PARALISIA CEREBRAL DIPARÉTICA ESPÁSTICA: RELATO DE CASO COM ABORDAGEM TERAPÊUTICA COMBINADA

Publicado em 25/11/2025 - ISBN: 978-65-272-1873-9

Título do Trabalho
PARALISIA CEREBRAL DIPARÉTICA ESPÁSTICA: RELATO DE CASO COM ABORDAGEM TERAPÊUTICA COMBINADA
Autores
  • Waldec Alexandre Barros de Carvalho
  • Kleuven Eduarda Brito Costa
Modalidade
Relato de Caso Clínico
Área temática
Cirurgia Geral com Atuação no Trauma
Data de Publicação
25/11/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/jott-jornada-tocantinense-do-trauma/1363910-paralisia-cerebral-diparetica-espastica--relato-de-caso-com-abordagem-terapeutica-combinada
ISBN
978-65-272-1873-9
Palavras-Chave
Paralisia Cerebral; Desenvolvimento Motor; Toxina Botulínica tipo A; Osteotomia do Fêmur; Reabilitação.
Resumo
Introdução A Paralisia Cerebral (PC) é o distúrbio motor mais comum da infância, sendo a forma diparética espástica afetando a marcha e a funcionalidade dos membros inferiores. O tratamento requer uma abordagem multidisciplinar contínua para o controle daespasticidade, correção de deformidades e maximizar a independência funcional. Este relato descreve o manejo de longo prazo de um paciente com PC diparética (GMFCS I), destacando a eficácia de uma abordagem terapêutica combinada. Descrição do Caso Paciente masculino, 20 anos, com diagnóstico de PC diparética espástica (GMFCS I), apresentou desenvolvimento motor tardio, iniciando a marcha aos três anos de idade, com padrão de hiperextensão dos joelhos e rotação interna dos quadris. As intervenções ao longo dos anos incluíram cirurgias ortopédicas fundamentais: uma osteotomia derrotativa de fêmur bilateral em (2014), para alinhamento dos membros, e uma cirurgia de Vulpius em 2022, para alongamento tendíneo. Aplicações recentes de Toxina Botulínica tipo A (TBA) nos músculos gastrocnêmios e reto femoral foram realizadas para o manejo da espasticidade. O paciente mantém programa de reabilitação ativo com musculação e Pilates. Atualmente, é independente, concluiu o ensino médio e prepara-se para a faculdade. Discussão O sucesso terapêutico observado nesse caso é atribuído a uma abordagem integrada, amplamente respaldada pela literatura científica. A osteotomia derrotativa de fêmur corrigiu a deformidade óssea estrutural, estabelecendo uma base biomecânica favorável para a função motora. O manejo da espasticidade com TBA, que promove a denervação química temporária e localizada, foi essencial para otimizar o padrão da marcha. A reabilitação contínua com treinamento de força desmistifica o antigo receio de que o exercício poderia agravar a espasticidade. Evidências atuais demonstram que o fortalecimento muscular não é apenas seguro, mas fundamental para a melhora da função motora e da qualidade de vida em indivíduos com PC. Conclusão O manejo de longo prazo da PC diparética espástica, combinando intervenções cirúrgicas, bloqueios neuroquímicos e reabilitação consistente, é essencial para otimizar os resultados funcionais. Este caso evidencia que um plano terapêutico estruturado e multidisciplinar pode promover melhora significativa na qualidade de vida, permitindo ao paciente alcançar independência e realizar seus objetivos pessoais e profissionais.
Título do Evento
1° JOTT: Jornada Tocantinense do Trauma 2025
Cidade do Evento
Palmas
Título dos Anais do Evento
Anais da 1° Jornada Tocantinense do Trauma (JOTT)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CARVALHO, Waldec Alexandre Barros de; COSTA, Kleuven Eduarda Brito. PARALISIA CEREBRAL DIPARÉTICA ESPÁSTICA: RELATO DE CASO COM ABORDAGEM TERAPÊUTICA COMBINADA.. In: Anais da 1° Jornada Tocantinense do Trauma (JOTT). Anais...Palmas(TO) Palácio Araguaia, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/jott-jornada-tocantinense-do-trauma/1363910-PARALISIA-CEREBRAL-DIPARETICA-ESPASTICA--RELATO-DE-CASO-COM-ABORDAGEM-TERAPEUTICA-COMBINADA. Acesso em: 02/06/2026

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