FORMAÇÕES URBANAS EM CADEIAS LONGAS DO SISTEMA AGROALIMENTAR NO OESTE DA BAHIA

Publicado em 22/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2452-5

Título do Trabalho
FORMAÇÕES URBANAS EM CADEIAS LONGAS DO SISTEMA AGROALIMENTAR NO OESTE DA BAHIA
Autores
  • Luciana Schleder Almeida
  • Carla Craice da Silva
Modalidade
Submissão de Resumo para GT
Área temática
GT 10 - Expulsões, contenções e controles territoriais no semiárido brasileiro
Data de Publicação
22/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-seminario-politica-cultura-ambiente-pocam/1486429-formacoes-urbanas-em-cadeias-longas-do-sistema-agroalimentar-no-oeste-da-bahia
ISBN
978-65-272-2452-5
Palavras-Chave
agronegócio, colonialismo de povoamento, racialização, pioneirismo, plantationoceno.
Resumo
A suposta vocação do Oeste da Bahia e de outras áreas de Cerrado no Nordeste brasileiro para o modelo de commodities agrícolas vem sendo afirmada por agentes financeiros privados e por agências governamentais. Em 2014, a Embrapa publicou um conjunto de notas técnicas que definiam foi a criação de  uma nova regionalização oficial  denominada Região Produtiva Agrícola (RPA) do “Matopiba”, funcional aos interesses das grandes corporações concernentes às redes agroindustriais. A denominação é acrônimo formado pelos nomes dos estados que compõem sua zona de influência: Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Nesse novo arranjo territorial, os espaços urbanos passam a se constituir como nós fundamentais da rede de relações desse agronegócio em termos demográficos, econômicos ou espaciais. A nova definição regional no Oeste Baiano assinala o deslocamento do centro de gravidade econômica do Rio São Francisco e seus afluentes para os chapadões que desenham a divisa oeste da Bahia com Goiás e Tocantins. As formações urbanas da frente agroindustrial estão localizadas no eixo rodoviário, especialmente no traçado da BR 020. Há também uma forte concentração de tecnologias de uso de água do tipo Pivô Central, com enorme potencial de expansão, de acordo com a Agência Nacional de Águas. A disputa por recursos hídricos vem se agudizando desde que as áreas das chapadas, em que se encontram nascentes, começaram a ser ocupadas pelas lavouras nos anos 1980. Desde então, os movimentos sociais vem denunciando a morte dos cursos d'água. A expansão da urbanização na área de estudo, a exemplo do que ocorre em outras áreas de interesse do agronegócio, vem promovendo o crescimento de cidades médias e o surgimento de nucleações urbanas periféricas nas rodovias que cruzam as plantações. Os estudos sobre as “cidades do agronegócio” vem destacando como as contradições de um sistema produtivo concentrado se manifestam no espaço urbano na forma de segregação e na desigualdade socioespacial. O objetivo do texto é discutir os resultados de duas viagens de prospecção realizadas em 2023 e 2025 na pequena povoação de Vila Rosário no município de Correntina. A abordagem etnográfica tende a revelar as formas de hierarquização que são estabelecidas pela nova definição regional ligada ao avanço das cadeias longas do sistema agroalimentar que combinam dietas menos variadas e saudáveis, intensificação da degradação ecológica e o êxodo rural.
Título do Evento
IV Seminário Política, Cultura e Ambiente (PoCAm)
Cidade do Evento
Juazeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do IV Seminário Política, Cultura e Ambiente (PoCAm)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALMEIDA, Luciana Schleder; SILVA, Carla Craice da. FORMAÇÕES URBANAS EM CADEIAS LONGAS DO SISTEMA AGROALIMENTAR NO OESTE DA BAHIA.. In: Anais do IV Seminário Política, Cultura e Ambiente (PoCAm). Anais...Juazeiro(BA) Univasf, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-seminario-politica-cultura-ambiente-pocam/1486429-FORMACOES-URBANAS-EM-CADEIAS-LONGAS-DO-SISTEMA-AGROALIMENTAR-NO-OESTE-DA-BAHIA. Acesso em: 28/05/2026

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