ENTRE OCEÂNICOS CANIBAIS E ÚTEROS SALOBROS: ENQUANTO O MAR THALASSICAMENTE INGURGITA O FILHO, A MATRIARCA NAUFRAGA NAS MARÉS DA ESQUIZOIDIA, EM “O MENINO DE ÁGUA”, DE VALTER HUGO MÃE

Publicado em 27/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2246-0

Título do Trabalho
ENTRE OCEÂNICOS CANIBAIS E ÚTEROS SALOBROS: ENQUANTO O MAR THALASSICAMENTE INGURGITA O FILHO, A MATRIARCA NAUFRAGA NAS MARÉS DA ESQUIZOIDIA, EM “O MENINO DE ÁGUA”, DE VALTER HUGO MÃE
Autores
  • GUILHERME EWERTON ALVES DE ASSIS
  • Hermano De França Rodrigues
Modalidade
Resumo
Área temática
Simpósio 3: Literatura e Psicanálise
Data de Publicação
27/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ix-milba-624485/1371423-entre-oceanicos-canibais-e-uteros-salobros--enquanto-o-mar-thalassicamente-ingurgita-o-filho-a-matriarca-naufra
ISBN
978-65-272-2246-0
Palavras-Chave
Psicanálise, Literatura, Melanie Klein, Literatura Portuguesa.
Resumo
O presente trabalho investigará o conto “O menino de água”, integrante da coletânea Contos de cães e maus lobos (2018), de Valter Hugo Mãe, no qual se entrevê uma tessitura narrativa atravessada por um imaginário materno que se constitui sob o signo da perda – simultaneamente concreta, espectral e fantasmática – de um descendente tragado pelas ondulações oceânicas. A figura materna, imersa nesse drama líquido, converte o gesto de transportar a água salinizada, em recipientes, para o espaço doméstico, investindo nessa prática uma fé animista, como se, ao lançar brinquedos sobre o líquido aquarificado, fosse possível instaurar-se a miragem de um ressurgimento do rebento, sustentada pela crença de que o mar, repartido ‘esquizoidamente’ em vasilhas, pudesse parir de novo aquilo que outrora devorara em sua voracidade matricial. Tal gesto se articula à recusa de toda secura corporal: após a longa errância pelas extensões marinhas em busca da criança engolfada, a mãe jamais permite que a epiderme se liberte da umidade, permanecendo sempre impregnada pelo sal que se torna cicatriz aquosa e memória encarnada do filho, cuja voz ressoa, não de modo fortuito, nas reverberações do fluxo e refluxo dos murmúrios das marés. Para tanto, faremos nossa travessia crítica ancorada nos postulados kleinianos acerca das fantasias esquizoides, dos empreendimentos destrutivos e das mobilizações sádico-canibalescas, ao mesmo tempo em que singramos pelas marés outrora navegadas por Ferenczi, em especial, em Thalassa: ensaio sobre a teoria da genitalidade (1924).
Título do Evento
IX SEMINÁRIO MILBA: "Vozes contemporâneas femininas: memórias e imaginários"
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do IX SEMINÁRIO MILBA: "Vozes contemporâneas femininas: memórias e imaginários"
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ASSIS, GUILHERME EWERTON ALVES DE; RODRIGUES, Hermano De França. ENTRE OCEÂNICOS CANIBAIS E ÚTEROS SALOBROS: ENQUANTO O MAR THALASSICAMENTE INGURGITA O FILHO, A MATRIARCA NAUFRAGA NAS MARÉS DA ESQUIZOIDIA, EM “O MENINO DE ÁGUA”, DE VALTER HUGO MÃE.. In: Anais do IX SEMINÁRIO MILBA: "Vozes contemporâneas femininas: memórias e imaginários". Anais...Recife(PE) UFRPE, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ix-milba-624485/1371423-ENTRE-OCEANICOS-CANIBAIS-E-UTEROS-SALOBROS--ENQUANTO-O-MAR-THALASSICAMENTE-INGURGITA-O-FILHO-A-MATRIARCA-NAUFRA. Acesso em: 14/06/2026

Trabalho

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