SIMONE WEIL E AS RUÍNAS DA POESIA

Publicado em 27/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2246-0

Título do Trabalho
SIMONE WEIL E AS RUÍNAS DA POESIA
Autores
  • Rildo de Deus e Melo Júnior
Modalidade
Resumo
Área temática
Simpósio 8: Literatura e Outras Artes
Data de Publicação
27/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ix-milba-624485/1414151-simone-weil-e-as-ruinas-da-poesia
ISBN
978-65-272-2246-0
Palavras-Chave
Poesia, Arqueologia, Epopeias, Estado
Resumo
Com a obra de Simone Weil (1909 – 1943) estudamos profundamente os mecanismos de opressão e percebemos na fenomenologia de escritos e estudos sobre a Poesia (hinduísmo, taoismo ou medievalismo), os temas e pautas são fundidos aos fatos históricos e de como as sociedades funcionam. A fenomenologia weiliana é construída com o conceito Enraizamento (2001), representação, pertencimento e participação dos seres humanos no mundo social e onírico, mas a colonização e o trabalho nas fábricas, desencoraja, desumaniza e o Capitalismo vem destruindo culturas. Nosso estudo traz uma leitura de "Venise sauvée" uma peça teatral épica em 3 atos escrita por Simone Weil. Situada em Veneza, 1616, a obra narra as lutas do povo contra os Espanhóis, destacando a estratégia de submissão como forma de resistência dos árabes. O sacrifício em prol da comunidade é uma projeção de Weil, representando um personagem sem raízes em contraste com os enraizados. Inspirada em um texto de Abbè de Sant-Real, essa peça teatral envolve temas de resistência, sacrifício e identidade cultural - e comparamos essa obra com a leitura dos comentarios que Weil fez sobre a Canção da cruzada Albingense (1943), o poema épico sobre a Cruzada dos Cátaros que se passa no sul da França no século XIII, foram considerados hereges pelo papa Inocêncio III. O poema descreve Luis VIII sitiando Toulouse e é composto por 214 estrofes, sendo escrito por dois poetas: Guilherme de Tudela, clérigo de Navarra, e um continuador anônimo. Com versos alexandrinos de 12 sílabas, o poema retrata narradores e ouvintes, com os poetas atuando como trovadores em uma disputa de versos. As visões opostas dos autores sobre as Cruzadas são evidentes, apesar de ambos denunciarem a violência associada a esse evento histórico. Na região do Languedoc, as culturas do Mediterrâneo se entrelaçaram com tradições nórdicas e orientais, mas a intolerância romana aniquilou muitos desses elementos. A divisão linguística entre d'Oc e d'Oïl reflete essa diversidade. Simone Weil, ao explorar as ruínas da Occitânea, questiona a resistência dos Albingenses (Cátaros) contra a Igreja e o Papa, apesar de serem considerados hereges. Ela compara a luta dos Cátaros com a tragédia da Ilíada, destacando a riqueza moral e espiritual dessas civilizações perdidas. Weil enfatiza a importância de dar voz aos esquecidos da história e de combater injustiças e falsidades no âmbito político, em busca de uma sociedade mais justa e compassiva.
Título do Evento
IX SEMINÁRIO MILBA: "Vozes contemporâneas femininas: memórias e imaginários"
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do IX SEMINÁRIO MILBA: "Vozes contemporâneas femininas: memórias e imaginários"
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

JÚNIOR, Rildo de Deus e Melo. SIMONE WEIL E AS RUÍNAS DA POESIA.. In: Anais do IX SEMINÁRIO MILBA: "Vozes contemporâneas femininas: memórias e imaginários". Anais...Recife(PE) UFRPE, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ix-milba-624485/1414151-SIMONE-WEIL-E-AS-RUINAS-DA-POESIA. Acesso em: 26/05/2026

Trabalho

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