RELAÇÕES DE ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA COM A INTERNET: LEVANTAMENTO DAS POTENCIALIDADES DE ARTICULAÇÃO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS

Publicado em 22/03/2021 - ISBN: 978-65-5941-128-3

Título do Trabalho
RELAÇÕES DE ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA COM A INTERNET: LEVANTAMENTO DAS POTENCIALIDADES DE ARTICULAÇÃO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS
Autores
  • Moisés Oliveira dos Anjos
  • Isaura Nunes Da Cunha Machado
  • Nilcimar dos Santos Souza
Modalidade
Resumo apresentação oral curta
Área temática
Campus Macaé/Educação
Data de Publicação
22/03/2021
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/jgmictac/320209-relacoes-de-estudantes-da-educacao-basica-com-a-internet--levantamento-das-potencialidades-de-articulacao-para-o-
ISBN
978-65-5941-128-3
Palavras-Chave
Educação básica, ensino de ciências, redes sociais, tecnologias digitais de informação e comunicação
Resumo
Este trabalho é oriundo do projeto “Margaret: tecnologias digitais de informação e comunicação na educação”. Nele, temos explorado o potencial das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação em Ciências. Nosso especial foco de ações nesse campo tem sido direcionado ao desenvolvimento, análise e utilização de ambientes virtuais de ensino-aprendizagem. Na atualidade, conceitos da indústria 4.0 já começam a ser transportados para as residências, disponíveis em televisores, sistemas de segurança, geladeiras, ar condicionados etc. que se conectam a rede de internet doméstica e podem ser integrados ao celular ou relógio do proprietário para receberem e executarem rotinas de funcionamento. Toda essa tecnologia faz com que crianças nasçam com acesso cada vez mais facilitado a esses recursos em comparação às gerações anteriores, que também vem ampliando seu acesso às tecnologias, seja por curiosidade, lazer ou necessidade. Essa dinâmica fez Prensky (2001) cunhar os conceitos de nativos digitais e imigrantes digitais, estabelecendo que as crianças (nativas digitais) possuíam maior intimidade com os recursos digitais de tecnologia e comunicação e possuíam habilidades e competências capazes de lhes permitir realizar múltiplas tarefas simultaneamente. Em discordância absoluta a esses conceitos, Kirschner e Bruyckere (2017) afirmam que esses conceitos são mitos. Esses autores reúnem um conjunto de publicações acerca do tema para afirmar que “embora os alunos desta geração tenham experimentado apenas um mundo conectado digitalmente, eles não são capazes de lidar com tecnologias modernas da maneira que é frequentemente atribuída a eles (ou seja, que eles podem navegar nesse mundo para uma aprendizagem eficaz e eficiente, construindo conhecimento)” (p. 140). Por fim, acrescentam que esses alunos podem realmente sofrer se o ensino e a educação atendem a essas supostas habilidades de se relacionar, trabalhar e controlar seu próprio aprendizado com multimídia e ambientes digitalmente difundidos. Portanto, o grande desafio que emerge desse cenário é como lidar com o volume de informação que pode ser facilmente alcançado e veiculado com a internet? Quais as práticas são efetivamente transformadoras do processo educacional, nas quais o aluno constrói o seu conhecimento, ao invés de o professor transmitir eletronicamente informação ao aluno? Ademais, Caminhando junto à informação, o contexto das redes sociais estimulou o uso e, por consequência a necessidade de discussão, da desinformação. Desinformação que tem se aproveitado da capilaridade das redes sociais para interferir na opinião pública sobre ciência e política e colocado em risco à saúde das pessoas ao interferir em tratamentos médicos. Assim, nos interessamos em contribuir para essa discussão sobre o uso da internet com potencial didático-pedagógico. Nesses primeiros meses de projeto nos preocupamos em levantar alguns dos principais usos pelos jovens da internet, elaboramos um survey que temos veiculado junto a escolas a fim de identificar quais seus principais hábitos de uso, de recebimento de informação e de interação com conteúdo científico. A partir desse primeiro mapeamento pretendemos desenvolver ações que explorem esses espaços também como espaços de aprendizagem, que não precisam estar restritos ao contexto dos ambientes virtuais de ensino-aprendizagem. As primeiras respostas já demonstram o maior engajamento dos estudantes com o áudiovisual, por meio de podcasts, vídeos e streaming, além do ambiente dos jogos. Tudo isso pouco presente no ensino de ciências, tanto no presencial quanto nas próprias plataformas de ensino remoto e a distância. KIRSCHNER, P. A.; BRUYCKERE, P. D. The myths of the digital native and the multitasker. Teaching and Teacher Education, v. 67, p. 135-142, 2017. PRENSKY, M. Digital Native, digital immigrants. Digital Native immigrants. On the horizon, MCB University Press, Vol. 9, N.5, October, 2001.
Título do Evento
XLII Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural (JICTAC 2020 - Edição Especial) - Evento UFRJ
Título dos Anais do Evento
Anais da Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ANJOS, Moisés Oliveira dos; MACHADO, Isaura Nunes Da Cunha; SOUZA, Nilcimar dos Santos. RELAÇÕES DE ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA COM A INTERNET: LEVANTAMENTO DAS POTENCIALIDADES DE ARTICULAÇÃO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS.. In: Anais da Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UFRJ, 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/jgmictac/320209-RELACOES-DE-ESTUDANTES-DA-EDUCACAO-BASICA-COM-A-INTERNET--LEVANTAMENTO-DAS-POTENCIALIDADES-DE-ARTICULACAO-PARA-O-. Acesso em: 02/05/2026

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