CELULITE ORBITAL SECUNDÁRIA A DOENÇA PERIODONTAL EM CÃO (CANIS LUPUS FAMILIARIS): RELATO DE CASO; ORBITAL CELLULITIS SECONDARY TO PERIODONTAL DISEASE IN A DOG (CANIS LUPUS FAMILIARIS): CASE REPORT

Publicado em 13/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2577-5

Título do Trabalho
CELULITE ORBITAL SECUNDÁRIA A DOENÇA PERIODONTAL EM CÃO (CANIS LUPUS FAMILIARIS): RELATO DE CASO; ORBITAL CELLULITIS SECONDARY TO PERIODONTAL DISEASE IN A DOG (CANIS LUPUS FAMILIARIS): CASE REPORT
Autores
  • Carolina Bohn
  • Bruna Borges Vaz
  • Maria Eduarda Firigollo Cocco
  • VITàRIA BELLINASO PAGLIARINI
  • RAQUEL VITàRIA FERREIRA IGNµCIO
  • Luis Felipe Dutra Correa
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais
Data de Publicação
13/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1517304-celulite-orbital-secundaria-a-doenca-periodontal-em-cao--(canis-lupus-familiaris)--relato-de-caso-orbital-cellu
ISBN
978-65-272-2577-5
Palavras-Chave
neuropatia óptica, eletrorretinografia, infecção odontogênica.
Resumo
INTRODUÇÃO: A integração entre a clínica médica geral e as especialidades é fundamental, uma vez que afecções localizadas podem repercutir em estruturas adjacentes ou em sistemas distintos, resultando em manifestações clínicas variadas e, por vezes, graves. Na rotina, a doença periodontal é uma das enfermidades mais prevalentes em cães, podendo evoluir para complicações como abscessos dentários e fístulas infraorbitais. A celulite orbital caracteriza-se como um processo inflamatório, frequentemente associado a exoftalmia, dor e secreção ocular, tendo como as principais causas corpos estranhos e infecções odontogênicas, devido à proximidade entre as raízes dentárias e a órbita, podendo evoluir para emergências oftálmicas. O presente relato tem como objetivo descrever um caso de celulite orbital secundária à doença periodontal avançada, abordando seus aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos. RELATO DE CASO: Foi atendido no Setor de Oftalmologia e Microcirurgia da Universidade Federal de Santa Maria um cão da raça dachshund arlequim, fêmea, com cinco anos de idade e 6,7kg de peso corporal, com histórico de aumento de volume ocular há aproximadamente 47 dias. O animal havia sido previamente tratado com amoxicilina, tobramicina (a cada seis horas), solução oftálmica lubrificante à base de hialuronato de sódio (Hyabak®, três vezes ao dia), cetorolaco (três vezes ao dia) e dipirona (três vezes ao dia), sem resposta satisfatória. Ao exame oftálmico, observou-se edema de córnea, ceratite ulcerativa superficial e edema palpebral. Durante a avaliação, houve fistulação com drenagem de secreção purulenta, sendo isolada Escherichia coli. Durante o exame físico completo, foi identificada doença periodontal avançada como foco primário. A ultrassonografia ocular evidenciou conteúdo celular na região retrobulbar, compatível com celulite orbitária. A terapêutica instituída incluiu espiramicina e metronidazol (uma vez ao dia, por 10 dias), meloxicam (uma vez ao dia, por 5 dias), colírio de cloridrato de moxifloxacino (Vigamox®, oito vezes ao dia) e solução oftálmica lubrificante à base de hialuronato de sódio (Hyabak®, três vezes ao dia). Devido à compressão do nervo óptico, o paciente foi encaminhado no mesmo dia para intervenção cirúrgica, sendo realizada a exodontia do dente acometido. Após 48 horas, houve melhora clínica. No entanto, após sete dias de pós-operatório, ao exame de fundo de olho evidenciou-se o nervo óptico pálido, com coloração acinzentada e afinamento vascular, associado à ausência de resposta ao teste de ameaça e reflexo pupilar à luz. Diante desses achados, foi realizada eletrorretinografia, a qual não demonstrou resposta de onda no olho esquerdo. Com base nos achados, concluiu-se tratar de um quadro de perda visual irreversível, compatível com atrofia de retina secundária à isquemia do nervo óptico, decorrente da celulite orbitária originada por doença periodontal. DISCUSSÃO: Entre as complicações da doença periodontal, destaca-se a fístula infraorbitária; entretanto, no presente caso, houve evolução para celulite orbital, condição menos comum que está associada, principalmente, a infecções odontogênicas e corpos estranhos, sendo a presença de abscesso radicular indicativa dessa origem. A celulite orbitária é uma emergência oftálmica, uma vez que o aumento de pressão retrobulbar pode levar à compressão do nervo óptico e comprometimento vascular, resultando em perda visual. No presente caso, o tempo de evolução prolongado provavelmente contribuiu para o desfecho desfavorável. Algumas bactérias descritas envolvidas em afecções dentárias são Staphylococcus spp, Pasteurella spp., Streptococcus a-hemolítico e E. coli, sendo esta última a única isolada no caso relatado, achado menos comum na literatura. CONCLUSÃO: Conclui-se que a abordagem adotada foi eficaz na resolução do processo infeccioso e na estabilização do paciente. Entretanto, apesar da identificação e remoção do foco primário de infecção, a evolução prolongada do quadro resultou em perda visual irreversível, associada à lesão do nervo óptico. O relato reforça a importância do diagnóstico precoce e avaliação integrada, a fim de prevenir complicações graves que comprometam a visão e a qualidade de vida, especialmente em casos com sinais orbitários de origem odontogênica. Agradecimento ao Serviço de Oftalmologia e Microcirurgia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria e a agência de fomento CAPES.
Título do Evento
PAMPA VET - Congresso de Pequenos Animais do Pampa
Cidade do Evento
Uruguaiana
Título dos Anais do Evento
Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BOHN, Carolina et al.. CELULITE ORBITAL SECUNDÁRIA A DOENÇA PERIODONTAL EM CÃO (CANIS LUPUS FAMILIARIS): RELATO DE CASO; ORBITAL CELLULITIS SECONDARY TO PERIODONTAL DISEASE IN A DOG (CANIS LUPUS FAMILIARIS): CASE REPORT.. In: Pampavet: congresso de pequenos animais do pampa. Anais...Uruguaiana(RS) UNIPAMPA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/pampavet-654588/1517304-CELULITE-ORBITAL-SECUNDARIA-A-DOENCA-PERIODONTAL-EM-CAO--(CANIS-LUPUS-FAMILIARIS)--RELATO-DE-CASO-ORBITAL-CELLU. Acesso em: 13/09/2026

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