ESTUDO PRÉ CLÍNICO COM FORMAS DE LAMININA POLIMERIZADA PARA AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE LESÃO DE MEDULA ESPINHAL

Publicado em 22/03/2021 - ISBN: 978-65-5941-128-3

Título do Trabalho
ESTUDO PRÉ CLÍNICO COM FORMAS DE LAMININA POLIMERIZADA PARA AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE LESÃO DE MEDULA ESPINHAL
Autores
  • Renata Cristina Lopes Lichtenberger
  • Eliel de Souza Leite
  • Olavo Borges Franco
  • Livia Viviani de Abreu
  • Raphael de Siqueira Santos
  • Barbara Gomes da Rosa
  • Maurílio Rosa
  • Jhonatan Ramos Felix
  • Tatiana Lobo Coelho de Sampaio
  • Alberto Schanaider
Modalidade
Resumo apresentação oral padrão
Área temática
Centro de Ciências da Saúde (CCS)/Neurobiologia
Data de Publicação
22/03/2021
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/jgmictac/314523-estudo-pre-clinico-com-formas-de-laminina-polimerizada-para-avaliacao-da-eficacia-do-tratamento-de-lesao-de-medul
ISBN
978-65-5941-128-3
Palavras-Chave
lesão raquimedular, laminina, matriz extracelular, regeneração axonal
Resumo
INTRODUÇÃO: As lesões raquimedulares são responsáveis pela incapacitação física irreversível de um número expressivo de indivíduos jovens, estando particularmente relacionadas a causas violentas. Várias terapias foram testadas ao longo das últimas décadas, porém, nenhuma se mostrou curativa até o presente momento. Sabe-se que laminina, uma proteína de matriz extracelular, induz crescimento axonal e que sua forma polimerizada é ainda mais efetiva em estimular a extensão dos axônios, o que já foi demonstrado tanto in vitro (Freire et al., 2002) quanto in vivo (Menezes et al., 2010). OBJETIVOS: O presente estudo visa avaliar a eficácia de duas diferentes formas de laminina polimerizada: merosina e uma isoforma recombinante, MX521, e suas respectivas capacidades regenerativas do tecido nervoso nesse tipo de lesão em ratos. METODOLOGIA: 3 grupos de 6 animais (Rattus norvegicus) da linhagem Wistar foram submetidos à laminectomia e, feito o acesso à medula, a uma compressão por cateter 2-French Fogarty (Baxter Healthcare Corporation, Irvine, CA, USA) ao nível de T8 - T9 (Vanicky et al., 2001). Aplicou-se de imediato, 1 cm rostralmente à lesão, com seringa Hamilton, o tratamento com 5 µg/Kg de acordo com cada grupo experimental (MX521 e Merosina). O grupo controle não recebeu qualquer tratamento. A recuperação funcional foi avaliada ao longo de 10 semanas pelo escore BBB (Avaliação Funcional Escala Basso, Beatie and Bresnahan). Foram realizadas análises morfológicas por imunofluorescência 10 semanas após a lesão e tratamento, buscando a presença de cicatriz glial (GFAP), fibras axonais regeneradas e neurônios jovens ( beta -Tubulina 3), e marcações gerais e específicas para laminina. CEUA: DAHEICB041 RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foi observada tendência de melhora 40% mais acentuada na avaliação funcional dos animais tratados em relação ao grupo controle ao longo das 10 semanas experimentais, entretanto a diferença entre os grupos tratados e o controle não foi estatisticamente significativa. A falta de significância provavelmente ocorreu devido à inclusão no grupo experimental de alguns animais com escoliose acentuada, o que dificultava a inserção do cateter, causando lesões mais extensas do que o esperado. À macroscopia, foi possível a visualização do sítio da lesão compressiva apenas nos animais controle. Nos procedimentos de imunofluorescência das medulas dos animais tratados, notou-se redução da cicatriz glial nas bordas do parênquima medular lesado e projeções de fibras axonais regeneradas. Foi observado, ainda, por meio de uma reconstrução tridimensional utilizando o programa Imaris®, laminina pavimentando axônios em regeneração em ambos os grupos tratados. CONCLUSÃO E PERSPECTIVAS: As evidências sugerem que as duas isoformas da laminina polimerizada contribuem para reduzir a formação da cicatriz glial impeditiva da regeneração axonal. Futuros experimentos serão realizados utilizando-se apenas animais em que não seja detectado desvio de coluna previamente à laminectomia. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Freire, E. et al. Structure of laminin substrate modulates cellular signaling for neuritogenesis. Journal of cell science, 2002. v. 115, n. 24, p. 4867–76. Menezes, K. et al. Polylaminin, a polymeric form of laminin, promotes regeneration after spinal cord injury. FASEB journal : official publication of the Federation of American Societies for Experimental Biology, 2010. v. 24, n. 11, p. 4513–22. Vanický, I. et al. A simple and reproducible model of spinal cord injury induced by epidural balloon inflation in the rat. Journal of neurotrauma, 2001. v. 18, n. 12, p. 1399–407.
Título do Evento
XLII Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural (JICTAC 2020 - Edição Especial) - Evento UFRJ
Título dos Anais do Evento
Anais da Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LICHTENBERGER, Renata Cristina Lopes et al.. ESTUDO PRÉ CLÍNICO COM FORMAS DE LAMININA POLIMERIZADA PARA AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE LESÃO DE MEDULA ESPINHAL.. In: Anais da Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UFRJ, 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/jgmictac/314523-ESTUDO-PRE-CLINICO-COM-FORMAS-DE-LAMININA-POLIMERIZADA-PARA-AVALIACAO-DA-EFICACIA-DO-TRATAMENTO-DE-LESAO-DE-MEDUL. Acesso em: 03/04/2026

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