FAVELA, LUGAR DE EDUCAÇÃO PARA O PATRIMÔNIO CULTURAL

Publicado em 14/08/2017 - ISSN: 2176-2783

Título do Trabalho
FAVELA, LUGAR DE EDUCAÇÃO PARA O PATRIMÔNIO CULTURAL
Autores
  • Evandro Luiz De Carvalho
  • Sergio Linhares Miguel de Souza
Modalidade
Resumo
Área temática
2 - OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: Eixo 6 – Educação patrimonial na escola Eixo 7 – Museus, arquivos e educação patrimonial Eixo 8 – A cidade, lugar da educação patrimonial Eixo 9 – Educação patrimonial e trabalho: os ofícios tradicionais Eixo 10 – Comunidades: participantes efetivas das ações educativas
Data de Publicação
14/08/2017
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/mestreseconselheiros2017/51393-favela-lugar-de-educacao-para-o-patrimonio-cultural
ISSN
2176-2783
Palavras-Chave
Patrimônio, Educação, Favela, Lugar de Memória
Resumo
Este artigo parte de uma experiência realizada na favela da Rocinha no âmbito do Programa de Educação para o Patrimônio Cultural, realizado pelo Inepac – Instituto Estadual do Patrimônio Cultural e da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. A favela da Rocinha, formada em meados dos anos 1950, é um espaço que abriga uma população estimada em, aproximadamente, 100 mil pessoas. Imigrantes nordestinos, operários trabalhadores das obras de abertura dos túneis Dois Irmãos e Rebouças e descendentes dos antigos imigrantes portugueses e espanhóis da década de 1930, compõem um mosaico cultural estabelecido no território, ampliado por novos moradores vindos de todo o Brasil. Ao realizar o curso “Patrimônio Cultural - Memória nas Favelas”, os técnicos do Inepac, juntamente com os agentes culturais estabelecidos na comunidade, puderam constatar a grande carência de espaços de reflexão sobre memória e patrimônio na comunidade. Ao mesmo tempo, ficaram evidenciados os inúmeros lugares de memória que são referência para a população local. Este “vazio memorial” ensejou a presente reflexão sobre os bens oficialmente reconhecidos como patrimônio pelos órgãos de tutela, que não contemplam a comunidade, e a percepção da população sobre seus espaços de referência histórica e memorial. A problematização da dicotomia entre a monumentalidade e excepcionalidade do patrimônio, e a importância das narrativas das comunidades locais que operam suas memórias a partir de objetos, lugares, celebrações e hábitos calcados na cotidianidade foi objeto de reflexão e fundamentaram as ações de educação para o patrimônio cultural do Inepac. Deslocando o eixo de discussão dos órgãos técnicos para a comunidade, percebeu-se a importância da população local como principal ator na formação da consciência sobre a preservação do patrimônio cultural. A partir da afirmação de seu próprio território como lugar de memória reconhecido e valorizado, percebe-se que a educação para o patrimônio cultural não pode prescindir de uma escuta atenta e participante da comunidade envolvida.
Título do Evento
IX FÓRUM MESTRES E CONSELHEIROS
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do IX Mestres e Conselheiros - Agentes Multiplicadores do Patrimônio
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CARVALHO, Evandro Luiz De; SOUZA, Sergio Linhares Miguel de. FAVELA, LUGAR DE EDUCAÇÃO PARA O PATRIMÔNIO CULTURAL.. In: Anais do IX Mestres e Conselheiros - Agentes Multiplicadores do Patrimônio. Anais...Belo Horizonte(MG) CAD II - UFMG, 2017. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/mestreseconselheiros2017/51393-FAVELA-LUGAR-DE-EDUCACAO-PARA-O-PATRIMONIO-CULTURAL. Acesso em: 21/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes