INCLUSÃO ESCOLAR NOS ANOS INICIAIS: PRECONCEITOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS BASEADAS NO DUA

Publicado em 18/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2494-5

Título do Trabalho
INCLUSÃO ESCOLAR NOS ANOS INICIAIS: PRECONCEITOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS BASEADAS NO DUA
Autores
  • Andressa Da Silva Sousa Siqueira
  • Meyre-Ester Barbosa de Oliveira
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Área 3 – Práticas Educativas, Cultura, Diversidade e Inclusão
Data de Publicação
18/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ix-simposio-de-pos-graduacao-em-educacao-iii-seminario-tematico-das-linhas-de-pesquisa-do-profeiuern-617739/1387721-inclusao-escolar-nos-anos-iniciais--preconceitos-e-praticas-pedagogicas-baseadas-no-dua
ISBN
978-65-272-2494-5
Palavras-Chave
Práticas pedagógicas; Preconceito; Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA); Educação inclusiva;
Resumo
A inclusão escolar de estudantes com deficiência nos anos iniciais do ensino fundamental é um tema de extrema relevância no contexto educacional contemporâneo, considerando o compromisso da escola com a equidade, a justiça social e o respeito à diversidade. Historicamente, o sistema educacional brasileiro reproduziu práticas excludentes, favorecendo apenas grupos específicos e marginalizando estudantes com deficiência, criando barreiras físicas, curriculares e sociais que limitavam a plena participação desses alunos. Essa realidade, embora tenha sido modificada com avanços legais e políticas públicas, ainda se faz presente na cultura escolar de muitas instituições, refletindo preconceitos implícitos e práticas pedagógicas insuficientes para atender às necessidades de todos (Pacheco, 2016). A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu artigo 205, que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, devendo ser promovida com a colaboração da sociedade. Já a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva Brasil, 2008) reforça a necessidade de garantir acesso, permanência e aprendizagem para estudantes público-alvo da educação especial, com a eliminação de barreiras físicas, atitudinais e pedagógicas. No entanto, a concretização desses direitos ainda enfrenta entraves, como resistência cultural, a falta de formação docente e a insuficiência de recursos adequados, evidenciando que a inclusão escolar não é apenas uma questão legal, mas um desafio pedagógico e ético. Para compreender o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas e a atuação dos docentes diante de preconceitos que podem surgir no espaço escolar, foi realizada uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo exploratória, em uma escola pública de ensino fundamental em Teresina-PI. Participaram duas professoras atuantes nos anos iniciais e dois estudantes público-alvo da educação especial. A produção de dados envolveu observação sistematizada das práticas pedagógicas, entrevistas semiestruturadas, aplicação de questionários e análise documental. Essa abordagem possibilitou a triangulação de informações, permitindo compreender de forma ampla a complexidade das práticas inclusivas e as percepções docentes sobre preconceito, inclusão e diversidade (Minayo, 2001). Os resultados obtidos indicam que as professoras adotam diversas estratégias pedagógicas para promover a inclusão, como adaptações de atividades e avaliações, uso de recursos disponíveis na escola, trabalho colaborativo e integração com o Atendimento Educacional Especializado (AEE). O Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), conforme proposto por Meyer, Rose e Gordon (2014), foi apresentado às professoras como uma nova maneira de planejar atividades que atendam aos diferentes estilos de aprendizagem, ao propor múltiplos meios de representação, expressão e engajamento. Essa abordagem estimula que todos os alunos participem ativamente do processo educativo em sala de aula. A flexibilidade metodológica e a utilização de recursos diversificados favorecem maior autonomia e protagonismo aos estudantes, contribuindo para uma aprendizagem significativa, podendo contribuir para superar preconceitos que limitam a participação ativa dos estudantes público-alvo da educação especial nas atividades desenvolvidas em sala comum. Foram identificadas manifestações de preconceito implícito, principalmente relacionadas à percepção de limitações dos estudantes com deficiência. Algumas atitudes, ainda que sutis, como baixa expectativa de desempenho, participação restrita a atividades diferenciadas ou uso de estereótipos carregados de termos capacitistas sobre capacidade cognitiva, impactam negativamente a participação e o desenvolvimento integral desses alunos. Essas evidências reforçam a necessidade de formação continuada e de oficinas pedagógicas que promovam reflexão crítica sobre preconceitos e fortalecimento das práticas inclusivas na escola. A análise das práticas revelou ainda que a inclusão vai muito além da simples presença física do aluno em classe regular. É imprescindível reorganizar o fazer pedagógico, considerando a singularidade de cada estudante, valorizando suas experiências prévias, promovendo participação ativa, respeitando diferenças e fortalecendo relações cooperativas e solidárias (Mantoan, 2003; Ferreira, 2009; Kassar, 2011; Mendes, 2020). A ausência de tais medidas compromete a aprendizagem, a socialização e o desenvolvimento integral dos alunos, perpetuando desigualdades históricas e sociais. A pesquisa também evidenciou que a construção de uma cultura escolar inclusiva requer engajamento coletivo de todos os membros da comunidade escolar: professores, gestores, alunos e familiares. O acompanhamento individualizado das singularidades aliado aos princípios do DUA contribui para a adequação curricular, planejamento docente e superação de barreiras pedagógicas, favorecendo a construção de uma escola ética e democrática que valoriza a diversidade e garante a inclusão de todos os alunos.
Título do Evento
IX SIMPÓSIO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO & III SEMINÁRIO TEMÁTICO DAS LINHAS DE PESQUISA DO PROFEI/UERN
Cidade do Evento
Mossoró
Título dos Anais do Evento
Anais Simpósio de Pós-Graduação em Educação (SIMPOSEDUC) e o Seminário Temático das Linhas de Pesquisa do PROFEI/UERN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SIQUEIRA, Andressa Da Silva Sousa; OLIVEIRA, Meyre-Ester Barbosa de. INCLUSÃO ESCOLAR NOS ANOS INICIAIS: PRECONCEITOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS BASEADAS NO DUA.. In: Anais Simpósio de Pós-Graduação em Educação (SIMPOSEDUC) e o Seminário Temático das Linhas de Pesquisa do PROFEI/UERN. Anais...Mossoró(RN) UERN-Campus Central, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ix-simposio-de-pos-graduacao-em-educacao-iii-seminario-tematico-das-linhas-de-pesquisa-do-profeiuern-617739/1387721-INCLUSAO-ESCOLAR-NOS-ANOS-INICIAIS--PRECONCEITOS-E-PRATICAS-PEDAGOGICAS-BASEADAS-NO-DUA. Acesso em: 13/08/2026

Trabalho

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