A MENTE DISTENDIDA E O TEMPO FRAGMENTADO: DIAGNÓSTICOS DO CANSAÇO E O DESAFIO DO FLOW NA UNIVERSIDADE

Publicado em 19/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2895-0

Título do Trabalho
A MENTE DISTENDIDA E O TEMPO FRAGMENTADO: DIAGNÓSTICOS DO CANSAÇO E O DESAFIO DO FLOW NA UNIVERSIDADE
Autores
  • Simone Machado dos Santos Vasconcelos
  • Crisóstomo Lima do Nascimento
Modalidade
Resumo Simples - Apresentação Oral
Área temática
GT1 - Saúde Mental na Universidade
Data de Publicação
19/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ivsimposiodesaudementaluenf/1747767-a-mente-distendida-e-o-tempo-fragmentado--diagnosticos-do-cansaco-e-o-desafio-do-flow-na-universidade
ISBN
978-65-272-2895-0
Palavras-Chave
Saúde Mental Universitária, Distentio Animi, Sociedade do Cansaço, Estado de Flow, Identidade Narrativa.
Resumo
A contemporaneidade universitária é marcada por crescentes índices de adoecimento psíquico, apatia e esgotamento discente. Este trabalho analisa como a aceleração do tempo acadêmico e as exigências da sociedade do desempenho fragilizam a saúde mental dos estudantes, propondo a escrita narrativa como dispositivo de resgate da presença e da identidade. A partir de uma abordagem teórica e interdiscursiva, articulam-se o conceito filosófico de distentio animi em Agostinho de Hipona, a crítica social de Byung-Chul Han, a teoria do Flow de Mihaly Csikszentmihalyi e a perspectiva da Identidade Narrativa em Paul Ricoeur. Recupera-se a alegoria de "semelhante a meninos sentados nas praças, que gritam aos seus companheiros: 'Tocamos-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentos, e não chorastes'” (Mateus 11:16-17) como imagem poética da anhedonia do sujeito contemporâneo frente aos estímulos do mundo. Agostinho descreve a distentio animi como a fragmentação da mente, dispersa entre a memória e a ansiedade pelo futuro, incapacitada de habitar o presente. Essa fratura temporal é radicalizada na "Sociedade do Cansaço" de Han, onde o imperativo da autoexploração gera um estado de tédio hiperativo e esgotamento. Nesse cenário, o estado de Flow, caracterizado por Csikszentmihalyi como a imersão total e o foco no "agora", encontra-se bloqueado. Como contribuição prática e metodológica, o estudo propõe a adoção da "escrita narrativa de si", inspirada no modelo de entrevista narrativa em profundidade de Jovchelovitch e Bauer, como dispositivo autoformativo e terapêutico. Amparado na hermenêutica de Ricoeur, argumenta-se que o ato de narrar a própria trajetória em diários ou relatos reflexivos permite ao discente organizar o caos temporal, metabolizar o sofrimento e reconfigurar a sua experiência. A escrita narrativa opera a transição de um sujeito passivo, soterrado por prazos, para autor reflexivo de sua história. Conclui-se que o resgate da saúde mental na universidade exige superar o produtivismo automatizado, promovendo a recomposição da identidade e da autonomia discente por meio da palavra escrita e da presença contemplativa.
Título do Evento
IV Simpósio de Saúde Mental Norte Noroeste Fluminense UENF
Cidade do Evento
Campos dos Goytacazes
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio de Saúde Mental do Norte Noroeste Fluminense: Universidade e saúde mental, desafios, reflexões e contemporaneidade
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VASCONCELOS, Simone Machado dos Santos; NASCIMENTO, Crisóstomo Lima do. A MENTE DISTENDIDA E O TEMPO FRAGMENTADO: DIAGNÓSTICOS DO CANSAÇO E O DESAFIO DO FLOW NA UNIVERSIDADE.. In: Anais do Simpósio de Saúde Mental do Norte Noroeste Fluminense: Universidade e saúde mental, desafios, reflexões e contemporaneidade. Anais...Campos dos Goytacazes(RJ) UENF, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/IVSimposiodeSaudeMentalUENF/1747767-A-MENTE-DISTENDIDA-E-O-TEMPO-FRAGMENTADO--DIAGNOSTICOS-DO-CANSACO-E-O-DESAFIO-DO-FLOW-NA-UNIVERSIDADE. Acesso em: 22/10/2026

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