RACISMO AMBIENTAL E INJUSTIÇA CLIMÁTICA: IMPACTOS DAS ENCHENTES E ONDAS DE CALOR NA SAÚDE DE MULHERES GESTANTES DA COMUNIDADE ILHA DE DEUS, RECIFE, PE.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2296-5

Título do Trabalho
RACISMO AMBIENTAL E INJUSTIÇA CLIMÁTICA: IMPACTOS DAS ENCHENTES E ONDAS DE CALOR NA SAÚDE DE MULHERES GESTANTES DA COMUNIDADE ILHA DE DEUS, RECIFE, PE.
Autores
  • Diogenes Vieira
  • José Erivaldo Gonçalves
  • thayna karen dos Santos lira
  • Oetsia Vargas Smits
Modalidade
Resumo
Área temática
GT4: Direitos, Emergências e Justiça Climática
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/lutas-sociais-democracia/1422990-racismo-ambiental-e-injustica-climatica--impactos-das-enchentes-e-ondas-de-calor-na-saude-de-mulheres-gestantes-
ISBN
978-65-272-2296-5
Palavras-Chave
Mudança climática, População negra, Saúde materno-infantil; Serviço de saúde; Saúde pública.
Resumo
INTRODUÇÃO: O Brasil tem enfrentado diversos impactos de eventos climáticos extremos com efeitos agravantes aos indivíduos e a resiliência dos serviços de atenção e cuidado à saúde. Esse cenário é complexificado ao incorporar nessas discussões os contextos de grupos mais vulnerabilizados como comunidades tradicionais da pesca artesanal ou locais de maior vulnerabilidade social. Nessas comunidades, os impactos climáticos afetam os recursos naturais, elemento essencial para a subsistência, sendo demarcado uma perspectiva de gênero e raça que determina a intensificação dos efeitos climáticos na vida e saúde dessas populações, como é o caso de mulheres negras gestantes e mães. Diante disso, o objetivo do estudo é identificar os impactos das mudanças climáticas na saúde materno-infantil de mulheres gestantes da comunidade de pesca artesanal Ilha de Deus (PE). METODOLOGIA: Trata-se de um estudo qualitativo e exploratório, realizado através de quatro entrevistas com mulheres gestantes, na comunidade Ilha de Deus em Recife, entre junho e outubro de 2025. Foi utilizado a observação participante para compreender as dinâmicas e interações a partir da experiência direta. Foi realizado uma análise temática do conteúdo das entrevistas, sistematizando categorias mistas, ou seja, que emergiram das entrevistas e que foram pré determinadas pelos(as) pesquisadores(as). As categorias foram organizadas em Excel, e são detalhadas a seguir: acesso ao serviço a saúde materno infantil; trabalho da pesca artesanal; efeitos na saúde; educação climática; educação ambiental e resiliência. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A análise evidenciou que eventos climáticos extremos, como enchentes e ondas de calor têm impactado diretamente o acesso aos serviços de saúde, relacionados a dificuldades no acompanhamento pré-natal, realização de exames e na frequência às consultas médicas nas unidades básicas de saúde e sobretudo no serviço especializado, especialmente durante os períodos de chuvas intensas, onde há comprometimento do deslocamento. O trabalho da pesca artesanal, principal fonte de renda do território, é afetado pela diminuição do pescado influenciado pelas mudanças climáticas e mudança sazonal do tempo, poluição das águas, agravadas durante as enchentes, repercutindo na saúde física e mental das mulheres, que encontram nos rios e mangues parte essencial de sua identidade. A ausência de políticas públicas eficazes somadas ao racismo ambiental, contribuem na intensificação dos efeitos climáticos no cuidado materno-infantil. Foi observado a necessidade de ações de educação ambiental e climática sobre a importância e a compreensão mais aprofundada dos impactos sobre as mudanças climáticas na comunidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Este estudo reafirma a necessidade da justiça climática orientando a importância para o desenvolvimento das políticas públicas, reconhecendo que os efeitos dos eventos climáticos extremos se manifestam de forma historicamente desigual, atravessados por questões de raça, classe e gênero, que expressam a necessidade do debate interseccional diante das emergências climáticas e socioambientais. Além disso, torna-se fundamental repensar as estratégias de resiliência dos sistemas de saúde diante desses impactos, a fim de garantir o cuidado e o acesso à saúde materno-infantil. Por fim, destaca-se a importância de pesquisas participativas que deem voz às populações afetadas e aprofundem a compreensão sobre os efeitos das emergências climáticas em gestantes.
Título do Evento
Lutas Sociais e Democracia: Desafios do mundo contemporâneo
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário lutas sociais e democracia: desafios do mundo contemporâneo
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VIEIRA, Diogenes et al.. RACISMO AMBIENTAL E INJUSTIÇA CLIMÁTICA: IMPACTOS DAS ENCHENTES E ONDAS DE CALOR NA SAÚDE DE MULHERES GESTANTES DA COMUNIDADE ILHA DE DEUS, RECIFE, PE... In: Anais do Seminário lutas sociais e democracia: desafios do mundo contemporâneo. Anais...Recife(PE) UFPE, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/lutas-sociais-democracia/1422990-RACISMO-AMBIENTAL-E-INJUSTICA-CLIMATICA--IMPACTOS-DAS-ENCHENTES-E-ONDAS-DE-CALOR-NA-SAUDE-DE-MULHERES-GESTANTES-. Acesso em: 19/06/2026

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