PENSAR O ESPAÇO GEOGRÁFICO A PARTIR DO GÊNERO: O USO DE EPISTEMOLOGIAS FEMINISTAS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2296-5

Título do Trabalho
PENSAR O ESPAÇO GEOGRÁFICO A PARTIR DO GÊNERO: O USO DE EPISTEMOLOGIAS FEMINISTAS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA
Autores
  • Maria Eduarda Andrade Pitombeira
  • Anthony de Padua Azevedo Almeida
Modalidade
Resumo
Área temática
GT2: Gênero, sexualidade e erosão democrática na contemporaneidade: efeitos, atores e resistências
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/lutas-sociais-democracia/1433198-pensar-o-espaco-geografico-a-partir-do-genero--o-uso-de-epistemologias-feministas-para-o-ensino-de-geografia
ISBN
978-65-272-2296-5
Palavras-Chave
Epistemologias Feministas, Geografias Feministas, Prática de Ensino de Geografia
Resumo
Embasado em duas experiências de estágio de docência no curso de Licenciatura em Geografia da UFPE, este trabalho propõe a reflexão sobre o uso de epistemologias feministas para o ensino de Geografia. Tal atitude pedagógica permite que o pensar do espaço geográfico a partir da perspectiva de gênero seja uma estratégia de luta e resistência aos desafios do mundo contemporâneo. O texto foi produzido via colaboração entre estagiária de docência e docente supervisor. Nas duas atividades, o debate de gênero foi incorporado como eixo estruturador da compreensão espacial. Preparamos planos de docência assistida para as disciplinas de Geografia Econômica do Mundo Atual, em 2025.1, e Geografia Regional do Nordeste, em 2025.2. A primeira vivência, culminada na aula “Gênero e espaço: epistemologias feministas para a Geografia”, apoiou reflexões sobre globalização e economia, sobretudo quanto às perversidades do processo e às possibilidades de enfrentamento de seus problemas. Apresentamos obras de diversas autoras no contexto das epistemologias feministas, oferecendo-se, assim, ferramentas para a inclusão do debate de gênero nas aulas de Geografia. A atividade avaliativa, feita em grupos, foi uma breve análise das seguintes obras: “Problemas de gênero”, de Judith Butler, “Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva”, de Silvia Federici, “Mulheres, raça e classe”, de Angela Davis, “O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras”, de bell hooks, “O segundo sexo”, de Simone de Beauvoir, e “Pensamento feminista brasileiro: formação e contexto”, organizado por Heloísa Buarque de Hollanda. Além da aula expositiva-dialogada, debatemos os livros para se ampliar as conexões entre o pensamento geográfico e as epistemologias feministas. A segunda experiência, com a aula “Repensar o Nordeste pelo gênero: lacunas, epistemologias e possibilidades”, tensionou os estudos de Geografia Regional ao trabalhar as noções de interseccionalidade, conhecimento situado e o campo das Geografias Feministas. Objetivamos apresentar as lacunas da literatura geográfica regional sobre gênero, mostrar conceitos-chaves para preencher tais lacunas, discutir como algumas instituições já incorporam a discussão (com apresentação do “Boletim temático: mulheres do Nordeste”, da Sudene) e indicar perspectivas para novas leituras do Nordeste. O exercício solicitado aos discentes, agora em trios, foi propor uma ideia de pesquisa que articulasse estudos de gênero e Geografia Regional do Nordeste para preencher as lacunas mostradas. Distribuímos, novamente, algumas obras aos alunos para complementação da análise. Além das já mencionadas, usamos “Interseccionalidade”, de Patricia Hill Collins e Sirma Bilge, “Geografias subversivas: discursos sobre espaço, gênero e sexualidades”, de Joseli Maria Silva, e os artigos “A Geografia entre conhecimento situado, abordagem descolonial e interseccionalidade”, de Rogério Haesbaert, e “Geografias feministas, sexualidades e corporalidades: desafios às práticas investigativas da Ciência Geográfica”, também de Joseli Maria Silva. Com base nas experiências apresentadas, concluímos que práticas de ensino de Geografia que valorizam os estudos de gênero e o pensamento feminista são fundamentais para uma formação comprometida com a reflexão crítica. Sua realização, então, se dá não apenas num espaço de aprendizagem profissional, mas numa perspectiva que considera importante a formação de professores críticos e conscientes em um mundo cada vez mais complexo.
Título do Evento
Lutas Sociais e Democracia: Desafios do mundo contemporâneo
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário lutas sociais e democracia: desafios do mundo contemporâneo
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PITOMBEIRA, Maria Eduarda Andrade; ALMEIDA, Anthony de Padua Azevedo. PENSAR O ESPAÇO GEOGRÁFICO A PARTIR DO GÊNERO: O USO DE EPISTEMOLOGIAS FEMINISTAS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA.. In: Anais do Seminário lutas sociais e democracia: desafios do mundo contemporâneo. Anais...Recife(PE) UFPE, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/lutas-sociais-democracia/1433198-PENSAR-O-ESPACO-GEOGRAFICO-A-PARTIR-DO-GENERO--O-USO-DE-EPISTEMOLOGIAS-FEMINISTAS-PARA-O-ENSINO-DE-GEOGRAFIA. Acesso em: 21/06/2026

Trabalho

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