AUTOFORMAÇÃO NA PRÁTICA DOCENTE: INCLUSÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Publicado em 18/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2494-5

Título do Trabalho
AUTOFORMAÇÃO NA PRÁTICA DOCENTE: INCLUSÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Autores
  • Airton De Lima Oliveira
  • Maria Socorro Silva
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Área 1 – Formação Humana, Docência e Currículo
Data de Publicação
18/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ix-simposio-de-pos-graduacao-em-educacao-iii-seminario-tematico-das-linhas-de-pesquisa-do-profeiuern-617739/1387460-autoformacao-na-pratica-docente--inclusao-e-formacao-continuada-na-educacao-fisica-escolar
ISBN
978-65-272-2494-5
Palavras-Chave
Autoformação; Inclusão; Educação Física.
Resumo
O estudo de Oliveira (2024) evidencia as dificuldades e necessidades formativas dos professores de Educação Física, indicando que ainda há uma lacuna no que se refere à falta de uma formação continuada específica para os docentes do componente curricular. O autor descreve que essa situação implica diretamente no processo de inclusão de estudantes, visto que os professores precisam ser capacitados constantemente de acordo com as especificidades de suas disciplinas. Entretanto, é fundamental discutir os limites e as possibilidades de uma formação aos docentes, e contribuir para que suas atividades escolares sejam efetivadas diante da realidade escolar. A formação continuada contribui de forma significativa para a prática pedagógica, tornando-se necessário promover como meio de possibilitar a inclusão de estudantes em sala de aula. Entretanto, ao longo de sua trajetória, os professores buscam caminhos para superar os limites que dificultam sua prática, buscando refletir seu percurso formativo. Para Quintanilha e Fontoura (2019), a autoformação é um processo efetuado durante a vida, de modo que cria campos de tensões contrárias de potencial e superação do determinismo, gerando uma potencialidade, seja no coletivo ou de forma individual, de uma “revolução escondida, a que chamamos a revolução cultural dos tempos” (Pineau, 2010, p. 99). Levando isso em consideração, as potencialidades coletivas e individuais, o docente precisa ter uma autocrítica em relação à sua prática pedagógica e, ao mesmo tempo, possa compartilhar nos espaços de formações para que busquem caminhos e possibilidades de inclusão na sala de aula, isto é, precisa proporcionar reflexões da própria prática para superar os desafios, além das adaptações para que todos os estudantes estejam incluídos. De modo, o estudo tem como objetivo descrever a narrativa de um professor sobre autoformação como possibilidade de formação continuada para a inclusão na Educação Física Escolar. Este trabalho tratou-se de um relato de experiência, guiado pelo método da Psicologia Sócio-Histórica-Cultural. O método de investigação carrega consigo possibilidades de crítica da intencionalidade de quem produz, dos fundamentos epistemológicos e teóricos; por isso, torna-se fundamental para o campo desta pesquisa, pois permite manter o rigor no processo de construção do estudo. A pesquisa foi realizada com um dos autores deste estudo, considerando seu relato de experiência sobre sua atuação no campo educacional, sobre como uma autocrítica em relação ao processo de formação continuada contribui para a inclusão nas atividades escolares. O relato de experiência com base na autoformação requer um cuidado, pois nos revela o aparente da realidade concreta do sujeito. Apresentamos os resultados e discussões a partir de duas perguntas norteadoras que se ancoram ao objetivo do texto: Quais as contribuições da formação continuada para o avanço da Educação inclusiva? E como o professor avalia a autoformação como possibilidade de formação continuada para a inclusão? As necessidades e desafios do processo autoformativo colocam o docente perante limites e possibilidades, uma vez que os problemas não enfrentados geram dificuldades que impedem as mudanças e, quando os enfrentam, possibilitam que a formação surja no momento em que o docente compreende os impasses que dificultam as adaptações de suas atividades escolares. Dito isso, o docente diz: “a formação continuada deve contribuir para que nós, professores, possamos estar atentos aos espaços culturais, sociais e principalmente à realidade de nossas escolas, dos nossos alunos”. A fala do professor nos permite pensar numa formação continuada que possa considerar os espaços escolares como o meio social e cultural. Para Oliveira et al (2025), é preciso que o processo de formação garanta que os professores possam promover a igualdade entre os estudantes, valorizar a diversidade cultural e as diferenças individuais, assim como o acesso e as adaptações pedagógicas. Diante dessa realidade, o docente ainda relata como a formação continuada de professores precisa pensar em atividades