POLÍTICAS INSTITUCIONAIS DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS: AVANÇOS, LIMITES E IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL

Publicado em 19/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2895-0

Título do Trabalho
POLÍTICAS INSTITUCIONAIS DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS: AVANÇOS, LIMITES E IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL
Autores
  • Camila Ribeiro Teodoro
  • Shirlena Campos De Souza Amaral
Modalidade
Resumo Simples - Apresentação Oral
Área temática
GT3 - Impactos das Políticas Públicas e dos Direitos Humanos na Saúde Mental na Universidade.
Data de Publicação
19/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ivsimposiodesaudementaluenf/1767364-politicas-institucionais-de-enfrentamento-a-violencia-contra-a-mulher-nas-universidades-brasileiras--avancos-li
ISBN
978-65-272-2895-0
Palavras-Chave
violência de gênero; políticas institucionais; universidade; saúde mental; enfrentamento.
Resumo
A violência contra a mulher no ambiente universitário constitui uma violação de direitos humanos e um problema de saúde pública que afeta a trajetória acadêmica, a saúde mental e o bem-estar de estudantes, docentes e servidoras. Este artigo de revisão analisa os avanços e limites das políticas institucionais de enfrentamento à violência contra a mulher implementadas nas universidades brasileiras, bem como observa os impactos dessas violências na saúde mental das mulheres no ambiente acadêmico. A revisão foi conduzida nas bases Scopus, Consensus e Elicit, com recorte temporal de 2019 a 2026, utilizando descritores como “violência de gênero”, “universidade”, “políticas institucionais” e “saúde mental”. Foram identificados e selecionados estudos relacionados à temática, considerando sua pertinência aos objetivos da pesquisa, com posterior análise dos conteúdos e resultados apresentados na literatura. Entre os estudos analisados, destacam-se Furlin e Delgado (2024), Linhares et al. (2021) e Martins et al. (2026). Os resultados indicam que, embora tenha havido avanços na visibilidade do problema e na criação de mecanismos institucionais, menos de um quarto das universidades públicas possuíam políticas de enfrentamento até 2022. Essa baixa cobertura revela a permanência de uma violência institucional, com ações existentes predominantemente remediativas e individualizadas, escassa articulação com a saúde mental e limitada atenção às especificidades de gênero. A ausência de protocolos claros e de fluxos de atendimento transversais frequentemente submete as mulheres a processos de revitimização, desestimulando a busca por ajuda e perpetuando a impunidade. Os impactos na saúde mental das mulheres são expressivos, incluindo ansiedade, depressão, síndrome de Burnout, isolamento social e prejuízos acadêmicos. A despeito da alta prevalência de violências relatadas por estudantes e servidoras, observadas nos estudos, a resposta institucional permanece fragmentada e descoordenada. Tais agravos são potencializados pela sobrecarga laboral, pelas pressões do produtivismo acadêmico e pela desigualdade de gênero estrutural, que comprometem a permanência e a progressão da carreira feminina na universidade. Conclui-se que o enfrentamento da violência de gênero nas universidades brasileiras requer políticas institucionais integradas, preventivas e sensíveis ao gênero, que articulem acolhimento, responsabilização e promoção de saúde mental, em conformidade com os marcos legais nacionais e internacionais de proteção aos direitos das mulheres. Para que as universidades cumpram seu papel transformador, torna-se imperativo superar o caráter reativo das ações e instituir políticas permanentes baseadas na escuta ativa e na interseccionalidade.
Título do Evento
IV Simpósio de Saúde Mental Norte Noroeste Fluminense UENF
Cidade do Evento
Campos dos Goytacazes
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio de Saúde Mental do Norte Noroeste Fluminense: Universidade e saúde mental, desafios, reflexões e contemporaneidade
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TEODORO, Camila Ribeiro; AMARAL, Shirlena Campos De Souza. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS: AVANÇOS, LIMITES E IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL.. In: Anais do Simpósio de Saúde Mental do Norte Noroeste Fluminense: Universidade e saúde mental, desafios, reflexões e contemporaneidade. Anais...Campos dos Goytacazes(RJ) UENF, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/IVSimposiodeSaudeMentalUENF/1767364-POLITICAS-INSTITUCIONAIS-DE-ENFRENTAMENTO-A-VIOLENCIA-CONTRA-A-MULHER-NAS-UNIVERSIDADES-BRASILEIRAS--AVANCOS-LI. Acesso em: 21/10/2026

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