TRABALHADORAS RURAIS DO ENGENHO MERCÊS EM PERNAMBUCO NA DÉCADA DE 1950. A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DA ENGENHARIA MECÂNICA NOS ENGENHOS DE CANA-DE-AÇÚCAR.

Publicado em 04/07/2017

Campus
Faculdade Boa Viagem - DeVry | FBV
Título do Trabalho
TRABALHADORAS RURAIS DO ENGENHO MERCÊS EM PERNAMBUCO NA DÉCADA DE 1950. A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DA ENGENHARIA MECÂNICA NOS ENGENHOS DE CANA-DE-AÇÚCAR.
Autores
  • Kássia Maria Barbosa
  • Maria Cecília Cecilia
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Engenharia Mecânica
Data de Publicação
04/07/2017
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/mpct2017/44993-trabalhadoras-rurais-do-engenho-merces-em-pernambuco-na-decada-de-1950-a-importancia-da-inclusao-da-engenharia-me
ISSN
Palavras-Chave
Palavras-chave: Engenharia Mecânica, Trabalhadoras Rurais, Engenho Mercês.
Resumo
INTRODUÇÃO: Após a abolição, foi necessário a criação de novas tecnologias para acelerar o crescimento da economia no Brasil. A Evolução da indústria de máquinas e equipamentos industriais começou a se desenvolver no Brasil, em São Paulo, entre 1920 e 1960, por dois grandes nomes - Dedine e Romi - que começaram suas empresas como pequenas oficinas mecânicas nas primeiras décadas do séc. XX. As máquinas e os equipamentos mecânicos vieram para facilitar aquele trabalho braçal desenvolvidos pelos escravos nos primeiros engenhos de cana de açúcar, além de facilitar em partes o trabalho na cana, trazia também maior produtividade e crescimento no meio canavieiro. Porém, a realidade era bem diferente, já em 1950, nos canaviais de cana de açúcar, havia aqueles que, apesar das mudanças industriais, eram poucos favorecidos pela Revolução. Eram os trabalhadores rurais que viviam nos canaviais. OBJETIVO GERAL: A pesquisa é uma união entre a área de Engenharia Mecânica e História com o período proposto no Brasil para compreender a relação entre estas duas ciências, assim como a humanização da área a partir de pesquisas de campo, de cunho qualitativo. Observar a vida dos trabalhadores no canavial na década de 50 e mostrar a contribuição da Engenharia Mecânica na introdução de máquinas e equipamentos, para facilitar o trabalho no canavial. Averiguar se haveria descaso e irregularidade no meio trabalhista rural e analisar se teria predominância autoritária e desumana dos empregadores direcionado aos trabalhadores canavieiros. METODOLOGIA: A pesquisa está sendo desenvolvida através da história oral e de vida de uma das trabalhadoras rurais que ainda habita o espaço em que viveu seus pais e hoje vivencia desapropriação de posse pelo atual governo do estado que tem a posse do Porto de Suape, que recém adquiriu, indenizou e liquidou as dívidas do Engenho, tornando seus moradores réus em sua própria terra. O local da pesquisa está sendo a residência da entrevistada e arredores, com a intenção de tentarmos perceber a realidade na qual vivencia esta trabalhadora em vias de diminuição de seus direitos. A história contada pela entrevistada juntamente com a realidade observada do seu dia-a-dia identifica que a ferramenta utilizada para análise metodológica pode ser viável para a conclusão deste relatório parcial, pois relaciona-se com a concretização da problematização realizada inicialmente no projeto científico aqui disposto. RESULTADOS PRELIMINARES: Os resultados desta pesquisa, por hora tem se desenvolvido a partir do levantamento bibliográfico para aprofundamento da temática estudada com os aportes teóricos desenvolvidos por Maria Emília Vasconcelos, Ângela Gomes e Leandro Carvalho que juntos contribuem para destrinchar a situação dos Engenhos e o direito na configuração da estrutura industrial e trabalhista investigada neste estudo. Aliado a pesquisa de campo, com a história oral configurando-se em um estudo de caso, os resultados vão na direção de compreender que as mudanças ocorreram, no que se trata de funcionamento do engenho, quantitativo de trabalhadores e diminuição de atividades, quase zerando sua importância na região porque boa parte das terras foram tomadas pelo Porto Suape. A casa onde ela vive é parte da Usina Salgado e parte do Porto de Suape, como também todas as casas da vizinhança estão na mesma situação. Atualmente a entrevistada mora em uma casa que não é de sua propriedade, e por medo da situação que acomete boa parte dos ex trabalhadores, não entrou com uma ação na justiça contra a Usina. Em 2009, recebeu um mandato de emissão de Posse e Citação do Governo do Estado de Pernambuco, que lhe solicitava a desapropriação de terra. O que ainda está para ser resolvido nestes últimos meses de 2017. Ou seja, muito se tem ainda por solucionar para que os Direitos trabalhistas e de seguridade Social possa alcançar legalmente a situação destes trabalhadores. Esse trabalho trata-se de uma pesquisa PICT com conclusão em junho de 2017.
Título do Evento
Mostra de Pesquisa em Ciência e Tecnologia 2017
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais da Mostra de Pesquisa em Ciência e Tecnologia 2017
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BARBOSA, Kássia Maria; CECILIA, Maria Cecília. TRABALHADORAS RURAIS DO ENGENHO MERCÊS EM PERNAMBUCO NA DÉCADA DE 1950. A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DA ENGENHARIA MECÂNICA NOS ENGENHOS DE CANA-DE-AÇÚCAR... In: Anais da Mostra de Pesquisa em Ciência e Tecnologia 2017. Anais...Fortaleza(CE) DeVry Brasil - Damásio - Ibmec, 2019. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/mpct2017/44993-TRABALHADORAS-RURAIS-DO-ENGENHO-MERCES-EM-PERNAMBUCO-NA-DECADA-DE-1950-A-IMPORTANCIA-DA-INCLUSAO-DA-ENGENHARIA-ME. Acesso em: 02/06/2026

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