibioticoterapia no período peri e pós-operatório mostra-se fundamental, tanto para o controle de possíveis infecções urinárias associadas quanto para auxiliar na prevenção de recidivas, considerando o caráter infeccioso frequentemente envolvido na formação de urólitos de estruvita.Além disso, a análise realizada na segunda intervenção possibilitou melhor direcionamento terapêutico, especialmente no que se refere ao manejo nutricional, essencial para o controle do pH urinário e dos minerais envolvidos na formação dos urólitos.Por fim, destaca-se a importância da adesão do tutor às recomendações terapêuticas, uma vez que o manejo adequado, associado ao controle de infecções urinárias, é determinante para a evolução clínica favorável e prevenção de novos episódios. Conclusão: A urolitíase pode apresentar recidiva quando não há controle adequado dos fatores predisponentes. Destaca-se a importância da análise dos urólitos, do manejo nutricional e do acompanhamento clínico para melhor prognóstico e prevenção de novos episódios.
Título do Evento
PAMPA VET - Congresso de Pequenos Animais do Pampa
Cidade do Evento
Uruguaiana
Título dos Anais do Evento
Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BERTONCELLI, André Silva et al.. UROLITÍASE RECIDIVANTE EM CÃO: RELATO DE CASO RECURRENT UROLITHIASIS IN A DOG: A CASE REPORT... In: Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa. Anais...Uruguaiana(RS) UNIPAMPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1520843-UROLITIASE-RECIDIVANTE-EM-CAO--RELATO-DE-CASO--RECURRENT-UROLITHIASIS-IN-A-DOG--A-CASE-REPORT. Acesso em: 13/09/2026

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