A VELOCIDADE DA MARCHA COMO MARCADOR FUNCIONAL SIMPLES E POTENCIALMENTE ÚTIL NA DOENÇA DE CHAGAS

Publicado em 05/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2471-6

Título do Trabalho
A VELOCIDADE DA MARCHA COMO MARCADOR FUNCIONAL SIMPLES E POTENCIALMENTE ÚTIL NA DOENÇA DE CHAGAS
Autores
  • Marina Silva Reis
  • Antonielly Rocha Pereira
  • Guilherme Henrique Carvalho Estolano
  • Stefânia Guimarães Nery
  • Davi Souza Oliveira
  • Rafael Oliveira Castro
  • Carlos Correia Dos Santos Filho
  • Wallaci Damasceno Barroso
  • Thamyres Costa
  • Ana Maria Andressa Silva
  • Fabrício Pinho Madureira
  • Marcus Vinícius Accetta Vianna
  • Marta Valquíria da Silva
  • Cheyenne Alves da Fonseca
  • Sanny Cristina de Castro Faria
  • Lucas Frois Fernandes de Oliveira
  • Pedro Henrique Scheidt Figueiredo
  • Henrique Silveira Costa
Modalidade
Resumo simples
Área temática
Reabilitação e Desempenho Funcional
Data de Publicação
05/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-simposio-reabilitacao-desempenho-funcional/1465430-a-velocidade-da-marcha-como-marcador-funcional-simples-e-potencialmente-util-na-doenca-de-chagas
ISBN
978-65-272-2471-6
Palavras-Chave
Doença de Chagas, cardiomiopatia chagásica, teste de exercício, capacidade funcional.
Resumo
Introdução: A doença de Chagas permanece uma das principais causas de cardiomiopatia crônica na América Latina e, cada vez mais, um problema de saúde global. Apesar dos avanços, há escassez de testes que traduzam, de forma simples e sem ônus, o real comprometimento funcional dos pacientes. Nesse cenário, a velocidade da marcha (VM) surge como uma medida objetiva, rápida, de baixo custo e de grande potencial clínico. Objetivos: Avaliar e validar a VM como ferramenta de avaliação funcional em pacientes com doença de Chagas em região endêmica. Métodos: Realizou-se um estudo transversal com 177 pacientes com diagnóstico confirmado de doença de Chagas (57 assintomáticos e 120 na forma cardíaca), recrutados no Vale do Jequitinhonha (MG, Brasil). Os participantes foram submetidos à ecocardiografia, ao teste de velocidade da marcha em 4 metros, aos testes de sentar-levantar (5 repetições e 60 segundos), à dinamometria de preensão palmar e aos questionários DASI e PAH. A validade de construto foi investigada por meio de análises de correlação e de comparação entre classes funcionais da NYHA. Resultados: Na amostra total, a VM correlacionou-se significativamente com todas as medidas funcionais (para preensão palmar, TSL5, TSL60 e DASI; PAH; todos p = 0,001). Após estratificação, as correlações permaneceram significativas em ambas as formas clínicas. Nos assintomáticos, a VM correlacionou-se com TSL5 (r=-0,450; p=0,001), TSL60 (r=0,456; p<0,001), preensão palmar (r=0,308; p=0,021), PAH (r=0,284; p=0,033) e DASI (r=0,378; p=0,043). Na forma cardíaca, observou-se correlação com TSL5 (r=-0,313; p=0,001), TSL60 (r=0,471; p<0,001), preensão palmar (r=0,353; p<0,001), PAH (r=0,191; p=0,040) e DASI (r=0,477; p<0,001). A VM também discriminou as classes funcionais da NYHA (p=0,038). Conclusão: A velocidade da marcha mostrou-se uma medida viável, sensível e clinicamente relevante, com potencial para ampliar o rastreio funcional e qualificar o cuidado às pessoas com doença de Chagas, especialmente em contextos de poucos recursos.
Título do Evento
IV Simpósio em Reabilitação e Desempenho Funcional
Cidade do Evento
Diamantina
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio em Reabilitação e Desempenho Funcional
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

REIS, Marina Silva et al.. A VELOCIDADE DA MARCHA COMO MARCADOR FUNCIONAL SIMPLES E POTENCIALMENTE ÚTIL NA DOENÇA DE CHAGAS.. In: Anais do Simpósio em Reabilitação e Desempenho Funcional. Anais...Diamantina(MG) UFVJM, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-simposio-reabilitacao-desempenho-funcional/1465430-A-VELOCIDADE-DA-MARCHA-COMO-MARCADOR-FUNCIONAL-SIMPLES-E-POTENCIALMENTE-UTIL-NA-DOENCA-DE-CHAGAS. Acesso em: 11/08/2026

Trabalho

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