inclusivas: “Acredito que uma formação direcionada à inclusão contribui bastante para uma prática pedagógica para todos, o que quero dizer, precisamos pensar na possibilidade de desenvolver atividades inclusivas em nossas vivências”. Na perspectiva Sócio-Histórica e Cultural, tais vivências dos sujeitos acontecem não apenas de forma individual, mas no coletivo, em que aprendemos com o outro e ressignificamos os espaços de convivência. Portanto, a necessidade de compreender que nossas vivências no meio escolar vão além dos desafios e obstáculos; a forma como nos adaptamos ao meio escolar, sua cultura, a realidade e seu contexto contribuem para a prática pedagógica. A autoformação de sua própria prática é fundamental para o desenvolvimento de atividades, principalmente aquelas que visam o processo de inclusão de alunos. O docente diz: “o processo autoformativo me permite pensar na minha prática, os pontos positivos e negativos, isso é importante para que eu possa adaptar minhas atividades em prol da inclusão.” Esse relato nos leva ao pensamento de Vigotski (1997), em que o autor descreve a atividade como uma transformação da própria realidade. Sobre a formação, o docente relata: “Tenho sentido falta de formações específicas para minha área de conhecimento, às vezes me sinto deslocado por não ter momentos formativos para a Educação Física”. Esse relato nos leva à compreensão de que precisamos pensar, discutir e colocar em prática a formação para os docentes do componente curricular, pois é a realidade que o docente vivencia constantemente no campo de atuação. Essa realidade, que é advinda dos espaços sociais e culturais, permite ao docente fazer uma análise crítica de sua prática pedagógica e pensar nos processos e caminhos para a inclusão. Dito isso, é necessário: “formar o professor na perspectiva da educação inclusiva implica ressignificar o seu papel, o da escola, o da educação e o das práticas pedagógicas usuais do contexto excludente do nosso ensino, em todos os níveis” (Mantoan, 2015, p. 81). Compreendemos que a formação continuada de professores também deve proporcionar reflexões do próprio processo formativo, para que possa, por meio delas, não apenas caminhar para a inclusão de estudantes, mas entender a sua realidade escolar, seus espaços e possibilidades de adaptações das atividades escolares e promover a inclusão. O relato de experiência mostrou a importância de discutir a autoformação de docentes como uma possibilidade para a formação continuada e inclusão. Tais formações devem e precisam estar dentro da realidade escolar para que os professores possam avaliar sua prática e criar maneiras de promover a inclusão na sala de aula, dando a oportunidade de ir além dos relatos, levando em consideração o processo constitutivo dentro e fora dos muros escolares, olhando para os espaços social e cultural e, através deles, caminhar para uma prática mais eficaz e igualitária. Assim, essa pesquisa tem como possibilidade refletirmos sobre a prática pedagógica para avançar no processo de ensino e aprendizagem. Essas possibilidades são advindas do enfrentamento dos problemas existentes nas práxis. Esses relatos nos permitem não apenas refletir, mas identificar as lacunas que a falta de formação tem impactado em uma autocrítica do próprio processo formativo do professor. Considerando a complexidade e a importância da formação continuada para o professor de Educação Física, é fundamental que a discussão sobre este tema não se restrinja apenas à existência de formações, mas se volte também para a qualidade, relevância e adequação às necessidades específicas de cada contexto em sala de aula. Torna-se necessário, portanto, pensar em formações que contemplem esses aspectos e que contribuam para a prática da Educação Física nas escolas, garantindo que estas práticas sejam, ao mesmo tempo, inclusivas e possibilitem ao docente refletir sobre sua prática.
Título do Evento
IX SIMPÓSIO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO & III SEMINÁRIO TEMÁTICO DAS LINHAS DE PESQUISA DO PROFEI/UERN
Cidade do Evento
Mossoró
Título dos Anais do Evento
Anais Simpósio de Pós-Graduação em Educação (SIMPOSEDUC) e o Seminário Temático das Linhas de Pesquisa do PROFEI/UERN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Airton De Lima; SILVA, Maria Socorro. AUTOFORMAÇÃO NA PRÁTICA DOCENTE: INCLUSÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR.. In: Anais Simpósio de Pós-Graduação em Educação (SIMPOSEDUC) e o Seminário Temático das Linhas de Pesquisa do PROFEI/UERN. Anais...Mossoró(RN) UERN-Campus Central, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ix-simposio-de-pos-graduacao-em-educacao-iii-seminario-tematico-das-linhas-de-pesquisa-do-profeiuern-617739/1387460-AUTOFORMACAO-NA-PRATICA-DOCENTE--INCLUSAO-E-FORMACAO-CONTINUADA-NA-EDUCACAO-FISICA-ESCOLAR. Acesso em: 13/08/2026

Trabalho

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