ENTRE RESISTÊNCIA E EXIGÊNCIA: A INSÍGNIA DA “MULHER NEGRA FORTE” E SAÚDE PSICOLÓGICA DE UNIVERSITÁRIAS NEGRAS

Publicado em 19/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2895-0

Título do Trabalho
ENTRE RESISTÊNCIA E EXIGÊNCIA: A INSÍGNIA DA “MULHER NEGRA FORTE” E SAÚDE PSICOLÓGICA DE UNIVERSITÁRIAS NEGRAS
Autores
  • Tãmilla Tomaz Dos Santos
  • Ana Lucia Novais Carvalho
Modalidade
Resumo Simples - Apresentação Oral
Área temática
GT1 - Saúde Mental na Universidade
Data de Publicação
19/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ivsimposiodesaudementaluenf/1762547-entre-resistencia-e-exigencia--a-insignia-da-mulher-negra-forte-e-saude-psicologica-de-universitarias-negras
ISBN
978-65-272-2895-0
Palavras-Chave
Insígnia, Mulher Negra, Saúde Mental, Universitárias, Racismo
Resumo
A presença de mulheres negras no ensino superior brasileiro tem apresentado crescimento nos últimos anos, resultado de transformações no acesso à educação, especialmente a partir da ampliação das políticas de ações afirmativas. Contudo, essa inserção ocorre em um contexto marcado pelas desigualdades raciais e de gênero, que atravessam as relações institucionais e as experiências subjetivas dessas estudantes. Historicamente associadas ao trabalho, ao cuidado e à resistência diante de situações de violência e opressão, mulheres negras foram inseridas em um imaginário social que contribuiu para a construção da representação da “mulher negra forte” (González, 2020; Carneiro, 2023). Embora essa representação possa assumir sentidos de valorização, resistência e afirmação identitária, sua transformação em expectativa social pode produzir a exigência de autossuficiência, autocontrole e capacidade permanente de suportar adversidades (Castro, 2019; Albuquerque e Diniz, 2022). Nesse sentido, a presente pesquisa compreende a “mulher negra forte” como uma insígnia, entendida como marca que participa dos processos de identificação e reconhecimento do sujeito (Rosa, 2009; Starnino, 2016), mas que também pode articular-se a estereótipos e expectativas socialmente impostos às mulheres negras. A partir dessa perspectiva, discute-se de que maneira a exigência de força pode contribuir para a deslegitimação da vulnerabilidade, dificultando a expressão do sofrimento e a busca por cuidado. Essa questão adquire particular relevância no ambiente universitário, historicamente constituído a partir e em favor de referências brancas de produção e legitimação do conhecimento, no qual estudantes negras vivenciam racismo, sexismo e processos de deslegitimação de suas experiências (Oliveira e Kubiak, 2019; Nascimento e Soares, 2023). Essas experiências se articulam a condições anteriores e externas à universidade, considerando que desigualdades raciais, sociais e econômicas também constituem determinantes das condições de saúde e bem-estar. Estudos apontam a presença significativa de sofrimento e transtornos mentais entre estudantes universitários, destacando a relação entre essas experiências e as micro agressões raciais vivenciadas ao longo da trajetória acadêmica. Assim, a pesquisa parte da compreensão de que a “mulher negra forte” não deve ser analisada exclusivamente como uma representação positiva ou negativa, mas como uma construção que pode constituir, simultaneamente, recurso de resistência e mecanismo de silenciamento. Pretende-se contribuir para a compreensão das formas pelas quais representações racializadas atravessam a subjetividade e a saúde mental de mulheres negras no ensino superior, ampliando o debate sobre sofrimento psíquico, racismo e cuidado em contextos universitários.
Título do Evento
IV Simpósio de Saúde Mental Norte Noroeste Fluminense UENF
Cidade do Evento
Campos dos Goytacazes
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio de Saúde Mental do Norte Noroeste Fluminense: Universidade e saúde mental, desafios, reflexões e contemporaneidade
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Tãmilla Tomaz Dos; CARVALHO, Ana Lucia Novais. ENTRE RESISTÊNCIA E EXIGÊNCIA: A INSÍGNIA DA “MULHER NEGRA FORTE” E SAÚDE PSICOLÓGICA DE UNIVERSITÁRIAS NEGRAS.. In: Anais do Simpósio de Saúde Mental do Norte Noroeste Fluminense: Universidade e saúde mental, desafios, reflexões e contemporaneidade. Anais...Campos dos Goytacazes(RJ) UENF, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/IVSimposiodeSaudeMentalUENF/1762547-ENTRE-RESISTENCIA-E-EXIGENCIA--A-INSIGNIA-DA-MULHER-NEGRA-FORTE-E-SAUDE-PSICOLOGICA-DE-UNIVERSITARIAS-NEGRAS. Acesso em: 21/10/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes